Comércio de pescados continua aquecido no mercado de Aracaju

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A expectativa é de boas vendas nesta sexta-feira. Foto: Divulgação
A expectativa é de boas vendas nesta sexta-feira. Foto: Divulgação

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Publicada em 14/04/2017 às 00:50:00

Milton Alves Júnior

 

Centenas de consumidores deixaram para a última hora a compra de pescados destinados às ceias alusivas à Semana Santa. No centro de Aracaju, anexo ao Mercado Albano Franco, o movimento foi intenso durante a manhã e tarde de ontem. Por deixarem a aquisição de peixes e demais mariscos para a véspera da Sexta-feira da Paixão, as variedades já não eram mais as mesmas - se comparado com o final de semana passado -, e os preços apresentaram leve inflação. Para tentar atender a alta demanda de clientes, cerca de 60 barracas foram instaladas ao lado do terminal pesqueiro.

Na atual tabela de preços o quilo do aratu não é encontrado por menos de R$ 15; na semana passada era possível adquirir por 13 reais. O camarão pistola com reajuste de 17% - entre 2016 e 2017, é revendido por R$ 46, o quilo; o cação aparece com R$ 25; e a lagosta, a depender do tamanho, assim como há cinco dias segue variando entre R$ 20 e R$ 50. O camarão médio é vendido em média por R$ 28; já o quilo da vermelha, nas bancas que ainda disponibilizavam do produto, não era comercializado por menos de R$ 22.

Para o professor Rozendo Teixeira, esse é o preço destinado aqueles brasileiros que permanecem deixando os afazeres comerciais para o limite do tempo. Ele alega que não se trata de manter a cultura, mas sim, de acreditar que tudo será resolvido independente do prazo e produto a ser adquirido. "Infelizmente é assim comigo e tenho certeza que com outras pessoas por aí. Basta ver como era cheio o mercado hoje. Eu sempre acho que tudo vai dar tempo e quando chego na hora percebo que vou ter que mudar o prato planejado e ainda por cima gastar um pouco mais", afirmou. O segredo para o reajuste está interligado a essa forma de agir de muitos consumidores.

De acordo com a vendedora Alessandra Melo dos Santos, cada comerciante possui a sua estratégia. A meta nesta reta final de data festiva é zerar o estoque e garantir o lucro já previsto para a época. "A gente não deixa de vender, mas também os preços sobem um pouco porque sabemos que as pessoas vêm aqui de última hora e querem mesmo voltar para casa com o peixe, camarão, ou outro pescado. A venda desse ano foi boa e espero que esse final de semana continue assim, positivo", avaliou.

 

Funcionamento - A Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), responsável por administrar estes espaços públicos, informa que os mercados centrais e os setoriais funcionaram normalmente no dia de ontem. Hoje, no Mercado Albano Franco, funcionam apenas os setores de pescados e hortifruti até o meio-dia. Os demais setores não terão expediente. As atividades voltam amanhã. Agentes da Polícia Militar e Guarda Municipal de Aracaju atuam na região desde o início da semana a fim de garantir segurança aos consumidores e comerciantes.