Reunião entre prefeito de Aracaju e médicos não encerra greve

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Publicada em 19/04/2017 às 00:30:00

A direção do Sindicato dos Médicos de Sergipe se reuniu ontem com o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira. O encontro ocorreu no Centro Administrativo Aloísio Campos, sede da prefeitura, após dois meses e 27 dias de greve deflagrada pelos médicos. Uma comissão de sindicalistas foi convidada a se dirigir até o gabinete do prefeito após promover manifestação na entrada do órgão. Os trabalhadores exigem o pagamento integral do salário referente ao último mês de dezembro. A proposta de parcelamento em 12 prestações segue reprovada pela categoria.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos, João Augusto Oliveira, a falta de diálogos semelhantes ao que ocorreu ontem resultou na greve histórica. Atualmente cerca de 180 profissionais continuam com os serviços suspensos em 43 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs); durante este período mais de 360 mil usuários do sistema deixaram de ser atendidos. Apesar da última rodada de negociação ter proporcionado avanço, os médicos seguem com a greve e voltam a se reunir com a gestão municipal amanhã as 10h. O Sindimed aguarda a apresentação de contrapropostas que possam satisfazer os servidores grevistas.

"A nossa postura continua a mesma desde o início da greve em janeiro. Um grupo de médicos segue indisposto a aceitar o parcelamento oferecido pela prefeitura, como também a proposta de recorrer a um empréstimo bancário. A justiça já ajuizou ação favorável à nossa causa e não iremos retroceder. Esperamos que dessa vez o prefeito e os assessores possam buscar alternativas para o impasse", declarou o sindicalista. Uma nova assembleia será realizada na próxima segunda-feira, 24, na sede do Sindimed, em Aracaju.

Além do prefeito Edvaldo Nogueira e dos diretores do Sindimed, participaram da reunião os secretários André Sotero, da Saúde, Carlos Cauê, Governo, e Jefferson Passos, Finanças. Segundo a PMA, desde o dia 01 de janeiro a atual gestão tem intensificado as ações de quitação de débitos deixados por João Alves Filho.

Jefferson ressaltou a situação crítica encontrada junto à economia municipal e destacou necessidade de se discutir o problema em conjunto."A gestão do prefeito Edvaldo Nogueira já pagou os salários de janeiro, fevereiro e março em dia, encontrou uma solução para o pagamento do salário de dezembro e regularizou o 13º salário, ambos deixados pendentes pela gestão passada. O ponto de divergência com os médicos é o salário de dezembro, objeto de negociação desde a primeira semana do governo", afirmou.