Audiência discute situação das catadoras de mangaba do Bairro Santa Maria

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Os catadores do 17 de Março reclamam da rápida urbanização do bairro. Foto: Divulgação
Os catadores do 17 de Março reclamam da rápida urbanização do bairro. Foto: Divulgação

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Publicada em 19/04/2017 às 00:31:00

Foi realizada na manhã desta terça-feira (19), audiência na Prefeitura Municipal de Aracaju com a presença das catadoras de mangaba, do Ministério Público Federal, da Embrapa e da Infraero sobre as dificuldades enfrentadas pelo grupo que atua na extração da mangaba na região do Bairro Santa Maria.

A deputada Ana Lúcia, autora da Lei Estadual 7.082/2010, que reconhece as Catadoras de Mangaba como grupo culturalmente diferenciado, esteve presente. Segundo a Lei, devem ser protegidas segundo as suas formas próprias de organização social, seus territórios e recursos naturais, indispensáveis para a garantia de sua reprodução física, cultural, social, religiosa e econômica.

Além da deputada estadual Ana Lúcia, estiveram presentes na reunião a Vice-Prefeita e secretária da Semasc de Aracaju, Eliane Aquino, a Procuradora do MPF Lívia Tinoco, além de ampla representação das catadoras de mangaba.

Durante a audiência, população que vivia da coleta da mangaba denunciou que a crescente e rápida urbanização da região, sobretudo nas imediações do bairro 17 de março, resultou na devastação das mangabeiras da região.

Neste sentido, a audiência também apontou alternativas de preservação e de incentivo ao extrativismo da mangaba, a exemplo da criação de Reserva Extrativista e manutenção das áreas preservadas e com equipamentos públicos que possam servir a população.