Estre ameaça fechar estação de transbordo do lixo e suspender coleta

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto
Hoje todo o lixo de Aracaju é despejado na estação de transbordo, em Socorro. Foto: Divulgação
Hoje todo o lixo de Aracaju é despejado na estação de transbordo, em Socorro. Foto: Divulgação

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 20/04/2017 às 00:51:00

Milton Alves Júnior

 

A empresa Estre Ambiental ameaça suspender todos os serviços realizados no Centro de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, em Rosário do Catete, e o de transbordo, em Nossa Senhora do Socorro. Conforme notificação encaminhada pelo grupo à Prefeitura de Aracaju, por intermédio da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), a administração municipal deve cerca de R$ 38 milhões, sendo R$ 33 milhões herdados da administração de João Alves Filho. Caso o impasse financeiro não seja solucionado, a perspectiva da Estre é que as atividades sejam suspensas a partir da próxima semana.

Em contraponto, a Emsurb disse reconhecer a pendência, porém, segundo o presidente Netônio Machado, a dívida não corresponde ao montante alegado. A PMA informou que a pendência é de R$ 1,8 milhão, e refere-se a duas parcelas em atraso desde março. Por meio da Assessoria de Comunicação da Emsurb, foi comunicado que este valor será quitado até a tarde de hoje, podendo ser compensado nas próximas 48h. Paralelo à garantia de pagamento das dívidas recentes – isso a partir da posse do prefeito Edvaldo Nogueira, a Emsurb informou que existe um decreto publicado em janeiro deste ano, o qual suspende por 90 dias todos os pagamentos de dívidas geradas até 31 de dezembro de 2016.

Caso a paralisação seja aprovada pela Estre, a Cavo - que compõe o grupo contratado pela PMA em março do ano passado -, pode suspender a coleta de lixo em todos os bairros da capital. Essa medida acarretaria no bloqueio de aproximação 40 caminhões coletores e quase 1.100 garis e margaridas longe dos serviços operacionais. Como consequência disso, cerca de 600 toneladas de lixo permaneceriam espalhadas a cada dia, e Aracaju voltaria a sofrer com a maior crise urbana registrada ao longo dos seus 162 anos. Sem permissão para depositar o material recolhido, as equipes ficam impossibilitadas de continuar com as atividades rotineiras.

O assessor de comunicação da Emsurb, Augusto Aranha, informou que a PMA, em todas as pastas administrativas, tem buscado promover diálogos com representantes de cada empresa fornecedora de serviço com o propósito de buscar medidas que visem minimizar as dificuldades financeiras e, ao mesmo tempo, quitar os débitos. Sobre a dívida superior a 30 milhões, o comunicador disse que após o final do prazo previsto em decreto o assunto será discutido e posteriormente solucionado. A meta agora é garantir a continuidade dos serviços essenciais e contabilizar descontos junto as faturas em aberto.