Desocupação em Sergipe chega a 16,1% no primeiro trimestre de 2017

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Publicada em 19/05/2017 às 00:56:00

A taxa de desocupação em Sergipe no primeiro trimestre de 2017 atingiu 16,1%, valor mais alto desde 2012, quando teve início a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. O dado, divulgado ontem pelo IBGE, indica um aumento de 4,8 pontos percentuais na comparação entre o primeiro trimestre de 2017 e o primeiro trimestre de 2016, quando a taxa de desocupação estava em 11,2%.

O número de pessoas desocupadas chegou a 161 mil, um aumento de 39,3% em relação ao contingente de desocupados de um ano atrás (116 mil pessoas). Os setores de atividade econômica mais atingidos foram o da construção, que teve queda de 23,7% no número de pessoas ocupadas entre jan/mar de 2016 e jan/mar de 2017, indústria, com queda de 20,6%, serviços domésticos (queda de 20,5%) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (queda de 17,8%).

O rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas, por sua vez,chegou a R$ 1.682. Houve queda no rendimento apenas entre os empregados no setor privado sem carteira assinada, que recebiam, em média, R$ 699 em jan/mar de 2016, e passaram a receber, em média, R$ 602 em jan/mar de 2017 (queda de 13,8%, portanto). Para as demais posições na ocupação e grupamentos de atividade, o rendimento manteve-se estatisticamente estável em relação ao mesmo período de 2016.

O IBGE divulgou também dados sobre o mercado de trabalho na Região Metropolitana de Aracaju (municípios de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros) e para o município de Aracaju, especificamente.

No caso da Região Metropolitana, a desocupação chegou a 19,3%, o segundo valor mais alto da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. No primeiro trimestre de 2016, a taxa estava em 13,3%. O rendimento médio real habitual foi de R$ 2.493, tendo se mantido estável tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (out/dez de 2016) quanto em relação ao mesmo trimestre do ano passado (jan/dez de 2016).

Considerando apenas a capital Aracaju, a taxa de desocupação em jan/mar de 2017 foi de 17,0%. Em relação ao mesmo período de 2016, houve um incremento de 5,1 pontos percentuais – a taxa estava em 11,9% há um ano. Em relação ao rendimento médio real habitual, o quadro é de estabilidade: as pessoas ocupadas recebiam em média R$ 2.934 mensais.

Sergipe entre os estados com maiores taxas de desocupação - Na comparação com outras Unidades da Federação, Sergipe apresentou a sétima taxa de desocupação mais elevada, ficando atrás apenas de Bahia (18,6%), Amapá (18,5%), Amazonas (17,7%), Alagoas (17,5%), Pernambuco (17,1%) e Rio Grande do Norte (16,3%). O Nordeste é a região com maior taxa de desocupação (16,3%). Os menores índices são os de Santa Catarina (7,9%), Rondônia (8,0%) e Rio Grande do Sul (9,1%).

Dentre as Regiões Metropolitanas, Aracaju tem a segunda maior taxa, ficando atrás da Região Metropolitana de Manaus (20,3%). A menor taxa foi a da Região Metropolitana de Florianópolis (7,4%). Considerando apenas os municípios das capitais, Aracaju tem a terceira pior taxa, atrás de Manaus (21,1%) e São Luís (19,3%). O município de Florianópolis (6,3%), mais uma vez, teve a melhor taxa entre as 27 capitais.