Chuvas provocam grandes alagamentos na capital

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Publicada em 20/05/2017 às 00:13:00

Milton Alves Júnior

 

Sem estrutura suficiente para drenar o alto volume de água da chuva, a capital sergipana encontra-se ilhada em vários bairros e conjuntos. Conforme previsto pelo Instituto Nacional de Meteorologia, Aracaju enfrenta uma forte massa de ar fria, a qual deve permanecer, pelo menos, até a próxima segunda-feira, 22. Até lá, a orientação dos órgãos de segurança e que todos os habitantes busquem se proteger diante de locais seguros e, em caso de sinistro ou ameaça, entrem em contato com os departamentos de urgência e emergência. No final da tarde de ontem o cenário de vulnerabilidades começava a assustar aracajuanos que residem em áreas com precária rede de escoamento.

 

Assim como ocorre há anos durante o período de chuvas intensas, ruas do bairro Luzia, zona Sul da capital, voltaram a ficar inundadas e inviabilizando o tráfego de veículos e pedestres. A preocupação dos moradores fica por conta do risco de acidentes devido à existência de buracos em toda a via. Na noite de ontem, em entrevista concedida por telefone ao Jornal do Dia, o morador Alex dos Santos informou que alguns moradores já ameaçavam deixar as respectivas casas diante do medo de invasão da água. A preocupação geral existe devido ao sinistro registrado em novembro de 2013, quando um temporal inundou ruas do bairro e prejudicou mais de 20 casas.

 

"O problema maior não é a chuva que caiu a manhã toda e apertou durante a noite. A preocupação é que a previsão é de mais chuva até o início da semana e ninguém quer sofrer o mesmo que há alguns anos. Mesmo sem observar nenhum caso grave aqui, por enquanto, peço que neste sábado logo cedo profissionais da Defesa Civil venham aqui no bairro, principalmente perto da canal, e observe a situação. É melhor analisar antes, do que vim depois da tragédia", pediu Alex que concluiu dizendo: "não quero assustar ninguém, mas o alagamento de ontem deixou muita gente preocupada e em sinal de alerta".

 

Em bairros da Zona de Expansão a situação não foi diferente. Nas pistas de piçarra que cortam o Mosqueiro, o tráfego ficou por conta apenas de carros altos e ônibus coletivos; na Aruana, nas intermediações do condomínio San Diego, a pista ficou parcialmente intransitável devido a precária pavimentação da via expressa. Na região dos conjuntos Juscelino Kubitschek de Oliveira, Santa Lúcia e Sol Nascente, o receio ficou por conta da possibilidade de nova inundação provocada pelo transbordamento do rio - assim como ocorreu há três anos, quando dezenas de famílias necessitaram dedicar às respectivas casas por pelo menos três dias.

 

Nos bairros da zona Norte a queda de árvores, inundação de ruas e acidentes leves entre automóveis, contribuiu para que o caos interferisse no retorno dos estudantes e trabalhadores para casa. Já no Shopping Riomar, no bairro Coroa do Meio, parte do teto de uma loja despencou e a área necessitou ser interditada pela brigada de segurança do centro de compras. A loja de utensílios não foi o único local atingido; a invasão ocorrida na região superior do shopping prejudicou ainda a área destinada a feitas, exposições e apresentações culturais. O escoamento da água ocorria através de pontos de iluminação e brechas entre as calhas. Até as 19h30 os órgãos de segurança não haviam registrado ocorrências com vítimas.