Alegria de pobre

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Publicada em 02/06/2017 às 00:47:00

PIB minúsculo, recessão faminta, o governo do ainda presidente Michel Temer vem se saindo melhor do que a encomenda. A promessa era de recuperação da economia, alavancada pela simples menção de reformas legislativas as mais controversas, feito passe de mágica. O feito concreto foi de agravamento e multiplicação das crises.

Em gestão temerária como a de Temer, mesmo as boas notícias resultam lamentáveis, como mostra o brevíssimo impulso tomado pelo PIB. A influência do agronegócio arrastou o índice para o patamar nada robusto de 1% de crescimento em todo o primeiro trimestre. Poderia ser uma boa notícia, apesar de todos os pesares. Mas a verdade é que em comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB caiu 0,4%. No acumulado do ano, a queda é ainda mais acentuada: 2,3%, em doze meses.

Segundo um dito popular, alegria de pobre dura pouco. Pois a triste realidade demonstrada pelos índices do IBGE é que, sob os cuidados de Temer, o Brasil fica cada vez mais pobre, paupérrimo já há quem o diga. Também pudera. Apesar de assumir o País em momento dos mais delicados, para dizer o mínimo, Temer garantiu botar o Brasil nos trilhos. Não o fez até agora. E depois de meter os pés pelas mãos, flagrado em prevaricação, não o fará mais nunca.

Quando finalmente se recolher ao ocaso de sua triste carreira política, Temer já terá partido tarde. E a recuperação da economia em pleno colapso dificilmente constará em sua biografia como um de seus lamentáveis feitos e legado.