Estância: o conjunto Recanto Verde e o sorriso de Déda

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 06/06/2017 às 08:03:00

José Domingos Machado Soares (Dominguinhos)

 

 

A casa própria sempre foi um grande sonho da classe trabalhadora. É o espaço mais confortável e seguro que o ser humano pode desfrutar. Em outras palavras, o endereço acessível e fixo tem relação direta com a cidadania e a estabilidade social.

Como já afirmou o poeta e filósofo francês, Gaston Bachelard, em seu livro A poética do espaço, “sem uma casa, o homem seria um ser disperso. Ela mantém o homem através das tempestades do céu e das tempestades da vida. Ela é corpo e alma. É o primeiro mundo do ser humano”.

As condições econômicas, geográficas e sociais do município contribuíram sobremaneira para o predomínio, desde o século XIX, da industrialização. Com ela, veio a concentração de cerca 85% (oitenta e cinco por cento) da população na zona urbana.

Com a urbanização as áreas se tornaram caras, dificultando o acesso das camadas menos favorecidas financeiramente a terrenos e a residência própria. O que resultou numa demanda habitacional premente e significativa.

Esse quadro é fortalecido pela participação contumaz da especulação imobiliária, que faz questão de definir, em grande medida, a utilização do solo urbano, geralmente favorecendo a turma mais endinheirada.

Durante muito tempo, aluguel por aqui era sinônimo de renda certa e tranquila. A história registra com riqueza de detalhes os lucros pomposos de proprietários/as e os constantes constrangimentos de quem estava na condição de inquilino/a.

Essa situação começou a mudar com a chegada de Luis Inácio LULA da Silva à Presidência da República e a implementação do Programa: MINHA CASA, MINHA VIDA – MCMV, que a presidenta Dilma Vana Rousseff deu continuidade.

Estância foi desde o começo muito beneficiada com esse programa. A cidade viu florescer conjuntos habitacionais e um número grande de residências. O estado brasileiro, nesse campo, colocou o pobre no orçamento.

Sábado, 13, com a presença do presidente Caixa Econômica Federal – CEF, Gilberto Occhi, do governador, Jackson Barreto, do prefeito Gilson Andrade, do diretor da empresa responsável (CELI), Luciano Barreto, de muita gente da política, da imprensa e do povo em geral foi inaugurado o Recanto Verde I (495 unidades) e II (458 unidades).

A construção das 953 casas teve início há cerca de três anos. O Governo Federal – gestão Dilma Rousseff – investiu mais de 69 milhões de reais; e o Governo do Estado era Déda e depois Jackson cerca de 12 milhões. Sendo o valor médio por unidade de 72 mil reais.

O vereador Artur Oliveira, PT, inteligentemente, propôs o nome de Marcelo Déda Chagas (1960-2013) para o núcleo habitacional. Se o edil emplacar a sua sugestão será feita uma homenagem justa e merecida ao “semeador de sorrisos”.

Com alguns anos de semeadura o evento inaugural de sábado anunciou que é tempo de boa e farta colheita de sorrisos. O povo estanciano respira a atmosfera decente da conquista da cidadania e da dignidade. Déda presente!


José Domingos Machado Soares (Dominguinhos) é professor da Rede Estadual e Presidente do PT de Estância