Governador oferece apoio às demandas da Petrobras em Sergipe

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Publicada em 06/06/2017 às 00:45:00

"Quem ama o Brasil, ama à Petrobras". Com essa frase o governador Jackson Barreto abriu a reunião onde foi recebido na tarde desta segunda-feira, 05, pelo gerente Geral da Petrobras para Sergipe e Alagoas, Paulo Marinho de Paiva Neto.

Na pauta os projetos da empresa para Sergipe. "Vim buscar informações sobre os planos de investimentos da Petrobras em Sergipe para oferecer apoio naquilo que estiver ao alcance do governo e do governador e também para poder alinhar algumas das nossas estratégias de desenvolvimento com as estratégias da Petrobras. Não dá pra pensar em desenvolvimento econômico em nosso estado sem levar em conta a importância da Petrobras", disse o governador.

Na ocasião, o governador foi informado que a Petrobras não tem planos para transferir a unidade de Sergipe para outro estado e que a companhia vai continuar investindo aqui, com perspectivas de crescimento da produção de petróleo nos próximos cinco anos.

De acordo com dados da Petrobras, os campos de Sergipe e Alagoas produzem 30 mil barris/mês de petróleo, sendo que a produção exclusiva de Sergipe é de 25 mil bairros/mês. A estimativa da empresa é que nos próximos cinco anos a produção, somente em Sergipe, chegue a 30 mil/mês. Segundo os técnicos, o aumento da produção é fruto dos investimentos feito pela empresa nos campos terrestres e de águas rasas nos últimos anos.

Com relação ao desinvestimento da empresa no Estado, Jackson Barreto foi comunicado que todo o processo foi suspenso e novos estudos estão sendo realizado para que seja reestruturado.

Os técnicos esclareceram que todas as empresas petrolíferas no mundo estão tendo necessidade de fazer ajustes principalmente pela queda do valor do barril do petróleo e a Petrobras não poderia ser diferente.

O programa de desinvestimento está no plano estratégico da empresa, entretanto, existem companhias petrolíferas interessadas em investir nos campos nacionais e sergipanos, o que garante a manutenção da produtividade dos campos terrestres e de águas rasas de Sergipe.

O governador também ouviu que não existe definição de transferência de ativos da Petrobras de Sergipe para outros estados, reforçando que toda a área fim de petróleo está mantida e garantida.

Quanto o envio de gás para municípios produtores de cerâmica como Itabaianinha e Itabaiana, a Petrobras garantiu que a empresa tem disponibilidade de produção, porém, a distribuição não é da sua competência. Ficou acertado uma futura reunião com a Sergás para discutir a viabilidade de distribuição.

Sobre a exploração dos campos marítimos em águas profundas, a Petrobras continua com os estudos e a previsão é que em 2018 um navio/sonda aporte em Sergipe para fazer os primeiros testes. O governador foi informado que a empresa criou uma gerência formal para cuidar deste assunto no Rio de Janeiro, onde está situada a sua sede.

De acordo com informações da Petrobras, Sergipe tem uma reserva de 300 milhões de barris de óleo em águas rasas e terrestre. No campo de águas profundas, o Estado conta com uma reserva calculada em 3 bilhões de barris.

“Viemos conversar com a Gerência da Petrobras para sabermos qual o destino e os projetos da empresa para nosso Estado. Não podemos traçar metas de desenvolvimento sobre o futuro de Sergipe, sem saber como a nossa maior companhia de petróleo do país vai se comportar”, enfatizou o governador.

A reunião foi acompanhada pelos secretários de Estado do Desenvolvimento, Tecnologia e Comércio (Sedetec), José Augusto Pereira e da Comunicação, José Sales Neto, o presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial de Sergipe (Codise), Eugênio Dezem, e dos assessores, Oliveira Júnior e Luiz Eduardo Costa. Também participaram o gerente de Engenharia e Produção da Petrobras, Genildo Borba e o gerente de Planejamento e Gestão, Ricardo Amorim.