Adelson denuncia práticas que perpetuam o assédio sexual e a ofensa verbal

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Publicada em 08/06/2017 às 08:18:00

“Uma em cada três mulheres sofreram algum tipo de violência no Brasil em 2016”. Foi com esta afirmativa que o deputado Adelson Barreto (PR), usou a tribuna da Câmara Federal nesta quarta-feira (07), para cobrar mecanismos legais a fim de inibir o assédio, além, de solicitar uma luta coletiva de enfrentamento à violência contra a mulher.

De acordo com dados do levantamento realizado pela Organização Não Governamental Think Olga, 99,6% das 7,7 mil mulheres entrevistadas já foram assediadas em algum momento de suas vidas. E, durante seu discurso o deputado apontou que através desses dados cerca de 98% sofreram assédio na rua e 64% no transporte público.

“Mais de 80% das mulheres escolhem rotas e roupas diferentes para fugir do constrangimento. Somente no ano passado, a cada hora, 503 mulheres brasileiras sofreram algum tipo de agressão física, e cerca de 12 milhões ofensa verbal”, alertou Adelson Barreto, ponderando que, entre as mulheres que sofreram violência um quantitativo de “52% se calaram e apenas 11% procuraram uma delegacia da mulher”.

Outro fator alarmante citado pelo deputado federal foi em relação ao assédio sexual no ambiente de trabalho. “O assédio além de colocar o emprego em risco, é uma forma de abuso de poder e consiste em constrangimentos constantes por meio de cantadas e insinuações”, alertou Adelson Barreto.

O deputado federal afirmou ainda que é preciso prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher. “A sociedade como todo precisa empoderar mecanismos legais para politizar e romper essa situação de violência. Precisamos lutar por uma sociedade livre de quaisquer opressões", finalizou o deputado.