Polícia comunitária

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Publicada em 14/06/2017 às 00:17:00

A declaração de um líder comunitário do Bairro América, em reunião promovida pelo Governo de Sergipe com o intuito de debater criminalidade e a sensação de insegurança tirando o sono dos cidadãos sergipanos, não poderia ser mais clara: A população quer voltar a confiar na polícia. Para isso, só precisa de um motivo.

Para Luís Carlos, presidente do Conselho Comunitário de Segurança do bairro América, polícia boa era a de antigamente. Podia faltar equipamento, como de resto ainda ocorre, mas ninguém tinha medo de cumprimentar os homens em serviço na comunidade, e os chamava pelo primeiro nome.

De fato, por razões de conhecimento geral, a polícia é hoje vista mais com desconfiança do que com conforto, embora a sua presença seja sempre reclamada. E as razões se devem, muitas vezes, a sua própria atuação. O emprego desproporcional da força, fato corriqueiro, mais a atuação francamente criminosa de alguns poucos, ajudaram a criar uma áurea de justificado receio. Maçãs podres que põem a perder um cesto inteiro.

Uma desejável aproximação com o cidadão, a presença permanente, capaz de criar laços, numa relação de confiança mútua, é um modelo de Polícia Comunitária vislumbrado para dar fim ao império da bandidagem. Acertará a Secretaria de Segurança Pública, portanto, se realmente transformar e multiplicar os Postos de Atendimento ao Cidadão (PAC’s) destinados a tratar aqueles a quem têm a obrigação de servir como gente de verdade. Respeito é bom e todo mundo gosta.