A bola da vez da oposição

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Publicada em 15/06/2017 às 08:51:00

A base governista hoje só tem um candidato a governador, que é o vice Belivaldo Chagas (PMDB). Já para o Senado, que terá duas vagas em 2018, são quatro nomes com essa pretensão – os deputados federais Fábio Mitidieri (PSD) e Laércio Oliveira (SD), e os ex-deputados federais Rogério Carvalho (PT) e Heleno Silva (PRB). Ainda tem o governador Jackson Barreto (PMDB), que pode ser candidato por pressão de alguns aliados e amigos.

Já pela oposição, a disputa maior está para o governo. Hoje têm a pretensão de disputar a sucessão de JB os senadores Eduardo Amorim (PSDB) e Antônio Carlos Valadares (PSB). O deputado federal André Moura (PSC) tem dito que trabalha a sua reeleição, mas seus gestos e a sua força política hoje como líder do governo Temer no Congresso Nacional mostram o contrário.  Para o Senado pela oposição são os mesmos nomes, ou seja, um pode ser candidato a governador e os outros dois ao Senado sem qualquer dificuldade, afinal, depois do Céu só o Senado.

A permanência do presidente Michel Temer no Palácio do Planalto, por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai fortalecer ainda mais André nas suas pretensões políticas em Sergipe, quer seja na disputa para o governo, o Senado ou a reeleição.

De forma republicana o deputado atende em Brasília, no seu gabinete de líder, aliados e adversários políticos. André vem ajudando o governador na liberação de recursos para as obras do Canal de Xingó, ampliação e reforma do Aeroporto Santa Maria e da duplicação de alguns trechos da BR 101.

Se empenhou em conseguir recursos para a realização do Forró Caju, atendendo a um pleito do seu também adversário político o prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB).  Prefeitos do interior também procuram André com frequência para ajudar na liberação de alguma emenda parlamentar para seus municípios, nessa época de crise política e econômica.  Vários segmentos de classe e entidades também estão procurando André com algum pleito.

Como a coluna já registrou na terça-feira, o deputado foi a Festa do Caminhoneiro, em Itabaiana, no último final de semana, com uma grande comitiva de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, ex-prefeitos e ex-deputados. Estava mais para candidato a governador com o apoio de grandes lideranças políticas, sem nenhuma interferência dos aliados Eduardo Amorim e Valadares.

André hoje está caminhando com as próprias pernas e tem um cavalo selado passando do lado rumo ao Palácio de Despachos. Ele, inclusive, tem a preferência do grande empresário Luciano Barreto para disputar o governo. Luciano, que é bem envolvido na política e, inclusive, em 2018 terá um neto candidato a deputado federal, sempre vem declarando seu apoio ao parlamentar.

Como até as eleições de 2018 tem muita água para rolar por debaixo da ponte, isso tem muito a ver com a cassação ou não do presidente Michel Temer, o deputado André Moura está certo em ser prudente sobre uma disputa majoritária. Não se sabe como será o seu destino político com uma eventual saída de Temer do Planalto, pois, muito provavelmente perderá a liderança do governo no Congresso Nacional e, consequentemente, a força política para continuar ajudando o estado.

Agora é aguardar o desenrolar da grave crise política com as delações da JBS...

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Ponto de vista 1

O ex-deputado federal José Carlos Machado (PSDB) é uma das lideranças que defende o nome do deputado federal André Moura (PSC) para disputar o governo em 2018. “Entre os senadores Eduardo Amorim e Valadares, tenho preferência por André porque tem andado mais pelo estado de uns tempos para cá e não se recusa a ajudar Sergipe”, explica.

 

Ponto de vista 2

Segundo Machado, quando esta em jogo os interesses de Sergipe o deputado deixa as questões políticas de lado. “Políticos da oposição e situação, assim como setores da sociedade e qualquer entidade com problemas no governo federal que o procura, ele faz tudo para ajudar. Isso o habilita, sem falar que é líder do governo”, avalia.

 

Ponto de vista 3

No entendimento de Machado, não haverá problema na oposição para as eleições majoritárias. Lembra que são quatro vagas. “A oposição, para ganhar as eleições, vai ter de ter um discurso afinado, conversa muito entre si”, avalia.

 

Sem Forró-Caju 1

Ontem, em algumas rodas políticas, o comentário era que o ex-prefeito João Alves Filho (DEM) continua inviabilizando Aracaju. Isso porque o prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB), em coletiva no final da tarde à imprensa, anunciou a não realização do Forró-Caju 2017 em razão da Prefeitura de Aracaju está inadimplente com a União pelo fato da gestão de JAF não ter feito o repasse constitucional de 25% da receita para a educação, e, consequentemente, não poder receber recursos do governo federal.

 

Sem Forró-Caju 2

Vale ressaltar que o prefeito havia conseguido, junto a Caixa Econômica Federal, o valor de R$ 100 mil para o Forró-Caju e o deputado André Moura (PSC) tinha conseguido a liberação de R$ 1,4 milhão de emendas parlamentar, através do Ministério da Cultura.

 

 

Na Câmara de Aracaju 1

Já na manhã de ontem, os vereadores de Aracaju ficaram sabendo da não realização do Forró-Caju. Quem deu a notícia foi o secretário Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, Augusto Fábio Oliveira, durante Audiência Pública para discutir a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), na Câmara Municipal.

 

Na Câmara de Aracaju 2 

Os vereadores que foram a Brasília reforçar o apoio a André Moura para liberação dos recursos para o Forró-Caju foram os que mais lamentaram a notícia da não realização da festa.  “Sinceramente, não esperava por essa notícia, embora fosse uma possibilidade. O que mais me entristece é saber que conseguimos os recursos para a realização da festa de maior representatividade cultural para o Estado, mas não pôde ser repassado devido à ausência de um documento específico. Reafirmo que apoio o evento por saber dos benefícios que ele proporciona para nossa capital durante esse período. Espero que a população, que também é apaixonada pelos nossos festejos, além dos setores de hotelaria, comércio e serviços, que também serão afetados com o cancelamento, compreendam”, afirmou Anderson de Tuca (PSDB).

 

Na Câmara de Carira

Com o assassinato do presidente da Câmara Municipal de Carira,  Jairton Martins de Carvalho, na última sexta-feira, assumiu a presidência da Casa, anteontem, o vereador Valdemar Gomes Alves (PSC), conhecido como Demar das Cutias. Também assumiu uma vaga no parlamento, o suplente José Erinaldo da Conceição Teixeira (PTC), o Erinaldo Sapateiro. 

 

 Sem ideologia 1 

Do militante histórico do PCB, hoje PPS, o advogado Wellington Mangueira, sobre o seu partido no país com relação a crise política: “O PPS não é mais um partido ideológico, é um partido aberto.  Tem deputado até contra o socialismo. Aqui mesmo em Sergipe pode entrevistar a diretoria estadual e ver quem conhece Karl Marx, quem tem visão social progressista. O PPS não é mais aquele partido herdeiro dos que lutaram pelo petróleo é nosso, reforma agrária e Semana da Arte Moderna em 22”.

 

Sem ideologia 2

Disse ainda Mangueira, que diz não ser mais militante do PPS: “Acredito que os partidos todos estão em crise. Acredito que dessa situação nascerá o novo. É como dizia o filósofo Antonio Gramsci ´A crise consiste precisamente no fato de que o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer´. Só que o novo não nasce e o velho está com dificuldade de morrer, mesmo depois de todas essas delações premiadas, de toda a corrupção escancarada ainda tem pessoas com a coragem de dá sequência a todo o processo de corrupção como o Aécio [Neves] e outros tantos”.

 

Veja essa...

Em conversa com a coluna um vereador da capital teria confidenciado que o governador Jackson Barreto (PMDB) está “perdendo a paciência” com o secretário Almeida Lima (Saúde).  JB teria dito que Almeida prometeu um serviço de excelência em pouco tempo na saúde e só está dando dor de cabeça.

 

CURTAS

 

A importância de salvar vidas através do simples ato de doar sangue foi o assunto que o deputado Adelson Barreto (PR) abordou ontem na tribuna da Câmara Federal visando sensibilizar novos doadores para esta ação solidária.

 

“Precisamos expandir essa compreensão e doar sangue de forma regular, voluntária e solidária. Uma bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas, o sangue é insubstituível, por isso, as doações são fundamentais o ano inteiro”, disse o deputado, destacando que é preciso implementar políticas públicas para conscientizar a população e fortalecer a rede nacional do SUS, bem como modernizar as unidades.

 

Nas rodas políticas o sentimento é que o maior desafio do presidente Temer, após se safar da cassação no TSE, é cumprir o mandato até 31 de dezembro de 2018. Avaliam que o presidente continua na UTI, sem prazo para receber alta.

 

Existe uma expectativa que a Procuradoria Geral da República vai denunciar Michel Temer até o dia 19 de junho. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), inclusive, não está seguro quanto o Palácio do Planalto de que Temer teria 171 votos para barrar a denúncia da PGR.