O Cine Vitória resiste

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Publicada em 15/06/2017 às 08:29:00

Rian Santos - riansantos@jornaldodiase.com.br

 

Quatro paredes, algumas poltronas e um projetor. O Cine Vitória resiste. Contra tudo e contra todos, apesar de todos os pesares. Afora o público pagante, cinéfilos de carne e osso, gente que faz questão de caminhar com as próprias pernas em plena era do streaming, ninguém mais soma forças com a valente Rosângela Dória da Casa Curta-SE, mantenedora da última sala de cinema de rua na capital sergipana. Nem mesmo os arautos da Cultura aboletados no serviço público estadual.

 

Fosse diferente, o consórcio responsável pela administração da Rua do Turista não criaria tantas dificuldades ao pleno funcionamento do Cine Vitória. A última demonstração de indisposição impôs malabarismos de ordem administrativa para garantir a exibição dos filmes programados por um Festival de abrangência nacional. Se dependesse do tal consórcio, Aracaju ficaria de fora do Festival Varilux de Cinema Francês. E ponto final.

 

A má vontade beira o absurdo. Uma restrição injustificável aos horários de funcionamento obrigou o Cine Vitória a cancelar todas as sessões com início programado após as 19 horas. O Cine Vitória recebe o Festival pelo quinto ano consecutivo. Não custa lembrar que o espaço foi reaberto em 2013, justamente com a primeira edição do Varilux em Aracaju, oportunidade quando todo a entourage da curta inteligência local fez questão de marcar presença.

 

Longe vai aquele julho de 2013, quando a revitalização do Cine Vitória foi celebrado por um secretário de Cultura em pessoa, além de contar o apoio de empresários, jornais e até redes de televisão. Hoje, aparentemente, já não goza o mesmo prestígio nas rodas mais altas da aldeia. De todo modo, o Varilux vai ser realizado, sim (ver programação). Apesar de todos os pesares.