"Não podemos transformar CCJ em palanque", diz presidente da comissão

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 07/07/2017 às 00:00:00

Débora Brito

Agência Brasil

 

O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), não fechou acordo com parlamentares da oposição sobre a convocação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para apresentar sua denúncia contra o presidente Michel Temer perante os parlamentares.

Pacheco encontrou-se nesta manhã com alguns deputados oposicionistas, que apresentaram diversos requerimentos pedindo a presença de Janot durante as discussões do processo na comissão. Há também pedidos para que Pacheco autorize a realização de oitivas com testemunhas do processo, como os peritos dos áudios gravados pelos delatores e os próprios empresários envolvidos na denúncia.

Pacheco adiantou que vai seguir à risca o regimento interno da Câmara, que não prevê a convocação do autor de denúncia.

“O que nós temos é que ser obedientes ao regimento da Casa, à Constituição Federal, à razoabilidade e ao significado do que é essa decisão para o destino do país. A Câmara dos Deputados e a CCJ precisam autorizar, ou não, o processamento criminal do presidente. Esse processamento criminal deriva, única e exclusivamente, de uma denúncia que foi formulada, com base em inquérito policial já concluído e com base na defesa escrita, que foi apresentada ontem e será sustentada oralmente pelo advogado. Nós não podemos transformar a CCJ em um palanque de discussão, nem em um ambiente de dilação probatória pleno. Nós temos que fazer a coisa certa”, afirmou o deputado. Dilação probatória é a determinação de um prazo para que as partes produzam as provas necessárias, requeridas inicialmente na petição e na contestação.