Mercado de trabalho sergipano mostra sinais de recuperação

Economia

Análise realizada pelo Boletim Sergipe Econômico, parceria do Núcleo de Informações Econômicas (NIE) da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e do Departamento de Economia da UFS, com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), indicou que, em julho deste ano, houve saldo positivo de 634 empregos formais no estado. O saldo é fruto da diferença entre admissões (7.474) e desligamentos (6.840) no período. No primeiro semestre do ano, apesar do bom resultado do último mês, Sergipe ainda contabiliza saldo negativo de 5.719 empregos.

A Indústria de Transformação apresentou o melhor desempenho entre os setores da economia sergipana, com a criação de 851 novas vagas de emprego, no mês de junho. A maior geração de emprego foi observada nas indústrias de fabricação de açúcar em bruto, que criou 800 novos empregos. O setor de Serviços apresentou a segunda maior geração de empregos, criando 93 novas vagas.

A Agropecuária contabilizou 88 vagas a mais, principalmente no cultivo de cana-de-açúcar, que sozinha gerou 170 novos empregos. O setor de Serviços Industriais de Utilidade Pública apresentou saldo positivo de 41 novos postos de trabalho.

 

 

O pior resultado, no mês de junho, foi observado na Construção Civil, que teve redução de 385 empregos, principalmente na construção de edifícios. A Extração Mineral também apresentou saldo negativo, com redução de 35 vagas de emprego, no mês em análise. Já na Administração Pública e no Comércio as reduções foram de 13 e 6 postos de trabalho.

 

 

Emprego nos municípios - Entre os municípios sergipanos com mais de 30 mil habitantes, no mês de junho de 2017, o município de Itabaiana contabilizou o maior saldo positivo, com criação de 252 postos de trabalho. Distribuídos entre o setor do Comércio e o de Serviços. Em Nossa Senhora do Socorro, foi a Indústria de Transformação que apresentou o melhor resultado, com a geração de 169 novos empregos, principalmente na indústria de material elétrico e de comunicação.

Com saldo negativo, apresentando redução de 488 empregos, aparece a cidade de Aracaju, resultante do resultado negativo do setor da Construção Civil, que teve a redução de 322 postos de trabalho, só na capital. O município de São Cristóvão também registrou redução de empregos, com redução de 94 postos de trabalho, também influenciado pelo mau desempenho da Construção Civil.

 


COMPARTILHAR NAS REDES SOCIAIS