Mercado de trabalho sergipano mostra sinais de recuperação

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Publicada em 21/07/2017 às 00:03:00

Análise realizada pelo Boletim Sergipe Econômico, parceria do Núcleo de Informações Econômicas (NIE) da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (FIES) e do Departamento de Economia da UFS, com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), indicou que, em julho deste ano, houve saldo positivo de 634 empregos formais no estado. O saldo é fruto da diferença entre admissões (7.474) e desligamentos (6.840) no período. No primeiro semestre do ano, apesar do bom resultado do último mês, Sergipe ainda contabiliza saldo negativo de 5.719 empregos.

A Indústria de Transformação apresentou o melhor desempenho entre os setores da economia sergipana, com a criação de 851 novas vagas de emprego, no mês de junho. A maior geração de emprego foi observada nas indústrias de fabricação de açúcar em bruto, que criou 800 novos empregos. O setor de Serviços apresentou a segunda maior geração de empregos, criando 93 novas vagas.

A Agropecuária contabilizou 88 vagas a mais, principalmente no cultivo de cana-de-açúcar, que sozinha gerou 170 novos empregos. O setor de Serviços Industriais de Utilidade Pública apresentou saldo positivo de 41 novos postos de trabalho.

 

 

O pior resultado, no mês de junho, foi observado na Construção Civil, que teve redução de 385 empregos, principalmente na construção de edifícios. A Extração Mineral também apresentou saldo negativo, com redução de 35 vagas de emprego, no mês em análise. Já na Administração Pública e no Comércio as reduções foram de 13 e 6 postos de trabalho.

 

 

Emprego nos municípios - Entre os municípios sergipanos com mais de 30 mil habitantes, no mês de junho de 2017, o município de Itabaiana contabilizou o maior saldo positivo, com criação de 252 postos de trabalho. Distribuídos entre o setor do Comércio e o de Serviços. Em Nossa Senhora do Socorro, foi a Indústria de Transformação que apresentou o melhor resultado, com a geração de 169 novos empregos, principalmente na indústria de material elétrico e de comunicação.

Com saldo negativo, apresentando redução de 488 empregos, aparece a cidade de Aracaju, resultante do resultado negativo do setor da Construção Civil, que teve a redução de 322 postos de trabalho, só na capital. O município de São Cristóvão também registrou redução de empregos, com redução de 94 postos de trabalho, também influenciado pelo mau desempenho da Construção Civil.