Festival no Rio reúne a tradição e a vanguarda do choro em shows gratuitos

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Publicada em 22/07/2017 às 07:51:00

Reunir em um mesmo palco a tradição e a vanguarda do choro brasileiro é a proposta do festival Choro na Gamboa, que realiza sua terceira edição no Museu de Arte do Rio (MAR). O evento permite ao público apreciar a  versatilidade e a modernidade desse gênero da música popular e instrumental, surgido no Rio de Janeiro em meados do século 19, na interpretação de nomes conhecidos na cena nacional e internacional.

 

Nesta edição, Yamandu Costa, curador do evento, propõe um contraponto entre músicos que bebem na fonte do choro com artistas mais conhecidos da música mundial, mas que sempre flertaram com o estilo genuinamente carioca.

 

“Meu objetivo é sempre mostrar um pouco da tradição e do que está acontecendo de novo na cena do choro. Esse ano, temos artistas que mergulham na raiz e outros com formações diversas, que trazem uma influência da música universal para o choro”, explicou o gaúcho, ele mesmo um músico que trafega por vários gêneros instrumentais com o violão de sete cordas.

 

Na segunda noite do festival, neste sábado, um dos destaques é o trio formado por Arismar do Espírito Santo, Alexandre Ribeiro e Fábio Peron. Os três são de São Paulo, com diversas formações musicais, mas, segundo Yamandu, são a fotografia do que o choro tem com a vanguarda. “Esses três artistas representam o que há de mais moderno hoje no choro”, ressaltou.

 

Entre a tradição e a vanguarda, o festival apresenta ainda Luis Barcellos, um dos nomes da nova geração, que segundo o curador representa um retrato do que o choro foi e para onde ele está apontando. No sábado, encerrando a programação, apresenta-se o grupo Choro na Rua, formado por novos e antigos nomes do gênero, que se uniram com a missão de levar o ritmo de volta às noites cariocas.

 

Entre os músicos que farão parte desta grande roda estão: Silvério Pontes (trompete), Zé da Velha (trombone), Daniela Spilmann (sax, tenor e sopranos), Gean Correia (violão 7 cordas), Alessandro Cardozo (cavaquinho) e Bebe Kramer (acordeon).