Orquestra Jovem Aracaju incentiva formação musical nas escolas

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Segundo Alex, a orquestra está transformando o  comportamento dos alunos
Segundo Alex, a orquestra está transformando o comportamento dos alunos

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Publicada em 01/09/2012 às 11:39:00

A oportunidade de revelar novos talentos e aproximar os alunos da arte musical. Estes são os grandes objetivos da Orquestra Sinfônica da Jovem Aracaju, instituída em março deste ano, pelo prefeito Edvaldo Nogueira. A criação do projeto consiste em uma parceria entre a Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal de Educação (Semed), e a Universidade Federal de Sergipe (UFS), em que alunos da rede municipal têm a oportunidade de aprender técnicas musicais, de forma gratuita.

Desde abril deste ano, as atividades do projeto acontecem no Centro de Cultura e Arte (Cultart), na Avenida Ivo do Prado, todos os sábados, às 9h. As aulas são ministradas por 10 instrutores, entre professores da UFS e monitores do colégio Olga Benário. O projeto é coordenado pelo primeiro- maestro Ion Bressan, além do segundo-maestro Alex dos Santos França.  

Segundo Alex, a idade apropriada para ingressar na orquestra é a partir dos 8 anos. Neste momento, a criança possui plenas condições para exercer as técnicas de respiração adequada nos instrumentos de sopro, além de conseguir suportar o peso dos aparelhos de percussão e de possuir uma coordenação motora mais equilibrada. "É uma idade ideal para explorar a capacidade da criança sobre como obter diferentes habilidades no aprimoramento musical", diz.  

Atualmente, a orquestra é formada por 54 participantes, distribuídos entre alunos provenientes da escola Olga Benário, estudantes do curso de Música da UFS e músicos que atuam de forma voluntária.  Alex relembra que a escola foi a primeira a participar do projeto, devido ao programa de educação musical que já funciona no local.

"O maestro Ion Bressan aproveitou a prática musical de alguns alunos do Olga Benário para inseri-los inicialmente no projeto. Eles continuaram tocando os instrumentos que já praticavam anteriormente. A meta é que, quando começarmos a expandir o programa para outras escolas, haja uma rotatividade na prática dos instrumentos com acompanhamento de instrutores", diz o músico, afirmando que algumas aulas neste processo já acontecem no Olga Benário, com os instrumentos de bombardino, trompete e trombone.  

Alex explica que os universitários oferecem suportes aos instrumentos de palhetas, como clarinetes e sax. Já os alunos da rede municipal executam instrumentos de sopro e de bocal, como trombone, bombardino e trompete.
"Como os bolsistas da UFS já possuem experiência musical, então eles ficam responsáveis por instrumentos com maior nível de dificuldade. Por enquanto, nós só temos seis meses de treino e muitos alunos ainda estão aprimorando seus estudos musicais. Ainda é necessário muita preparação técnica para direcioná-los a estes aparelhos, mas com um tempo será possível chegarmos a este estágio", enfatiza.

Após seis meses de início do projeto, o professor Alex enxerga perceptíveis mudanças no comportamento, disciplina escolar e na capacidade cognitiva dos integrantes da orquestra. Ele lembra um caso especial de um aluno que estava passando por graves problemas e conseguiu superar esta fase graças ao apoio encontrado no convívio da orquestra.

"Ele começou a andar com más companhias, fazendo coisas erradas. Graças ao fato de participar dos ensaios e de adquirir uma disciplina, foi possível recuperá-lo e afastá-lo deste caminho. Hoje ele tocou excelente bombardino, com três meses já toca na banda Cidade de Aracaju e recebe bastante elogios do maestro Bressan. Posso dizer que a música tem um grande poder de transformar as pessoas, mudar a forma como ela deseja ser no futuro, até na maneira de agir com os outros", diz.