Acusados por morte de adolescente em Lagarto são absolvidos

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Publicada em 19/08/2017 às 00:22:00

Foi arquivada em definitivo na última quarta-feira, pela Vara Criminal de Lagarto (Centro-Sul), a ação criminal referente ao assassinato do adolescente Alef Oliveira dos Passos, que tinha 17 anos e morreu em 20 de fevereiro de 2015, após ser atingido com 20 tiros na rodovia SE-270, junto à ponte que liga Lagarto a Riachão do Dantas. Em decisão tomada no dia 30 de março de 2016, que já transitou em julgado (isto é, não cabe mais recurso), o juiz Marcel Maia Montalvão absolveu três dos cinco acusados pelo crime: Genigleidson Carvalho Pereira, o ‘Guebinho’, Adriana Vitória Lima Silva e Fábio Santos Silva, o ‘Fabinho’.

Os três acusados chegaram a ser presos pela Polícia Civil na época do crime e apresentados como principais acusados. Como provas, a Delegacia Regional de Lagarto apresentou depoimentos de testemunhas, registros de ligações telefônicas dos acusados na noite do crime e imagens de câmeras de monitoramento situadas ao logo da rodovia, as quais mostram a passagem de dois carros supostamente dirigidos pelos então réus.

No entanto, Montalvão decidiu não pronunciar os réus, ou seja, não levá-los a julgamento. O magistrado considerou que houve contradição ou imprecisão no depoimento de algumas testemunhas, as quais não trouxeram uma indicação clara sobre quem matou Alef. Familiares e amigos dos acusados apresentaram álibis comprovando que nenhum dos três estava na cena do crime. Ou seja: na hora em que o adolescente foi assassinado, ‘Guebinho’ estava em casa com a mãe, Adriana jantava em um bar e Fábio sequer tinha sido visto na cidade. O Ministério Público recomendou o arquivamento da denúncia.

“Logo, das provas carreadas, com relação à autoria, razão assiste ao Órgão Promotorial quando afirma que não há indícios suficientes para a pronúncia dos denunciados (...). Como bem salientou o Parquet, os veículos dos rés na via pública é prova por demais frágil para comprovar a autoria do crime. No mais, os acusados trouxeram álibis, os quais, em que pese duvidosos por vezes, são capazes de afastar os possíveis indícios de autoria. Do contexto probatório amealhado até a presente fase processual, não se conclui pela existência de indícios suficientes para a pronúncia, é que nenhuma das testemunhas ouvidas afirmou ter visto os acusados praticarem o crime ou sequer trouxeram informações que, aliadas à conjuntura dos autos, apresentassem indícios suficientes de autoria delitiva”, escreveu o juiz. (Gabriel Damásio)