O VÔO DAS CARDINHEIRAS E A SOMBRA DO CORVO

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Publicada em 23/08/2017 às 08:00:00

Fazia mais de dez anos que elas não apareciam. Finalmente, com as chuvas e a caatinga verdejante, os matos rasteiros  exibindo fartas sementinhas, elas, as cardinheiras, reapareceram. E vieram, sem exageros, às centenas de milhares.  Nos sertões de Sergipe passam, voando em todas as direções os bandos compactos,impressionantemente numerosos das pombinhas velozes e inquietas. Eram tão familiar aos nordestinos sertanejos,  mas rarearam, talvez espantadas  pelo rigor das secas, pelo cheiro de queimado da caatinga virando carvão. A ciência deu a elas um nome vistoso : Zenaidaauriculata, e a dividiu em cinco subespécies: a que vive exclusivamente aqui pelo nordeste é a Zenaidaauriculatanoronha. Mas, os apelidos inúmeros, quem lhes botou foi o matuto encantado com aquelas nuvens de vida exuberante, passando sobre suas cabeças. Vejamos: cardinheira, arribação, avoante, parar í, pomba-do-sertão, pomba-de-bando, cardigueira, jurití – carregadeira,  ribaçã, este último escolhido por Gonzaga para incluir a esquiva e singular pomba nas suas músicas- hinos,  sensivelmente telúricas. Depois da Asa-Branca, a ribaçã é a ave mais celebrada do nordeste.

 As arribaçãs preferem o semiárido. Fazem os ninhais despejando displicentemente seus ovos onde existam malhadas.  Desta vez escolheram os pastos de Santa Rosa do Ermírio em Poço Redondo. Os ovos, aos milhares, ficam espalhados pelo chão sem serem chocados, e dos que escapam dos predadores, caracarás, cancãos, teiús, raposas, jaguatiricas, guaxinins, saem os ¨brugelos¨ que emplumam rápido, e em 15 dias voam. Essa capacidade extrema de resistir e proliferar faz das avoantes um presente ¨caído do ceu¨,   que chega, muitas vezes, quando a fome atormenta o nordestino,  desta vez, consequência do desemprego e redução dos programas sociais. As ribaçãs estão sendo intensivamente caçadas. As pessoas saem a fachear à noite com lanternas e varas procurando-as na caatinga. O extermínio é enorme. Há quem diga, cheio de orgulho de caçador, que abate mais de mil aves por noite.  Uma avoante pesa uns 130 gramas, assim, três delas, comidas com farinha seca, matam a fome de uma pessoa. São também vendidas a 50 centavos para se transformarem em tira-gosto, custando, nos botequins, de 70 centavos a um real.

As cardinheiras, aves monogâmicas, formam casais permanentes. Entre os irracionais a monogamia ainda subsiste. Os papagaios e periquitos são definitivamente monogâmicos,quando um do casal morre, o outro fica viúvo pelo resto da vida; já a cardinheira, se um dos dois morre, logo outro casal se forma. Talvez, esse seja o segredo da sua impressionante capacidade de reproduzir-se.

Nunca antes morreram tantas cardinheiras, e nunca antes, tanta gente teve  a fome saciada com a proteína que chegou batendo asas. Talvez essa seja a última grande revoada das cardinheiras.  Dos bandos enormes muito pouco restará, porque o sertanejo empobreceu mais ainda, e tem fome. Os filhotes são alimentados pelos pais que regurgitam o alimento,  mas,quando o casal desaparece os ¨bruguelos¨ não sobrevivem. No ninhal de Santa Rosa do Ermírio, o mau cheiro dos ¨bruguelos ¨ que morreram de inanição, na orfandade dos pais exterminados, se espalha até aonde o vento o transporta.

 Tanto já tratamos aqui de avoantes, e  então, onde entraria a sombra do corvo?

O poema The Raven  - O Corvo -  é  um dos mais traduzidos em línguas diversas , tarefa dificílima.  No Brasil há algumas traduções, todavia, a melhor é a que foi preciosamente feita por Machado de Assis.

 O autor do célebre poema, o americano Edgard Alan Poe, foi um intelectual atormentado pela angústia e os desencontros de uma vida sem rumo e desregrada.

O Corvo que em noite escura e fria entra no quarto onde o poeta não concilia o sono, é a própria representação dos maus presságios, das desgraças que se avizinham.O poeta tenta afastar ou exorcisar a malsinada, diabólica ave soturna, mas o corvo permanece, acaba por incorporar-se  a um busto de mármore da deusa Palas. É uma espécie de maldição que não pode ser contida.

A sombra fatídica de um corvo devastador, atrevido e diabólico, e empoleirado em Brasília, espalhou-se pelo Brasil. Debaixo dessa sombra  nem as prolíficas cardinheiras  escapam.

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 DA VISITA INDECENTE À

VISITA INCONVENIENTE

 

 Aquela estranha, suspeita visita noturna de Joesley Baptista ao presidente Temer, transformou-se no  motivo central  da denuncia feita pela Procuradoria Geral da República, que foi acolhida pelo Supremo Tribunal. Os diálogos entre o presidente e o megaempresário, não foram apenas impróprios ou inconvenientes ,aquelas conversas  tão murmuradas  e repletas de códigos, são indecentes.

 Os Deputados por ampla maioria, impediram que graves questões de natureza moral envolvendo o Chefe da Nação, motivassem a licença para o seu julgamento.

 Toda a estratégia objetivando a desmoralização do MPF e da Policia Federal foi montada sob o comando direto de Temer, do ministro do Supremo Gilmar Mendes, e do Ministro da Justiça Torquato Jardim , além de outros coadjuvantes, na sua maior parte denunciados pelo MPF.

 A Procuradora Geral já escolhida ,que assumirá dia 17 de setembro,  Raquel Dodge, foi encontrar-se com o presidente Temer no Palácio do Jaburú, seguindo o mesmo modelo adotado por Joesley Baptista. À horas tardas,  sem constar na agenda oficial.

Os diálogos daquela vez não foram revelados, mas é melhor presumir que tenham sido formais e corretos. Todavia, a visita da representante do MPF, a um denunciado, não constando na agenda, sem o formalismo exigido, poderá ter sido, no mínimo, uma atitude inconveniente, que não condiz com a altivez e a independência do órgão acusador. O acusado, aliás,  queria que  a solenidade de posse fosse realizada no Palácio do Planalto. Os procuradores reagiram  não admitiram a genuflexão, com a qual a Procuradora estreante  teria concordado.

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O TAMANHO DOS VALADARES

NA TRENA DO NOVO ALIADO

 

Edivan Amorim, dublê de empresário e político nas horas vagas, reapareceu. Na estratégia que traça para uma nova investida rumo ao seu objetivo maior,  a conquista do poder estadual,  tendo o seu irmão Senador Eduardo como ponta de lança, Edivan convenceu-se que teria chegado a hora de por cartas sobre a mesa. E abriu o jogo, anunciando a avaliação que faz com uso da sua seletiva trena, do tamanho que teriam Valadares pai e Valadares filho. Nessa medição, talvez elaborada com o excessivo rigor de quem prefere lidar com aliados coadjuvantes, nunca com atores principais, a chapa sugerida, ou sonhada por Edivan, seria formada pelo senador Eduardo para o governo, o deputado federal André Moura candidato ao Senado, enquanto Valadares pai, deixaria de concorrer à reeleição e tentaria eleger-se deputado federal, e seu filho abriria vaga na Câmara Federal, para compor a chapa como vice.  Haveria, nesse caso, ainda uma condição a ser imposta: a transferência de alguns colégios eleitorais de Valadares Filho para um dos candidatos a federal pelo PSDB, que poderiam ser o ex-deputado Jose Carlos Machado, ou Albano Franco, se ele decidisse retornar à luta eleitoral.

Por sinal dois nomes que fazem falta na Câmara.

Tanto Valadares senador como Valadares deputado não gostaram nada da sugestão, que enxergam até como ofensa, e voltaram a esgrimir com as pesquisas revelando o  senador Valadares bem à frente de Eduardo na preferência dos eleitores.  André, com a quase certeza de uma reeleição, caso supere seus problemas com a Justiça, preferiu calar-se, mas a trena com que Edivan mediu a influencia dos Valadares seria a mesma que ele utiliza.

 

 

O SALARIO MINIMODE

JANGOA MICHEL TEMER

 

O estancieiro gaúcho, deputado federal e presidente do PTB João Goulart tinha 35 anos quando, em junho de 1953, foi feito Ministro do Trabalho pelo presidente Getúlio Vargas, de quem era amigo, e ¨vizinho de cerca¨  de uma das suas fazendas em São Borja, com a única fazenda da família de Getúlio.  Jango era dono de grande fortuna, e tinha visão social. Imaginou, no Ministério, valorizar a classe trabalhadora, entendendo que assim aliviaria as tensões sociais, afastaria dos sindicatos a influência comunista.  No radicalismo daquele tempo, ele próprio foi acusado de estar a serviço dos comunistas, e tornou-se odiado por militares extremados da direita e pela elite empresarial e controladora da mídia. O salário mínimo criado por Getúlio logo após a revolução de 1930, era por ele reajustado de dois em dois anos. O cálculo tinha como base a capacidade de compra de 18 cestas  de alimentos, onde se incluíam carne, queijo e manteiga. Após a deposição de Getúlio em 1945, eleito o  general Dutra, tentou-se acabar o salário mínimo, mas houve forte resistência. O presidente Dutra não fez nenhum reajuste em seu governo. Eleito , Getúlio iniciou o mandato em 1951 fazendo um reajuste do mínimo. Isso durou até 1954. Os sindicatos queriam 100%. Os empresários erguiam barreiras. Surgiu o Manifesto dos Coronéis assinado por 82 deles.  Alegavam que o salário proposto era parte de uma conspiração comuno-sindicalista para desestabilizar o país. Jango demitiu-se, mas antes entregou a Getúlio uma carta expondo as razões do aumento. No dia 1º de maio de 54 Getúlio anunciou o reajuste de 100%.

Se as elites brasileiras continuarem tão estúpidas como eram em 1954 estariam então radiantes com o presidente Temer, que propõe algo inédito na história deste país: um reajuste para baixo do nosso raquítico mínimo. Quer reduzir dez reais do trabalhador enquanto gasta bilhões comprando deputados, contrata uma ¨mucama ¨ de alto luxo para cuidar da roupa de Marcela. A feliz dama de companhia recebeu um apartamento e salário de 16 mil, sem desconto.

Parece que agora perderam até a preocupação com as aparências.

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LULA VEM AI

O ex-presidente Lula chega por aqui continuando sua peregrinação pelo país, antecipando a campanha do próximo ano. O nordeste é o terreiro onde ele quase sozinho canta de galo. Em Sergipe, nesse desmoronar de esperanças que tem sido o governo Temer, hoje carente até de compostura, Lula chega aos 70% de aceitação, que se sustenta basicamente nas camadas mais pobres, o enorme estamento social, retrato da desigualdade brasileira. Os petistas que tentam a reeleição e os que estreiam como candidatos, animam-se com a vinda de Lula acreditando que na esteira da popularidade que ainda mantém o ex-presidente, possam ganhar  fôlego, o que é duvidoso. Rogério Carvalho já imagina tornar-se candidato ao governo.

 Alguns petistas menos afeitos à ponderações sensatas sobre o cenário político real do país, fizeram, traduzindo o exclusivismo raivoso da deputada Ana Lúcia e congêneres, pesadas eventos que Lula participará, entre eles, a entrega do titulo de doutor honoris causa pela UFS. No seu governo é inegável a expansão do ensino superior e em nível técnico.

Por atitudes assim intolerantes e excludentes, nessa marcha desatinada de quem dinamita pontes  é que, quem  pensa o Brasil, acima de interesses inclusive pessoais,  e faz  criteriosas conjecturas sobre o cenário pós- eleição, defronta-se com uma realidade nada animadora, seja qual for o candidato eleito. Excluindo-se a felizmente remota possibilidade da eleição de Bolsonaro, que seria o caminho mais curto para um desastre maior, admitamos que Lula venha a ser eleito após uma campanha radicalizada, que deixaria graves fraturas. Numa economia em recessão, desemprego crescente,  aumento considerável da miséria e afundamento da classe média, as exigências crescem. A base parlamentar seria outra incógnita. Lula amaciaria os ¨300 ¨picaretas¨ frase com a qual um dia ele homenageou os deputados? Criaria um novo mensalão? Ou lhes abriria as portas da PETROBRAS ?

Teria condições para segurar o ímpeto dos militantes mais extremados como esses que resolveram ofender Jackson e continuam batendo no peito: ¨Somos nós contra eles¨?  Teriam Lula e sua base de apoio credibilidade firme para transitar em meio à desconfianças de uma grande parcela dos brasileiros , e até aversão radical em outros setores que representam fortes corporações ?

 Com Lula derrotado, o vencedor se veria, da mesma forma, metido num labirinto de dificuldades intransponíveis.

O momento gravíssimo que vive o país impõe uma solução o mais próximo possível de um consenso. Nesse sentido, Lula, sua responsabilidade com o Brasil for maior do que as ambições próprias, e do seu partido, entenderia que teria chegado o  instante para uma reflexão clarificadora,  depois dela, a adoção de um mea culpa, que não precisaria chegar a um pedido de perdão, mas apenas ao reconhecimento do erro, em seguida a mensagem transmitida ao país de que a liderança inegável do ex-presidente seria posta a serviço de um desarme dos espíritos, começando pela sua retirada do páreo eleitoral para juntar-se à lideranças do PSDB, do PSB, do PDT, do DEM,  e de outros partidos de menor expressão, nos quais haja ainda sensatez, na busca de um candidato suprapartidário, que anunciaria uma plataforma para um projeto novo de Brasil, começando pelas reformas essenciais, que mereçam o aval da sociedade, e que o libertariam da chantagem daquela escória que se intitula centrão,  e  também das  exigências impudicas das nefastas corporações. Assim, com a energia e a criatividade revitalizadas do seu povo, o Brasil começaria a tarefa mais pragmática do que ideológica, de por abaixo as muralhas do atraso.   Se poderia também incluir nos objetivos do presidente eleito,o compromisso de convocar uma  Assembleia Nacional Constituinte,  e  um plebiscito para que os brasileiros decidam se deveria ser instituído o regime parlamentarista de governo.

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PASCOAL NABUCO AOS 80

 

Passavam os meses e um jovem advogado que fora prefeito de Estância deposto após o golpe, continuava preso em Salvador. Sua esposa, professora de música e estudante universitária, foi morar na capital baiana para ficar próxima ao marido, e dava aulas de piano para reforçar o orçamento minguado e as despesas acrescidas. O crime cometido foi ter adotado métodos inovadores para a educação e a massificação da cultura. Solto, Pascoal Nabuco, montou banca de advogado, cresceu na profissão. Fez concurso para Promotor de Justiça. Aprovado, foi nomeado pelo governador Augusto Franco.  Chegou a Procurador Geral e comandou o processo de adaptação aos novos horizontes abertos para o MP com a Constituição de 88. Exerceu cargos políticos, tornou-se uma espécie de conselheiro de lideranças políticas. Foi desembargador. Hoje aposentado, chega aos 80 anos. A moça que ensinava piano, Izabel, permanece ao seu lado, agora como conselheira aposentada do Tribunal de Contas. Pascoal acompanha a sucessão de êxitos dos filhos e netos, e escreve livros, coloca a serviço da cidadania suas ideias, percorre o terreno da história, da política. Pascoal sabe que enquanto existe vida há sempre tarefas a cumprir, e faz isso com persistência, idealismo e muito talento. A prisão inicial lhe deu forças, também reflexão, e a tranquilidade de um documento emitido pelos militares, assegurando que ele, como Prefeito, não praticou um só ato administrativo que o desabonasse.

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DO LATIFUNDIO ÀS FAVELAS RURAIS

 

A reforma agrária quebrou a espinha do latifúndio quase sempre originário da violência. A ideia base seria promover a Justiça social e modernizar as relações de produção no campo. No semiárido sergipano surgiram os assentamentos, agora dotados de casas, escolas, luz, água encanada, estradas, postos de saúde, num deles há uma escola técnica moderníssima.

Quando houver, no governo federal, a execução de um plano global de desenvolvimento para o país, se constatará que não adianta liberar crédito para quem tem somente 60 tarefas de terra no semiárido, e nada mais faz do que plantar, vez por outra, milho ou feijão, esperando pelo seguro safra. O crédito não retorna, a inadimplência nunca será resolvida, e o governo gasta inutilmente. Melhor, mais econômico, seria o governo  aplicar recursos a fundo perdido mesmo, e só para quem efetivamente quiser trabalhar, imitando-se o modelo de sucesso existente em Santa Rosa do Ermírio,  que não custa um centavo aos cofres públicos.Gastou-se muito num modelo inviável, e deram aos pobres a precária condição de viver em casas sem que possam pagar a conta de luz.São as favelas rurais, onde o crime e o tráfico também já ameaçam. Com elas se nada começar a ser feito afundo perdido, o gasto será muito maior nos próximos anos.

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O JANOTA O SENADOR

E UM CONSELHEIRO

 

Deu nos jornais. Lá estava o senador Amorim alegre ao lado do engomado janotinha prefeito de São Paulo. Agora tucano, o senador nem se deu conta de que o PSDB já isola o fascista e farsista maquiado, que Alckmin conseguiu eleger, e ele agora trai o  criador. No programa do PSDB, alias de alto nível, Tasso Jereissati vetou a presença de Aécio o gangster, e de João Doria, o exterminador de mendigos. Dória tem pressa oportunista, sabe que o seu ¨projeto  de eficiência¨ para São Paulo não durará dois anos antes da desmoralização,  e entra de cabeça para tornar-se candidato a presidente e largar o abacaxi paulistano, empenhando-se em  algo que talvez alimente a sua patologia egocêntrica.

O senador levou a Dória um convite, pasmem, do presidente do Tribunal de Contas Clóvis Barbosa, para que, dando sequência ao seu périplo eleitoral, ele venha ao TC falar sobre administração moderna . Terá algo a dizer sobre a eficiência dos seus métodos de solução para problemas sociais, tais como água gelada sobre moradores de rua dormindo, bombas de gás contra drogados, e demolição de casas com os moradores dentro?

E viva a sensatez e o respeito à dignidade da política.

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 A UNIT E A INOVAÇÃO

A partir dos 50 anos de existência da UNIT o reitor-professor Uchoa, entendeu que era preciso acelerar a modernização da Universidade, e incorporar ao seu cotidiano todas as ferramentas da tecnologia. Criou um projeto de inteligência competitiva e estratégica e convidou para comandá-lo o professor doutor Domingos Alcântara Machado. Nessa área, uma publicação da Cisco do Brasil cita a UNIT entre as 30 empresas brasileiras mais conectadas com a inovação.