“Nosso país está vivendo um desmonte”, afirma João Daniel

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Publicada em 26/08/2017 às 00:14:00

O anúncio da retomada de uma série de privatizações no Brasil, a exemplo da Eletrobrás e de vários aeroportos, feito, esta semana, pelo governo federal foi repudiado pelo deputado federal João Daniel (PT/SE). No entanto, para ele, isso não é novidade, mas, sim, para parte da população que não acompanhou atentamente o que houve no país, nos bastidores do golpe dado contra a presidenta Dilma. “O governo, quando fez um acordo com a Fiesp e com os bancos, se comprometeu a vender, entregar as nossas empresas para o grande capital e para as empresas privadas”, afirmou.

 De acordo com João Daniel, este governo, que retoma as privatizações que nem o governo Fernando Henrique Cardoso conseguiu fazer, no futuro será descrito pelos estudiosos do Brasil como o governo golpista que durou menos tempo e que mais destruiu o sonho da juventude, das crianças, do povo brasileiro. “O nosso país está vivendo um desmonte. As crianças e os jovens estão ameaçados por conta da política nefasta deste governo golpista”, avaliou.

 Para o parlamentar, tudo isso que vem acontecendo tem um grande objetivo, tanto que, esta semana, o plenário da Câmara aprovou a Medida Provisória 777, que muda a taxa de juros dos financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), deixando a nova taxa mais alta que a atual praticada. “Essa proposta quer que o BNDES deixe de ser o banco que faz o desenvolvimento nacional, o desenvolvimento das empresas nacionais, o desenvolvimento dos estados e dos municípios”, disse João Daniel.

 Ele deu como exemplo uma experiência no estado de Sergipe, no governo do então governador Marcelo Déda, quando, junto com o nosso presidente Lula e a então secretária de Estado de Planejamento, Lúcia Falcón, negociaram um grande investimento para os municípios, que o Governo do Estado não tinha condição de fazer, através do Programa Sergipe Cidades. “O programa levou investimento e obras de infraestrutura a 75 municípios do Estado, como escolas técnicas, praças, quadras de esporte, áreas de cultura e lazer, graças a uma política de grandes empresas de um governo nacional comprometido que tinha como grande fundamento a indução do desenvolvimento nacional, das políticas nacionais nas áreas de saúde e educação e, principalmente, de grandes programas e projetos sociais”, explicou o deputado. João Daniel lembrou que como em todos os países do mundo capitalista e socialista, no governo do presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff o Estado foi indutor do desenvolvimento nacional com grandes empresas estatais e bancos.