Análise da oposição

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Publicada em 29/08/2017 às 00:39:00

Em conversa com a coluna, uma grande liderança da oposição em Sergipe falou que do seu agrupamento político o candidato a governador será o senador Eduardo Amorim (PSDB) ou o deputado federal André Moura (PSC). Disse que em hipótese alguma o candidato, com o apoio dessas duas lideranças, será o senador Antônio Carlos Valadares (PSB).

A liderança disse que Valadares está descartado pelo fato de somente trabalhar com o seu bloco do PSB: o deputado federal Valadares Filho, o deputado estadual Luciano Pimentel e o vereador Elber Batalha. “Tudo desse agrupamento é só com os quatro”, afirmou.

Ressaltou que a oposição está confiante que não terá dificuldades de ganhar do candidato da situação, o vice-governador Belivaldo Chagas (PMDB). “Belivaldo é gente boa, todo mundo gosta dele, mas não emplacará por não ter liderança nem densidade eleitoral para uma chapa majoritária”, avalia.

Indagado se o governador Jackson Barreto (PMDB) não elegerá Belivaldo, como grande liderança política que é, a liderança da oposição falou: “Jackson vai está muito desgastado com o atraso no pagamento do salário dos servidores e parcelamento dos proventos dos aposentados e pensionistas. Ele não vai conseguir aprovar na Assembleia a fusão dos fundos previdenciários e até dezembro vai deixar de pagar algum salário e o 13º”, avalia.

Na sua concepção, a crise econômica é real e no próximo ano a situação não deve melhorar para o estado por conta do déficit da previdência social, que chega a R$ 100 milhões por mês este ano e será bem maior em 2018.

Ainda de acordo com a liderança, muita gente da situação está dando como certa a eleição de Jackson para o Senado. “Eu não apostaria nisso. Ele está tendo um desgaste muito grande com a questão dos servidores e aposentados. Além disso, em abril do próximo ano não estará mais no governo. Jackson no governo é uma coisa e fora dele é outra coisa. A caneta estará com Belivaldo”, frisou, enfatizando que todo o cenário em 2018 está favorável a oposição em Sergipe. 

Agora é aguardar o desenrolar dos acontecimentos e se o governador vai conseguir reverter esse cenário político que realmente lhe é desfavorável no momento.

Mas é bom não subestimar a capacidade de JB, que no final do segundo tempo do jogo reverteu às eleições de 2016 em Aracaju.

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Plano B

Em conversa ontem com um aliado do governador Jackson Barreto (PMDB) ele afirmou que JB tem um plano B para ganhar o governo em 2018, no caso de não conseguir superar a crise econômica e nem resolver a questão salarial dos aposentados e pensionistas. “Não disputar o Senado, permanecer no governo e lançar um outro nome com poder de fogo. Esse pode ser um caminho a seguir”, afirmou.

 

Conflito a vista

A grande liderança política da oposição, com quem a coluna conversou, assegurou ainda que o deputado federal André Moura (PSC) deve mesmo assumir o comando do PMDB em Sergipe. “Ele só está vendo como ficará a questão da janela partidária agora em setembro”, disse.

 

Compasso de espera 1

Do presidente estadual do PMDB, João Augusto Gama, à coluna, sobre a possibilidade de perder o comando do partido em Sergipe para André Moura: “Estou presidente do PMDB desde 2013, primeiramente como vice no exercício da presidência e depois como presidente por delegação de Jackson Barreto. Vamos aguardar. Enquanto presidente do PMDB não vou tomar nenhuma medida sem conversar nem ouvir o que Jackson vai dizer ou fazer”.

 

Compasso de espera 2

Prosseguiu Gama: “Não é característica do partido fazer intervenção. Havendo isso tem dois caminhos, não havendo continua como está. Ocorrendo a intervenção um caminho é lutar na Justiça. Acho que o nosso direito é bom. Somos históricos, estamos no PMDB há muitos anos. O PMDB sempre foi dividido, sempre  teve autênticos e moderados no passado. A vida toda foi assim. O outro caminho é não lutar. Quem vai definir e comandar é Jackson. Estou lá por delegação dele”.

 

Compasso de espera 3

Declarou ainda: “Quando são as minhas coisas pessoais como secretário ou cidadão eu defino. Agora não posso é tomar uma decisão por cima dele e sem ouvi-lo. Eu tenho até ideia do que fazer sobre isso, mas a minha ideia desaparece. Como dizia Camões “Cesse tudo o que a Musa antiga canta, que outro valor mais alto se alevanta”

 

Ponto de vista

Gama acha que o governador deve permanecer no PMDB e não se filiar ao Podemos. “O PMDB sempre foi isso, sempre foi dividido, sempre teve autênticos e moderados, sempre foi uma frente. Em Pernambuco tem Jarbas Vasconcelos, aqui temos nós. Não posso mudar esse quadro, mas é preciso compreender que o PMDB é essa frente”.

 

Tendência de votação 1

Informações chegadas à coluna dão conta que 10 deputados estaduais já estão praticamente fechados com a pretensão de votar contra o projeto de lei complementar 10/2017, do Poder Executivo, que trata da fusão dos fundos previdenciários (Funprev e Finanprev). São eles: Georgeo Passos (PTC), Ana Lúcia (PT), Maria Mendonça (PP), Antônio dos Santos (PSC), Luciano Pimentel (PSB), Gilmar Carvalho (sem partido), Moritos Matos (Pros), Augusto Bezerra (DEM), Paulinho da Varzinhas (PTdoB) e Dr. Vanderbal (PSC). Desses dez votos, dois ainda podem ser revertidos a favor do governo.

 

Tendência de votação 2

O governo tem como certo os votos de 11 deputados: Luiz Garibalde (PMDB), Zezinho Guimarães (PMDB), Goretti Reis (PMDB), Robson Viana (PEN), Jeferson Andrade (PSD), Silvia Fontes (PDT), Francisco Gualberto (PT), Jairo de Glória (PRB), Tijói (PR), Gustinho Ribeiro (PRP) e Luiz Mitidieri (PSD). Trabalha para ter o apoio dos deputados capitão Samuel (PSL) e Venâncio Fonseca (PP).

 

O voto de minerva

O presidente da Assembleia Legislativa, Luciano Bispo (PMDB), é favorável ao projeto, mas só vota em caso de empate. Para aprovar o polêmico projeto da fusão dos fundos, o governo precisa de 13 votos.

 

Corpo a corpo

O próprio governador Jackson Barreto vem conversando com deputados, isoladamente, visando convencê-los a votar a favor do projeto por ser a única opção encontrada para pagar aos aposentados nos próximos meses. Tem dito que os projetos democratizam os fundos das previdências e que isso já foi feito em outros estados. 

 

Justificando o voto

Do deputado Moritos Matos (PROS), que é da base governista e teve conversa no final de semana com o governador, explicando porque votará contra o polêmico projeto da fusão dos fundos: “Votarei contrário ao projeto pelas minhas convicções, mas não deixarei de cobrar dos outros poderes a contribuição que o Estado está depositando todos os meses. Porque essa despesa ultrapassa R$ 100 milhões por ano. Então, já está na hora desses poderes cortarem na própria carne às suas despesas e assumirem suas responsabilidades”.

 

Caça as bruxas 1

 O governo Temer começou a demitir aliados de deputados que votaram a favor da denúncia contra o presidente, depois de uma ameaça de rebelião em sua base no Congresso. De Brasília chegou a informação que as demissões devem chegar a cerca de 140 de todos os partidos em que houve "traições" ao presidente.

 

Caça às bruxas 2

Foram demitidos, por exemplo, superintendentes regionais do Incra indicados pelos deputados Fernando Francischini (SD-PR), Laércio Oliveira (SD-SE) e Carlos Manato (SD-ES).

 

Quem ganha

Os cargos serão redistribuídos a congressistas que ajudaram a rejeitar a abertura de processo criminal contra Temer. Novas indicações para esses postos já foram feitas e estão em análise pela Casa Civil. As nomeações em Sergipe serão feitas pelos deputados federais André Moura (PSC) e Fábio Reis (PMDB), e a senadora Maria do Carmo Alves (DEM).

 

Na Codevasf

André Moura esteve com o novo presidente nacional da Codevasf, Antônio Avelino Rocha Neiva, que foi nomeado no lugar de Kênia Marcelino, que tinha sido uma indicação do senador Antônio Carlos Valadares (PSB), que perdeu os cargos que indicou no governo federal por votar contra a reforma trabalhista.  Tratou da emenda impositiva de bancada, na ordem de R$ 100 milhões, para revitalização dos perímetros irrigados do Baixo São Francisco, e das obras do Canal Xingó.

 

Lava Jato 1

Começaram as consequências do cumprimento do mandado judicial de busca e apreensão na casa do secretário Almeida Lima (Saúde), pela Polícia Federal, em abril deste ano, expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), em que foram apreendidos computadores. O secretário será investigado pela Operação Lava Jato, acusado de receber doações irregulares na campanha de 2008 para prefeito de Aracaju e 2014 para deputado estadual.

 

Lava Jato

Esses recursos teriam sido oriundos de empresas investigadas na Lava Jato e viabilizados pelo senador Renan Calheiros (PMDB) de quem ficou muito próximo quando senador, por fazer sua defesa em alguns escândalos que se envolveu o peemedebista alagoano. O dinheiro, sendo cerca de R$ 1 milhão em 2008, foi destinado ao Diretório Municipal do PMDB.

 

 

 

Veja essa...

Do senador Antônio Carlos Valadares (PSB) sobre a Reforma Política que está sendo aprovada na Câmara dos Deputados: “Não passa de papo de botequim a reforma política na Câmara. A maioria só não aprova prorrogação de mandatos com medo da repulsa da opinião pública”.

 

 

 

CURATAS

 

Como contenção de despesas, nesse momento de grave crise econômica o governador Jackson Barreto não está mais almoçando no Palácio de Veraneio, mas em sua residência. Isso porque quando almoça no palácio acaba sendo muita gente, que envolve secretários, assessores e motoristas. 

 

O Sintese saiu ontem com nota na TV criticando o governador pela política de arrocho salarial do servidor público e o acusando de imitar o presidente Temer na questão da previdência social.

 

O polêmico projeto de lei complementar de fusão dos fundos deve ser votado na próxima quinta-feira, nas comissões e no plenário da Assembleia. A oposição quer garantia de capitalização ao novo fundo, que dispõe de R$ 600 milhões em caixa.

 

Jackson Barreto passou o final de semana peregrinando pelo interior, ao lado do vice Belivaldo Chagas e do deputado estadual Robson Viana.

 

Estiveram em Divina Pastora participando da benção da imagem de Nossa Senhora Divina Pastora; em Santa Rosa de Lima, para a benção da imagem de Santa Rosa de Lima; e Siriri, participando da benção da imagem da Sagrada Família e missa. JB vai precisar da ajuda dos santos para atravessar essa crise.

 

 

 

Foto legenda :: CLÓVIS AMORIM

 

O prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), virá a Sergipe no dia 27 de outubro para proferir palestra no Simpósio: “Drogas, Políticas Públicas e Direito dos Dependentes Químicos”, que já está agendado para o dia 27 de outubro. Ontem, o senador  Eduardo Amorim (PSDB-SE) esteve com o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Clóvis Barbosa; com o presidente do Instituto Voz Brasil, Rodrigo Pereira Vasco; e com o presidente da Empresa de Capacitação e Treinamentos 'Livres Mentes', Jorge Gomides, tratando toda logística de como será a vinda do tucano e pretenso candidato a presidente da República em 2018