João Daniel denuncia prejuízos e retrocessos que atingem juventude um ano após o golpe

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Publicada em 06/09/2017 às 00:24:00

Depois de um ano, quando Dilma Rousseff foi afastada em definitivo do mandato de presidenta da República, para o qual foi democraticamente eleita, os prejuízos trazidos para a juventude por esse processo de afastamento e suas consequências são vários. O deputado federal João Daniel (PT/SE) fez discurso na Câmara, durante a sessão desta terça-feira, para lamentar os retrocessos vividos pelo país em decorrência disso. “Nossa juventude vive um retrocesso no sonho do concurso público, do emprego, dos direitos trabalhistas, da formação acadêmica. Enfim, vivemos uma situação de desmonte de todas as conquistas sociais dos últimos 13 anos”, destacou.

 O parlamentar lembrou que Dilma e todos que estavam atentos ao golpe já alertavam isso desde o impeachment, que o que estava em jogo não era apenas o mandato, mas a democracia, a soberania do povo, o respeito à Constituição e a todas essas conquistas. E, passado esse período de 12 meses da consumação do golpe, João Daniel ressalta que vários são os retrocessos e quando se fala em debater o futuro da nação indissociavelmente se pensa na juventude.

 “E nesse momento estamos vendo a verdadeira intenção deste governo ilegítimo, não só com o nosso futuro, mas como tem tratado nossos jovens. A começar pelo desmonte do papel do Estado brasileiro previsto na Constituição de 1988. Estão promovendo a mais profunda política de desmonte estatal já vista no Brasil, que destrói não só programas sociais recentes, mas também direitos históricos e duramente conquistados, além de um imenso programa de privatizações”, afirmou.

 Lembrou que um dos maiores desejos de nossa juventude é a efetivação em um emprego público, o que hoje está ameaçado, pois este governo tenta impor um projeto, que não foi referendado nas urnas, mas que defende o estado mínimo. “Este governo tem incentivado os Estados e municípios a congelar a realização de concursos públicos, coagindo e atrelando ajuda financeira apenas aos estados que se submetam a esta agenda, e que inclui privatizações”, disse, acrescentando que, diariamente, se vê diversas estatais realizarem planos de demissões de funcionários públicos, além de uma política de privatizações.

 Outro retrocesso desse governo que ataca diretamente a juventude brasileira é, ao ingressar no mercado de trabalho, se deparar com sérias inseguranças, tendo em vista que a reforma Trabalhista imposta é um ataque à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “Nossos jovens encontrão um mercado de trabalho incerto, com baixos salários e muita exploração patronal, pois o ‘acordo’ que o empregador impuser aos trabalhadores valerá mais do que a Lei, sob pena de demissão ou não contratação do profissional que refutar tais condições”, disse.

 João Daniel acrescentou ainda que, este ano, se vê, pela primeira vez em décadas, o não aumento do salário mínimo. Mas, sim, uma redução, após anos de valorização real do seu valor. “Se antes os governos do PT valorizavam o poder de compra e aumento salarial do trabalhador, este governo que reduzir, gradativamente, isso, pois descendem e também servem à casa grande, tão acostumada ao trabalho escravo”, completou.