O IMPEACHMENT, APENAS UMA BRIGA DE FACÇÕES

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Publicada em 10/09/2017 às 08:13:00

Geddel, o homem dos 51 milhões voltou à prisão em regime fechado. Terá de explicar agora de onde veio aquela dinheirama toda, escondida como se fosse coisa inservível num apartamento de um prédio residencial,   sem nenhuma segurança. Gedel, o homem da estrita confiança do presidente, estava absolutamente despreocupado. Aquilo, o valor total dos reais e dólares somando pouco mais de 51 milhões em moeda nossa, seria algo desprezível diante da montanha de dinheiro que ele, e a quadrilha da qual faz parte, devem ter guardado por ai, em outros lugares semelhantes. A roubalheira é tanta que chegaram até afazer pouco caso de parcelas assim, ínfimas, de apenas 51 milhões.

Gedel Ferreira Lima tem biografia bastante conhecida. Ele é larápio sem máscara, que todo mundo identifica. Temer, Lula, Dilma, o valorizaram muito, e o fizeram um dos homens mais importantes dessa República por eles avacalhada.

O núcleo principal de uma das mais diligentes facções criminosas abrigadas no PMDB, seria formado por Temer, Eduardo Cunha, Henrique Alves, Moreira Franco, Romero Jucá, Elizeu Padilha e Gedel.

 Eduardo Cunha, que Temer ajudou a tornar-se presidente da Câmara e comandou o impeachment contra Dilma está preso; Henrique Eduardo Alves, ex- Ministro de Temer e de Dilma também preso,  Gedel Ferreira Lima, ex- Ministro de Temer, ex- Ministro de Lula, ex- diretor da Caixa Econômica de Dilma, já dorme na Papuda.  Quando Joesley Batista esteve com Temer para aquela conversa noturna mafiosa, Gedel já havia caído em desgraça pela força das circunstancias, que Temer, seu amigo, padrinho e parceiro não conseguiu controlar; então, Joesley perguntou a Temer quem viria a ser o substituto de Gedel naquela tarefa indecente da arrecadação de dinheiro. Temer indicou Rocha Loures e o promoveu: ele é da minha ¨estrita confiança¨. Poucos dias depois Loures aparecia naquela trapalhada da mala com 500 mil reais.

Do núcleo da Confraria do Peculato resta intocado o Alí Babá até quando a dignidade afrontada de um país não o enxote. Jucá, senador, responde a 16 processos, quase o mesmo acontece com Padilha, e Moreira tem contas a ajustar com a Justiça.

Os brasileiros que saíram às ruas, exigindo a deposição de Dilma, clamando por moralidade pública, aqueles que redigiram a denúncia, peça fundamental do impeachment, devem estar agora imaginando-se iguais a aqueles bonecos de patos amarelos que a FIESP, hoje apenas uma casa de todas as tolerâncias, fez espalhar pelo Brasil acompanhando as enormes manifestações.

Um trabalhador ganhando salário mínimo levaria mais de 4 mil anos para chegar ao valor dos 51 milhões, jogados no fundo de um apartamento como se fossem  as sobras de uma assombrosa orgia de cafajestes.

Constata-se agora, muito claramente, que o processo de impeachment liderado por Temer, foi apenas um episódio resultante da briga feia, travada intramuros por duas facções criminosas,  desentendidas sobre a partilha do que roubavam. A ideia de moralizar seria apenas a farsa e o cinismo, escondidos sob o manto falso que disfarçava o esgoto, onde todos se misturavam.

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TEMER E O CRIME MAL ORGANIZADO

 

Temer, há quase dois meses foi ao Rio  anunciar que as forças armadas  as polícias federais e a força federal entravam em cena no conflagrado estado, e dariam combate implacável ao crime organizado. Foi leviano ao  anunciar êxitos imediatos com a redução do roubo de cargas nas estradas fluminenses. Agora, constata-se que os resultados obtidos estão muito aquém do que era esperado com  gastos  no emprego de efetivos tão numerosos. Desprezaram as criteriosas observações feitas pelo general Vilas Boas, comandante do Exército, e outros comandantes.  Desencadearam a apressada operação com o nítido intuito de reduzir a devastadora impopularidade, anátema da sociedade a um governo destituído de ética e de valores fundamentais.

 Chega-se agora ao centésimo segundo policial assassinado no Rio por bandidos. Dessa vez o Cabo PM Júlio Cezar de Oliveira. A lista aumentará já nos próximos dias, ou horas. Os tiroteios ocorrem repetidamente, as facções permanecem donas de territórios e ampliam seu raio de ação, balas perdidas matam inocentes todos os dias, escolas, comercio, fábricas, fecham com frequência, e a bandidagem continua exibindo seus fuzis nas ruas da cidade.

Sem planejamento, sem coordenação entre as Policias, o Ministério Público e uma coordenação federal, através do EMFA ,as ações isoladas e pontuais serão sempre ineficazes.

Mas há algumas ações positivas, como a varredura feita nas penitenciárias pelas tropas federais.  Interrompidas as ligações dos líderes presos com os seus comparsas soltos, ocorre uma quebra na cadeia de comando que custa tempo a ser refeita. Mas as leis favorecem os bandidos, os de baixo coturno, e mais ainda os de colarinho branco.

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TEMER E O CRIME BEM ORGANIZADO

 

O que nos ameaça muito mais agora é outra espécie ¨nobre¨ de crime organizado, aquela turma com quem o presidente encontrou-se no Planalto, assim que retornou do Rio, onde foi a pretexto  de combater o crime cometido por bandidos vulgares.

Os bandidos de elite, os bandidos de punhos de renda, os bandidos que desfrutam de regalias, que desafiam a Justiça, foram levados pelo presidente para compor o seu ministério, ou  formarem o corpo dos assessores da ¨minha mais estrita confiança¨, como ele antes tanto repetia. Essa corriola, com gente respondendo a mais de dez processos, outros, presos ou usando tornozeleiras,  é algo inédito na história da República. A Confraria do Peculato, que agora,  afinada e em conjunto, age  para desmontar a Polícia Federal, desmoralizar o Ministério Público,  subjugar o Supremo, onde já conta com  um ativo e ousado advogado, o Ministro Gilmar Mendes. O Ministro da Justiça, escolhido exatamente para  ¨domesticar ¨ a Policia Federal,  antecipa, com ousadia, que vai mudar o comando da PF, vítima preferida para o castigo dos cortes no orçamento .

Agora, aparece a enormidade de dinheiro, os CINQUENTA E UM MILHÕESDE REAIS.   Estavam jogados no chão de um apartamento que Gedel pediu a um amigo para ¨guardar documentos do seu  falecido pai ¨. Esse amigo é Sílvio Antônio Cabral Vieira, empresário de duvidoso conceito. Quando Gedel era ministro de Lula, deu a Sílvio Antônio  uma obra para executar. Era uma barragem que nunca concluiu, e que gerou um processo.

Essa imagem de uma sala cheia de dinheiro roubado por um ex- ministro de Temer, ex-ministro de Lula e ex-diretor da Caixa Econômica com Dilma, é arrasadora para a imagem do Brasil no exterior.  Aqui, é apenas outro escândalo, patrocinado  mais uma  vez  pela mesma organização criminosa , com quartel general no Palácio do Planalto,  sedes nos Ministérios, na Câmara, no Senado, e até na Justiça,  e é muito mais  poderosa do que se imaginava.

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SOBRE VERMES, FACÕES E PUNHAIS

 

À crê na teoria da evolução das espécies, todos nós agora humanos, um dia, no alvorecer da vida sobre a terra, seríamos parte de um processo que se iniciava nas primitivas formas orgânicas pululando nos pântanos mornos,  com movimentos próprios, mexendo-se no lodaçal.

Decorreram uns dois bilhões de anos. Então, do verme ou ameba inicial haviam evoluído os vertebrados.  Nos seres vivos já se podia fazer a caracterização entre racionais e irracionais.

Entre os símios surgiram aqueles humanoides, mais parecidos com o que somos hoje.    Usavam só as pernas para caminhar, e com braços livres manejavam o fogo, cozinhavam,  manipulavam pedras e paus  que faziam as vezes de ferramentas ou armas. Começava a Revolução Cognitiva, e dela participavam o Homo neandertais, o Homo Erectus, o Homo denisova, mas, um entre eles destacou-se, se impôs, exterminou os outros, dominou sozinho o planeta: era o Homo sapiens, nosso primevo ancestral.  

Cogito ergo sunt, - penso, logo sou- definiria depois, já no século XVII o cientista e filósofo René Descartes.

 O Homo sapiens enfrenta um dilema não resolvido: Como preservar a razão, evitando os  surtos esporádicos de retorno à irracionalidade.  Beethoven compôs a Nona Sinfonia, Hitler, seu compatriota, mandou construir câmaras de gás para exterminar os judeus e todos os que o desagradassem. Matou mais de 6 milhões de seres humanos, só daquela forma.

Fizemos, aqui, um comentário a que demos o título: Do facão de Gualberto ao punhal de Ana Lúcia. Era uma referência ao confronto entre os deputados  Chiquinho Gualberto e Ana Lúcia, no qual a deputada professora,  líder do Sintese,  atacou o colega petista, lembrando o suposto episódio de um facão por ele usado num embate verbal com Nivaldo,  combativo líder sindical.

Daquele episodio nos veio a alusão ao punhal, emblemática arma a caracterizar a traição, a solércia, a maldade , a vileza, isso, depois do constrangimento e dor ao assistir os vídeos de manifestações do Sintese, nas quais a deputada era uma das principais protagonistas.  Tudo, uma trágica e desgraçada palhaçada fúnebre, e nela aparecia a placa onde estava escrito: ¨dele nem os vermes irão lembrar¨. Era uma alusão ao governador Marcelo Déda que naqueles dias atravessava a ultima etapa da sua agonia final, já vencido pelo  câncer devastador.

O que mais preocupa e deveria suscitar uma indispensável reflexão, é exatamente o fato de  serem  protagonistas  daquela cólera morbus de odiosidade alguns professores (a grande maioria não compareceu) e uma representante do povo, também professora.

Qual o exemplo construtivo, qual a mensagem de democracia e tolerância, qual a sintonia com os valores humanos que aqueles professores poderão transmitir nas salas de aula aos seus alunos

O que teriam a dar como exemplos, esses professores que atribuem memória à vermes para com eles tripudiarem sobre a dignidade da vida e a inevitabilidade da morte ?

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 RICARDO VENDE TUDO E

 VAI MORAR NOS STATES

 

 Ricardo Barreto Franco, filho do ex-governador Albano Franco e da ex- ministra Leonor Barreto Franco será mais um brasileiro que deixa o país para viver nos Estados Unidos. Claro, ele não é um brasileiro qualquer tentando, nos States, realizar o ¨americandream¨,  acreditando na sorte para desfrutar  das oportunidades oferecidas na maior economia do mundo. Ricardo, com uma montanha de dólares, será imigrante pisando em tapete vermelho, cercado de deferências. Nos estados Unidos é bom que se frise ,empresário com dinheiro para investir ou aplicar  é sempre acolhido  sem discriminações, nem rigores dos órgãos de segurança.

Ricardo e Leonor venderão o complexo de comunicação, e também o laticínio SABE.

As aplicações continuam aqui, enquanto forem mais rentáveis. Outras, já estão no exterior. Tudo legal e sem aborrecimentos, Ricardo despede-se,  e vai viver com esposa e filhos em algum lugar nos Estados Unidos. Leonor, desde a separação vive entre Londres e os netos no Brasil.

 Ricardo desistiu do Brasil e especialmente de Sergipe, onde, até estimulado pela mãe, ensaiou uma possível candidatura ao governo. Realista, constatou que nem entre o empresariado teria apoio, os políticos não simpatizam muito com ele, e o povo sequer o conhece.

Herdeiro feliz, teve sucesso administrando os negócios paternos, começando pela Coca – Cola, Ricardo imagina que no ambiente empresarial americano terá mais espaço para  ampliar as potencialidades que imagina ter.

Por aqui ficará o pai, sócio minoritário que foi vencido, e sem a satisfação que tinha em administrar a TV Sergipe.  Continuará em algum gabinete a receber amigos para agradáveis conversas, e cultivando pelo Brasil e pelo mundo as boas amizades que soube fazer ao longo de uma vida marcada pela cordialidade e compreensão. Há quem o estimule a voltar à vida pública candidatando-se a deputado federal.

Os tios de Ricardo, seus numerosos primos,  estão envolvidos nos  negócios segipaníssimos, continuando a tradição do pai e do avô, Augusto Franco, que aqui tudo investiu, e venceu. Os filhos de Antônio Carlos Franco, Marcos, e Osvaldo, tocam o complexo formado por empresas têxteis, um jornal e um Shopping em conclusão, e cultuando a memória do pai criaram o Grupo ACF.

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ROGÉRIO E OS SEUS PROJETOS

 

O ex-deputado Rogério Carvalho, agora presidente estadual do PT, apesar dos revezes que o partido nacionalmente sofre, não arquivou suas ambições políticas. Perdeu a eleição ao Senado dizendo que concorria  ¨contra uma cadeira vazia¨, aquela que era ocupada pela senadora Maria do Carmo, candidata à reeleição. Rogério travou um duro embate com os companheiros na renhida luta pelo controle do partido. Acabou vencendo, mas restaram feridas. Não é bem do estilo de Rogério, que aliás é médico,  ter a preocupação de curar feridas, mas fez isso,  saiu a dirimir suas diferenças com os quase inimigos, embora sob a mesma sigla. Restabeleceu relações com o médico Gilberto dos Santos, petista, cujo filho,  também médico, Thiago de Souza Santos é o prefeito de Nossa Senhora das Dores. Ele concorreu com o prefeito João Marcelo Montarroyo que pretendia a reeleição. João Marcelo é filho do desembargador Alberto Gouveia Leite. Rogério, por razões óbvias, não querendo desagradar o desembargador, teria se recusado a apoiar e ajudar financeiramente o filho do companheiro Gilberto.  No esforço de rejuntar o PT Rogério parece ter tido pleno êxito. Agora ele teria a certeza de que, candidato ao governo, o partido fecharia questão sobre o apoio ao seu nome.  O difícil para ele seria ampliar alianças, mas estaria acreditando até na possibilidade de convencer o governador Jackson Barreto de que a eleição dele ao Senado se fortaleceria muito com o apoio completo dos petistas.  Essas conjecturas de Rogério foram elaboradas antes da devastadora delação feita por Antônio Palocci. De agora em diante se reduzem consideravelmente as chances de Lula vir a disputar a presidência. Rogério esperaria suporte financeiro para sustentar a campanha, contaria ainda com o apoio de empresários e de fortes relações em São Paulo.

 A rejeição que sofre e não é pequena, seriam, segundo seus apoiadores , desfeitas no decorrer de uma polarizada campanha, o que não acontecerá com Lula fora da disputa.

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MACHADO: BOLSONARO NÃO

 

O ex-prefeito e ex-deputado Jose Carlos Machado faz política sem radicalismos, entendendo que a função maior do político é amenizar conflitos e buscar consensos. No momento que vive o Brasil Machado acredita  que é preciso exercitar o diálogo e  conter os ímpetos. Por isso, considera nociva à democracia e ao país alguém como Bolsonaro, e até adverte aos que, talvez desavisados, poderiam votar nele: procurem conhecê-lo  melhor, logo desistirão da ideia de apoiá-lo. Machado foi colega de Bolsonaro na Câmara e não o enxerga como bom parlamentar, muito menos com capacidade para se tornar um administrador eficiente, entre outras coisas por ser radical, intolerante e extremista.

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 A HISTÓRIA DE DEREK BLACK

 (uma leitura para bolsonaristas)

 

O jovem americano Derek Black, apesar do nome, era um supremacista branco e raivoso que defendia a segregação de todos até que se extinguissem com a impossibilidade de procriar, fazendo surgir a América só para os brancos.  É filho do atual líder da Ku-Klux-Klan, a sinistra organização que queima cruzes simbolizando a execução de negros, e muitos assim já assassinou. Derek era a vítima de um lar onde o ódio e a intolerância dominavam. Entrou para a Universidade e foi isolado pelos colegas que rejeitam o racismo, têm nojo da Ku-Klux- Klan.  Um deles, peruano, resolveu aproximar-se de Derek. Ficaram amigos e começaram a trocar ideias.  Um judeu ortodoxo  convidou Derek para almoçar com outros colegas na casa dele. Ele foi, começou a viver num mundo diferente, arejado, de ideias modernas.  Retornou várias vezes, descobriu que o racismo é estupidez.  Hoje, Derek é um ativista contra os supremacistas brancos, e  a Ku-Klux-Klan,  a organização terrorista do pai

Moral da estória: quem dialoga vence a intolerância e a estupidez. Desde que seja inteligente.

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JACKSON E ALCKMIN

O governador Jackson Barreto vai a São Paulo. Já está recuperado da cirurgia de catarata que fez num dos olhos, e viaja nesse domingo.  Com ele irá o presidente da DESO engenheiro Carlos Melo. JB vai agradecer ao governador Geraldo Alckmin o atendimento  rápido à solicitação que fez, para empréstimo ao governo de Sergipe  de bombas flutuantes,  usadas para retirar água do volume morto da represa da Cantareira, durante a crise hídrica que São Paulo viveu. Essas bombas por sugestão do engenheiro Carlos Melo serão colocadas na captação de água do São Francisco em Telha, onde começa a adutora que vai até Aracaju, uma distancia de 92 quilômetros. Com aquelas bombas flutuantes, se poderá acompanhar o São Francisco até onde ele for recuando, e assim garantir o abastecimento.

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UCHOA E OS HINOS

 

O reitor da UNIT professor Uchoa integra a Academia Sergipana de Letras, e lá costuma levar ideias. Ele entende que o Hino de Sergipe deveria ser modificado, e essa sugestão o levou a um confronto desagradável com a professora e acadêmica Aglaé Fontes Alencar.  Que o hino é chato, disso não restam dúvidas, que é um plágio musical da ópera Italianas em Argel não há quem discorde. Que a letra é horrorosa, isso é evidente. O autor Frei Santa Rita, excessivamente barroco, foi buscar na palavra jucundo o melhor sinônimo para belo. Pode haver beleza em algo jucundo?

Mas, por reverenciar os hinos,entendendo que modificá-los não seria impróprio, Uchoa,  publicou o livro do paraibano Amarylio de Albuquerque, A História do Hino Nacional Brasileiro. O autor tinha ligações com Sergipe. Sua irmã, Marina de Albuquerque Maciel era esposa do engenheiro Leandro Maciel, líder político que foi governador do estado. Na apresentação do livro, Uchoa registra  a observação do autor sobre o processo de evolução estética até o  Hino  chegar à sua forma atual.

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A VALE E OS SEUS BURACOS

 

 Após quase 40 anos de atividade a mineradora VALE encerra suas atividades, fecha a mina de potássio e  vai embora. Tivemos mais sorte do que Minas e o Espírito Santo onde a desastrada e desastrosa empresa causou a hecatombe ambiental, talvez  a maior do mundo. Para demérito da Justiça a VALE não foi obrigada a cobrir inteiramente todo o prejuízo que causou.

Em Sergipe a VALE foi sempre uma empresa ausente.  Não teve aqui nenhum protagonismo em áreas como o meio ambiente, a cultura. Sergipe não existiu para a VALE.   Aqui, a VALE só lucrou e pouco nos devolveu em benefícios. Nos deixa túneis gigantescos nas entranhas da terra a 400 metros  e  resíduos espalhados por vasta área, enorme passivo ambiental que teria de pagar, ressarcindo o estado e os municípios.