Empresas compram três blocos em Sergipe no leilão da ANP

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Publicada em 28/09/2017 às 06:22:00

Gabriel Damásio

 

Sergipe teve três blocos de reservas de petróleo e gás arrematados durante a 14ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizada ontem de manhã pelo órgão em sua sede, no Rio de Janeiro (RJ). De acordo com o órgão, três empresas concorrentes ofereceram mais de R$ 110 milhões como pagamento pela concessão dos direitos de exploração nas áreas ofertadas da bacia Sergipe-Alagoas. As firmas começam a atuar no estado até janeiro de 2018 e prometem um investimento mínimo previsto de cerca de R$ 50,85 milhões na região.

A maior compradora foi o consórcio formado por empresas de exploração de petróleo ligadas a três grandes grupos: o brasileiro Queiroz Galvão e os americanos ExxonMobil e Murphy Oil Corporation. Juntos, eles arremataram dois blocos situados no mar, que ainda não foram explorados pela Petrobras. O bloco SEAL-M-501, de águas profundas, foi arrematado por R$ 62.824.501,00. Já o SEAL-M-503, de águas ultra profundas, custou R$ 47.118.503,00 ao consórcio.

Em nota, a agência destacou que as áreas licitadas no litoral da Bacia Sergipe-Alagoas possuem um grande potencial de produção de gás natural e óleo de qualidade alta. “A porção marítima possui potencial para descobertas de óleo leve e condensado semelhantes às descobertas realizadas nos últimos anos na bacia. Em julho, a bacia produziu 26.175 barris de petróleo e 3,3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia”, diz a ANP.

O único bloco terrestre comprado em Sergipe, o SEAL-T-430, que fica entre as cidades de Barra dos Coqueiros e Santo Amaro das Brotas, ficou com a Greenconsult Consultoria Empresarial Ltda, empresa sediada em Teresópolis (RJ), cuja oferta foi de R$ 112.951,00. Os outros blocos ofertados na Rodada de Licitações não despertaram o interesse das concorrentes, que não apresentaram ofertas. A ANP avalia que isso pode ser atribuído ao tempo de existência das áreas exploradas em terra no Estado, que têm em média 50 anos de atividade. “A parte terrestre da Bacia Sergipe-Alagoas é classificada como madura, ou seja, já foi densamente explorada e oferece oportunidades para as empresas de pequeno e médio porte nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural”, diz o comunicado.

Ao todo, sobraram três blocos marítimos e outros 34 blocos terrestres em Sergipe, além de um bloco marítimo situado no entre os litorais de Sergipe e Bahia. De acordo com a assessoria da agência, estas áreas continuarão sob análise e pesquisa de suas reservas de óleo e gás, podendo ser oferecidas em outras rodadas de licitação previstas para 2018.

Ao todo, o leilão ofertou 287 blocos em 29 setores de nove bacias sedimentares: Sergipe-Alagoas, Parnaíba (MA/PI), Pelotas (RS), Potiguar (RN), Santos (SP/PR/SC), Recôncavo (BA), Paraná (MS), Espírito Santo (ES) e Campos (RJ/ES). Foram arrematados 37 blocos e uma área total de 25.011 quilômetros quadrados (km²), com total arrecadado de R$ 3,84 bilhões. “O certame tem por objetivos ampliar as reservas e a produção brasileira de petróleo e gás natural, ampliar o conhecimento das bacias sedimentares, descentralizar o investimento exploratório no país, desenvolver a pequena indústria petrolífera e fixar empresas nacionais e estrangeiras no país, dando continuidade à demanda por bens e serviços locais, à geração de empregos e à distribuição de renda”, finaliza a ANP.

O JORNAL DO DIA contatou a empresa ExxonMobil, acionista majoritária do consórcio, mas não recebeu resposta de sua assessoria até o fechamento desta edição. (com Agência Brasil)