Professores de Aracaju retornam ao trabalho

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Publicada em 30/09/2017 às 00:45:00

Milton Alves Júnior

 

Depois de enfrentar um mês de greve geral, professores da rede municipal de ensino decidiram reiniciar as aulas mesmo sem conseguir atingir a meta da categoria. A decisão foi deflagrada na manhã de ontem durante assembleia extraordinária promovida na sede do Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema), que lamenta a não concessão do reajuste do piso nacional, mas promete seguir promovendo pressões democráticas contra o prefeito Edvaldo Nogueira. A principal causa da greve era, de fato, o não reajuste salarial de 7,64% determinado pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), em janeiro deste ano.

Ao longo dos últimos 30 dias, enquanto a classe trabalhadora tentava conquistar êxito nas reivindicações, em contraponto a Prefeitura de Aracaju alegava que não seria possível assumir um pagamento a qual a administração possui plena convicção que não seria possível honrar. De acordo com a contabilidade da Secretaria Municipal de Educação, a pasta trabalha, em 2017, com um passivo de cerca de R$42 milhões e com um orçamento R$30 milhões menor que o de 2016. Nesse sentido, a PMA alega que seria uma irresponsabilidade dizer que possui condição de pagar o reajuste e depois voltar a atrasar salário por não ter condição de honrar.

Para o presidente Adelmo Menezes, o retorno dos professores as salas de aula não quer dizer que a categoria se rendeu às rejeições apresentadas pelo chefe do poder executivo municipal. Ao decorrer das próximas semanas a direção sindical estará se reunindo a fim de debater medidas paliativas que possam contribuir para o alcance dos pleitos, sem prejudicar diretamente a evolução educacional dos mais de 30 mil estudantes, entre crianças e adolescentes. Questionado quanto às negociações junto aos gestores públicos, o professor declarou seguir à disposição desde que sejam convidados para debater o respeito aos direitos trabalhistas dos educadores.

"Estamos reiniciando as atividades neste segundo semestre de 2017, mas já com a promessa de seguir reforçando o que é nosso de direito. Infelizmente essa desculpa de que a prefeitura não possui condições não ameniza a insatisfação de cada nobre profissional da educação pública. O piso é lei e ele deve ser devidamente cumprido. Se for para conversar nesse sentido estamos à disposição da prefeitura; caso contrário é melhor nem chamar", avisou. Conforme previsto na assembleia, as aulas serão reiniciadas a partir das 7h da próxima segunda-feira, 02 de outubro.