Dirigentes da FECOMSE participam de seminário sobre reforma trabalhista

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Ronildo Almeida, presidente da Fecomse. Foto: Divulgação
Ronildo Almeida, presidente da Fecomse. Foto: Divulgação

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Publicada em 30/09/2017 às 00:56:00

Dirigentes sindicais de Sergipe ligados à Federação dos Empregados no Comércio e Serviços de Sergipe (FECOMSE) participam na próxima semana, em Brasília, do Seminário Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) sobre reforma trabalhista. A atividade ocorre dias 4 e 5 de outubro, e tem como objetivo aprofundar os debates sobre os impactos práticos da reforma para a classe trabalhadora, assim como definir ações para o enfrentamento à nova legislação.

O seminário terá espaço para palestras, debates e grupos de trabalho. Na programação, painéis com a Corte Interamericana de Direitos Humanos, o Tribunal Superior do Trabalho (TST), entidades de classe, procuradores, juízes do Trabalho, professores e advogados (programação abaixo).  Além de dirigentes sindicais, o evento terá como público-alvo advogados trabalhistas, estudantes de Direito e representantes do Ministério Público do Trabalho.

Para Ronildo Almeida, diretor de Políticas Sociais e Direitos Humanos da CNTC, a participação no evento é de fundamental importância para ampliar o conhecimento sobre a nova lei, que já entra em vigor agora em novembro e representa um grande retrocesso para os trabalhadores “É um seminário nacional da CNTC rico em conhecimento, no qual teremos a oportunidade de discutir a fundo os aspectos da nova lei trabalhista, que se caracteriza como um verdadeiro desmonte da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)”, argumenta.

Segundo o dirigente da CNTC, o movimento sindical terá uma pauta extensa de lutas neste período de mudanças profundas nas relações de trabalho. “Em novembro entre em vigor essa desastrada reforma trabalhista, que podemos chamar de reforma da maldade. Temos que nos aprofundar no tema, fazendo um estudo sobre o que perdemos e pontos de inconstitucionalidade da nova lei. Sairemos do seminário com um conhecimento mais amplo para que possamos consolidar ações efetivas de ordem trabalhista junto às negociações com os patrões, e também sobre a constitucionalidade da lei, que foi feita exclusivamente para atender ao empresariado, retira direitos e conquistas históricas dos trabalhadores e rasga a CLT.  Temos que estar preparados para criar mecanismos de enfrentamento e reverter esse processo”, avalia Almeida.