Hospitais filantrópicos enfrentam dificuldades

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Publicada em 03/10/2017 às 06:21:00

Unidades hospitalares da rede filantrópica podem, ainda esta semana, suspender todos os atendimentos destinados aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A triste história volta a perturbar os sergipanos que necessitam dos amparos clínicos realizados pela Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia, bem como do Hospital São José, ambos sitiados em Aracaju. O fato ocorre em virtude dos déficits milionários oriundos das administrações públicas de saúde. Conforme contabilidade apresentada pelos denunciantes, enquanto o Governo de Sergipe possui um débito de orçado em um milhão de reais, a prefeitura da capital, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), deve três milhões.

Diante da problemática, a qual, inclusive, inclui o Hospital Santa Isabel, gestores hospitalares recebem na manhã de hoje a imprensa sergipana para apresentar de forma detalhada todas as dificuldades enfrentadas ao longo dos últimos meses. De modo geral, a comissão empresarial aponta a inadimplência pública como principal motivo para a redução no número de atendimentos e demais problemas operacionais registrados diariamente. A perspectiva dos hospitais é que os repasses sejam realizados em caráter emergencial, e de forma integral. Ações paliativas, como repasses de valores abaixo de 800 mil reais não mais se tornam suficientes para minimizar o impacto financeiro.

Paralelo aos impasses gerados à saúde dos usuários do SUS, a falta de dinheiro contribui para que os salários dos servidores não sejam quitados dentro de cada mês vigente, bem como gera desabastecimento de medicamentos, materiais de higiene pessoal e demais produtos repassados por grupos fornecedores. Esta é a primeira vez desde o início da crise estabelecida na saúde pública, em 2015, que as três unidades hospitalares do sistema filantrópico se unem para cobrar providencias imediatistas, sob o risco de suspensão unificada das assistências clínicas. (Milton Alves Júnior)