Gilmar cobra do município solução para caos financeiro dos hospitais filantrópicos

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Publicada em 04/10/2017 às 00:12:00

O deputado Gilmar Carvalho saiu mais uma vez em defesa dos hospitais filantrópicos, que vem atravessando uma fase de grandes dificuldade devido ao atraso no repasse de verbas por parte das secretarias de Saúde de Aracaju e do Estado de Sergipe. Na segunda-feira, 02, o deputado destacou que não há cronograma de pagamento por parte do município e alertou que os hospitais estão sem condições de manter os atendimentos, a exemplo do São José, que suspendeu os serviços essa semana.

 

Em entrevista ao programa Fala Sergipe, apresentado pelo próprio Gilmar Carvalho, o assessor jurídico da secretaria, Carlos Diego, foi questionado sobre a falta de pontualidade nos pagamentos e justificou os atrasos culpando a administração passada. “Nós estamos tentando quitar primeiro os débitos deixados pela gestão anterior. Temos que respeitar essa lógica de pagamentos e mesmo assim, temos feito os repasses, embora reconheçamos os atrasos”, pontuou o assessor da Prefeitura.

No entanto, o parlamentar observou que não há condições desses hospitais funcionarem sem essa verba e deixou claro que as pessoas menos favorecidas, que precisam do atendimento pelo SUS, são as grandes prejudicadas com esta realidade.

Carlos Diego informou que o município quitou R$ 5 milhões em débito da administração anterior e vem lutando para acertar a situação financeira das unidades de saúde. Segundo o assessor, a atual gestão pegou o município falido, com os cofres zerados. “Diante da dificuldade que Aracaju vivencia, temos pago, sim, os hospitais, embora com atrasos, e o Hospital São José não precisava ter suspendido o atendimento”, explicou.

Gilmar voltou a reivindicar do presidente do Tribunal de Contas de Estado, Clóvis Barbosa, uma solução para esse problema. "Há 20 dias levei o caso ao TCE e até o momento nada mudou. Já ocorreram duas reuniões para discutir a problemática, sendo que o segundo encontro contou com a presença do secretário adjunto de Saúde do Estado, Luiz Eduardo, que apresentou uma perspectiva, mas que ainda não se cumpriu. Já o município, nem a secretária deixaram que fosse”, lamentou o deputado.