Ana Lúcia apresenta cenário da política de educação de São Cristóvão

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Publicada em 05/10/2017 às 06:10:00

Em seu pronunciamento na manhã desta quarta-feira, a deputada estadual Ana Lúcia apresentou uma profunda análise da situação da educação em São Cristóvão, município que vem sofrendo ao longo dos anos com os administradores públicos.

 Ana Lúcia destacou que o atual prefeito, Marcos Santana, está em constante diálogo com a categoria para tentar minimizar as atrocidades cometidas contra os professores e professoras durante a gestão anterior, comandada por Armando Batalha. Ela lembrou que já no primeiro mês de gestão de Rivanda Farias, esposa de Armando, foi cortada 50% da remuneração dos professores, que até hoje não conseguiram recuperar as perdas salariais.

 “O que os professores querem é o apoio desta casa para continuar o diálogo com o prefeito Marcos a fim de que possamos chegar a um denominador comum: o aumento do piso, chegando ao valor do ano 2017; a valorização do nosso trabalho em sala de aula, que é a regência; e o restabelecimento da titulação”, destacou.

 

Perdas e Piso - A deputada apresentou dados que retomam o histórico do piso salarial no município. Os números mostram que a partir de 2013, começa o martírio da desestruturação da carreira dos professores.

 “Olhe a perda que têm dos professores de São Cristóvão: Um mestre final de carreira, com 25 anos de trabalho, tem uma perda acumulada de mais de 92 mil reais. Um professor médio no fim de carreira tem uma perda de mais de 60 mil reais”, lamentou com indignação.

Outra aberração da gestão de Armando Batalha foi o corte dos 25% de referente à Regência de Classe, previsto na legislação. Em seu lugar, Batalha concedeu apenas 1% de acréscimo para os professores que estão em sala-de-aula.

Além de ter feito um estudo profundo com o SINTESE sobre a situação atual, o prefeito atual aumentou os salários de acordo com o reajuste previsto pelo MEC para 2017 (7,64%) e o fez em toda a carreira, preservando as progressões horizontal e vertical da carreira do magistério.

 Porém, o cálculo foi feito sobre o valor do piso de 2010, e portanto não foi possível fazer a recuperação da carreira. “Neste sentido, há uma defasagem na centralidade do que os professores querem, que é o piso salarial. Mas o prefeito está aberto ao diálogo para negociar”, destacou Ana Lúcia.