José Dirceu, resistência e heroísmo

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Publicada em 05/10/2017 às 06:31:00

Rômulo Rodrigues

O terror implantado numa sociedade de cegos conduzidos por um bando de loucos concentra-se hoje na tentativa de destruição de um Homem que ousou elaborar um projeto de Estado que resultasse em um Brasil soberano, altruísta, humanitário e potente na defesa dos fracos e gigante no combate aos fortes.

Qualquer análise mais profunda dos fatos e versões que construíram o desenrolar dos mais variados momentos da luta para levar o Brasil, a partir deste projeto; ser uma nação soberana, protagonista na agenda mundial, que mais avançou na conquista dos oito objetivos do milênio, acordado por 191 nações, com a ONU em Janeiro de 2000, dentro de marco legal; vai ser necessário, para ser isenta, focar na figura central, de todo o período, e por isto, vítima da maior perseguição das últimas décadas pelos órgãos representantes do Império no Brasil que é José Dirceu de Oliveira e Silva.

É claro que não se pode deixar de lado a perseguição inclemente a Lula, eleito o inimigo interno número um a ser destruído e cuja tarefa está entregue também à Lava Jato.

No caso de Zé Dirceu é bom prestar atenção em quatro aberrações visíveis que não foram baseadas em provas reais que tipificassem crimes e sim, na pessoa de José Dirceu, que o Império mandou destruir primeiro, ordenando que todo o grupo Globo o condenasse impiedosamente; tarefa bem aceita pelos Marinhos em virtude da política de distribuição de verbas de publicidade idealizada por Dirceu e posta em prática pelo Ministro das Comunicações, Luiz Gushiken, que reduziu muito a fatia do grupo.

A primeira aberração veio com uma denúncia de um “Bobo” chamado Roberto Jeferson cuja credibilidade política advinha de ter chefiado a tropa de choque de Collor de Melo durante seu tumultuado governo e no processo do Impeachment, quando, para criar uma narrativa midiática contra o primeiro governo Lula, criou a frase de efeito “Mensalão” e acusou diretamente José Dirceu.

Hoje, de nada adianta ter arguido em sua defesa que tudo não passou de uma vingança contra o líder petista, por ele ser inflexível contra qualquer falcatrua.

A acusação de Jeferson foi a base teórica para que o Capitão do Mato, por desforra pessoal, incrustasse no Processo Penal brasileiro a figura do “Domínio do Fato”.

Essa nova doutrina jurídica do Ministro Joaquim Barbosa, o primeiro a não julgar as denúncias e sim, as pessoas denunciadas.

A segunda aberração, derivada da primeira, foi o voto da ministra Rosa Weber, que proferiu seu voto condenatório afirmando não ter nenhuma prova contra José Dirceu, mas que, a literatura jurídica que só ela leu; ou seu ajudante de ordens, Sergio Moro, lhe permitia condenar o réu.

A terceira veio com a condenação imposta pelo Juiz Sergio Moro, na sequência de um depoimento de Dirceu perante ele, no Bunker de Curitiba, onde o Juiz adentrou a sala de audiências medindo quatro metros de comprimento por dois de largura e saiu dentro de uma caixa de sapatos, após o réu destruir sua prepotência cada vez que; pausadamente e com absoluta segurança, respondia: “está tudo nos autos, excelência”.

A sentença do Juiz está marcada na História como condenação ao Homem José Dirceu e não, a qualquer ato ilícito que haja praticado.

A quarta e mais recente, foi a condenação do TRF-4, que aumentou a pena de 20 para 30 anos, onde o Desembargador João Gebran Neto, amigo e admirador de Moro, repetiu a Ministra Rosa Weber, mesmo que com outro sofisma: “embora nestes casos, dificilmente haja provas das vantagens indevidas, adoto a teoria do exame das provas acima de dúvida provável”.

Uma tragicomédia brasileira dessa magnitude talvez deixasse estarrecido o mestre Shakespeare, se vivo fosse, pelo seu altíssimo grau de degeneração de parte significativa da sociedade cega pelo ódio, fruto da Lava Jato, que produziu outras aberrações como: uma Juiza mandar prender um homem preto e pobre que estava em frente ao Fórum onde trabalha; a Desembargadora que foi pessoalmente soltar o filho traficante; a Delegada da Polícia Federal que levou o reitor Luiz CarlosConcellier ao suicídio ehomofóbico que agrediu uma Mãe andava num shopping, abraçada à filha.

Episódios cotidianos deixam claro que brotou um fenômeno nunca visto até então que é odiar um partido político e por consequência um Líder da expressão de José Dirceu.

O ódio deles, muito provavelmente venha da Fé que molda o caráter de Dirceu, que não é uma Fé religiosa para captar seguidores; é para despertar consciências, é para fazer o povo decidir o seu próprio destino.

Os que querem destruir Dirceu, não é uma maioria; apenas batem suas panelas, para fazerem barulho enquanto roubam nossas riquezas e destroem nossa soberania.

É bem provável que às vésperas de completar meio século do assassinato de outro Homem que a cada dia mais desperta admiração na juventude, Ernesto “Che” Guevara, os piores instintos dessa gente não se contentem em destruir o caráter de um Antônio Palocci e a vida do Reitor Cancellieri; eles querem mais, e querem por temê-lo e à sua postura firme, seu passado íntegro de quem, arriscou a vida e a liberdade para que hoje pudessem ser o que são; justiceiros de quinta categoria.


Rômulo Rodrigues é militante político.