Valadares Filho questiona o fechamento de agências de bancos públicos

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O deputado Valadares Filho durante reunião da Comissão. Foto: Divulgação
O deputado Valadares Filho durante reunião da Comissão. Foto: Divulgação

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Publicada em 06/10/2017 às 06:23:00

Em audiência pública, que ocorreu ontem na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (Cindra), para debater o fechamento de agências bancárias de bancos públicos, o presidente da Comissão deputado Valadares Filho (PSB-SE) fez diversos questionamentos sobre os impactos que esses fechamentos já estão tendo para o desenvolvimento regional.

 “Uma dimensão humana está envolvida, além da econômica, que é o impacto sobre as famílias dos trabalhadores que passarão por programas de demissões voluntárias: como fica a sustentabilidade dessas pessoas?”, questiona Valadares Filho que é autor do requerimento que autorizou a realização da audiência pública.

Além dos expressivos números – plano de fechar 402 agências do Banco do Brasil, por exemplo – interessa a Valadares Filho esclarecer se os dirigentes dos bancos públicos avaliaram os impactos para populações e economias locais antes de anunciar o fechamento de agências. Isso porque, na opinião do deputado, trabalhadores rurais, aposentados, comerciantes, industriais e pessoal de serviços não foram ouvidos; tampouco vereadores, prefeitos, governadores.

O deputado do PSB de Sergipe lembra que, antes de serem instituições financeiras de mercado, Banco do Brasil e Caixa são bancos públicos, com função social determinante para algumas das regiões onde atuam. Mais do que isso, são os detentores de políticas como a do financiamento agrícola, pagamento de bolsa-família, e assim por diante. Por isso, em suas perguntas, indagou: “Quais têm sido, de fato, os impactos para economias locais em decorrência do fechamento de agências?

Valadares Filho declarou que a Comissão de Integração Nacional está acompanhando o fechamento das agências dos bancos públicos e a realização desse audiência pública é uma forma de trazer o assunto a agenda da Câmara dos Deputados.