Brasil brilha na altitude, mas não marca

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O BRASIL DOMINOU A BOLÍVIA, MAS PAROU NAS BOAS DEFESAS DO GOLEIRO LAMPE. Foto: Divulgação
O BRASIL DOMINOU A BOLÍVIA, MAS PAROU NAS BOAS DEFESAS DO GOLEIRO LAMPE. Foto: Divulgação

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Publicada em 06/10/2017 às 07:04:00

A seleção brasileira conheceu nesta quinta-feira 5, um outro obstáculo boliviano além da altitude de La Paz. O goleiro Carlos Lampe, foi mais poderoso do que os 3,6 mil metros da capital da Bolívia, ao segurar o ataque brasileiro, principalmente Neymar e garantir o empate em 0 a 0 no estádio Hernando Siles, pela 17.ª e penúltima rodada das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2018, que será na Rússia.

Foram seis confrontos diretos entre Lampe e Neymar, todos com supremacia do boliviano. Festejado pela torcida, o goleiro fez pelo menos 10 defesas importantes. Se a altitude foi minimizada com a logística da seleção, de viajar para La Paz horas antes do jogo e pareceu não incomodar, faltou capricho nas finalizações, para voltar da cidade com uma vitória pela primeira vez em 20 anos.

O segundo empate seguido do Brasil nas Eliminatórias, não atrapalha em nada a condição tranquila na tabela de classificação. A única frustração é ver escapar a chance de obter a melhor campanha da história da competição, obtida pela Argentina para o Mundial de 2002. A seleção precisava vencer os dois últimos confrontos para quebrar a marca.

 

Bem melhor - O temor com a altitude modificou o estilo de jogar do Brasil. O futebol de toques rápidos no ataque deu lugar à tranquilidade para tocar a bola e deixar o jogo mais lento. A equipe nitidamente queria poupar oxigênio, não se desgastar com o gramado seco e irregular. A postura foi mantida nos 20 minutos iniciais, até a equipe se sentir mais confiante e com espaços para atacar a Bolívia.

Quando o Brasil se soltou, as chances vieram a partir dos 23 minutos, momento da primeira finalização com Neymar. O chute iniciou o show de defesas de Lampe. Aplaudido pela torcida, o boliviano ainda defenderia duas finalizações. Uma frente a frente com o próprio Neymar e outra de Gabriel Jesus.

O desperdício de chances brasileiras chegaria ao cúmulo no fim do primeiro tempo. Neymar passou pelo goleiro e chutou duas vezes. Em ambas, o zagueiro Valverde tirou de cima da linha. A Bolívia respondeu. Bejarano chutou de fora da área e acertou o travessão.

Segundo tempo - O susto foi um recado prévio para o temido segundo tempo. O Brasil estaria mais cansado, mesmo após a sessão de oxigênio no vestiário. Ainda assim, continuou no comando da partida, com mais posse de bola e ataques perigosos. No primeiro chute a gol, só para variar, Lampe defendeu tentativa de Paulinho. A bola ainda bateu na trave.

Tranquilo em campo e sem sentir pressão, o Brasil administrou o ritmo de jogo no segundo tempo sem ser ameaçado na defesa. A Bolívia era fraca demais para levar perigo e se perdia sozinha nos lances ofensivos. Nem mesmo o estádio lotado, chegou a exercer tamanha pressão, pois muitos torcedores estavam mais ansiosos para aplaudir Neymar, do que contar com alguma vitória. Mas palmas de verdade, só para Lampe, autor de novas defesas.

Aos 37 minutos, Neymar cruzou na medida para Gabriel Jesus. O camisa cabeceou à queima-roupa de Lampe, que segurou mais uma.Os testes promovidos pelo técnico Tite na escalação tiveram poucas oportunidades para mostrar serviço. O zagueiro Thiago Silva se machucou e saiu ainda no primeiro tempo e o lateral-esquerdo Alex Sandro pouco apareceu no ataque.

O Brasil fecha sua participação nas Eliminatória diante do Chile na terça-feira, às 20h30, no Allianz Parque, em São Paulo. No mesmo dia e horário, a Bolívia visita ao Uruguai no Estádio Centenário, em Montevidéu.

BOLÍVIA 0 X 0 BRASIL - ELIMINATÓRIAS

 

Local:  Estádio Hernando Siles - La Paz (Bolívia) – Árbitro: Fernando Rapallini-ARG. AssistentesDiego Bonfá-ARG e Gabriel Chade-ARG. BOLÍVIA: Lampe;Gutiérrez, Valverde e Ráldes;Bejarano, Justiniano (Castro), Machado, Arce (Salcedo) e Morales; Marcelo Moreno e Fierro (Álvarez)Técnico: Diego Soria. BRASI: Alisson;Daniel Alves, Miranda, Thiago Silva (Marquinhos) e Alex Sandro; Casemiro, Philippe Coutinho (Willian), Paulinho (Fernandinho), Renato Augusto e Neymar; Gabriel Jesus. Técnico: Tite.