A BUSCA PELA TECNOLOGIA E QUE VENHA DE ONDE VIER

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Publicada em 08/10/2017 às 06:34:00

Não há sociedade livre da pobreza extrema sem o uso intensivo da tecnologia. E não é fácil gerar, produzir e disseminar tecnologias, no campo, nas indústrias, na preservação do meio ambiente, na área da defesa ,na educação, na saúde, na segurança pública. Tecnologia requer conhecimento, centros de pesquisas que a produza e a torne acessível.

Faz mais de meio século um economista sueco Gunnar Myrdal, começou a teorizar sobre as causas do subdesenvolvimento. Não foi pioneiro, aqui no Brasil e em outros países isso já era feito. Pioneiro mesmo foi o pernambucano Josué de Castro, que rompeu um dos tabus que se construíram para ocultar os efeitos do subdesenvolvimento. E tratou da fome, da fome epidêmica e universal, que assolava desde as palafitas dos mangues recifenses às favelas do Rio, São Paulo, na verdade, abrangia o Brasil inteiro , espalhava-se pela África, Ásia, era observada inclusive nas periferias de países desenvolvidos.

O sueco criou a expressão ¨causação circular¨, representando um elucidativo modelo geométrico das carências alinhadas e  movendo  engrenagens perversas do atraso ,  realimentando-se  como num círculo vicioso em que se  acumulavam mazelas, criando uma estrutura fechada e imutável. Seria então o subdesenvolvimento uma irremovível fatalidade?

 Myrdal, da mesma forma que Celso Furtado e tantos outros, não só recusaram o fatalismo da pobreza, como apontaram caminhos para a superação das barreiras do subdesenvolvimento. Em todos, perpassa a concordância quanto ao papel essencial do conhecimento. E em nossos dias o domínio da tecnologia é a urgência maior.

Esteve em Aracaju uma senhora brasileira de origem judaica Sheila  Golabek Sztutman, representante da Israel Trade endInvestment, que é diretamente ligada ao Ministério da Economia  daquele país. Israel é do tamanho de Sergipe, com mais da metade do seu território considerado árido, ou seja, desértico. O país carece de recursos naturais, quase não tem disponibilidade de água. Com avanços tecnológicos superou todas as dificuldades, tornou-se uma potencia científica, montou uma estrutura militar que permitiu ao ¨David ¨ sobreviver diante do ¨Golias¨ enorme e populoso, que o cerca por todos os lados. Deixando o aspecto político à margem, onde persistem erros cometidos por ambos os lados que há setenta anos se enfrentam, e também fazendo a ressalva de que sem os recursos da rica  comunidade  judaica convergindo para  a pátria comum que nunca tiveram, o ¨milagre¨ seria impossível,  é obvio então, admitir que a aproximação com Israel  representa para Sergipe uma excelente oportunidade, uma grande parceria.

Nos encontros entre a senhora Sheila e representantes da Secretaria do Desenvolvimento, da Sergiptec, Prefeitura de Aracaju, Secretaria da Agricultura,Secretaria do Meio Ambiente, DESO, CODISE, tratou –se de negócios, de parcerias possíveis entre Sergipe  e empresas israelenses.

Na área de recursos hídricos há uma gama imensa de coisas que podem ser feitas. No Ceará resultados da parceria com os israelenses já se fazem sentir. Foram mostradas tecnologias para dessalinização de água, inclusive com captação no mar, também para purificação imediata de águas altamente poluídas Equipamentos móveis  têm capacidade para captar e dessalinizar até 5 m³  por minuto. Ao nosso semiárido tudo isso poderá servir, e, mais ainda,   uma absorção da cultura israelense de valorização da água,  de tratá-la com o carinho que se dedica a um ser vivo, que, para eles,  tanto quanto para o nosso semiárido é absolutamente vital. Na área da tecnologia da informação, segurança pública, saúde, Israel tem muito a nos oferecer e ensinar. A representante de Israel deu uma informação sobre a qual poderíamos meditar. Explicando como funciona a engrenagem da invenção e aplicação de tecnologias, mostrou a relação umbilical entre a Universidade e os setores que produzem a riqueza nacional. Quase todos os estudos, as pesquisas realizadas, se voltam diretamente para a aplicação prática, visando avanços científicos que produzam lucros, e isso mantém as universidades dialogando com o escritório do Cientista- Chefe, que necessariamente deve ser um conhecedor do mundo de negócios.   Aliás ,   esse não é modelo único de Israel. Quase todos os países desenvolvidos o adotam.

Aqui ,seria difícil aplicá-lo porque  persiste em expressiva parte do mundo acadêmico um pegajoso ranço ideológico, que sairia a combater o atrelamento da universidade aos interesses do capitalismo. Ainda movida pelo sonho utópico de uma sociedade igualitária vivendo à sombra do estado provedor, uma elite do pensamento acadêmico estimula candidatos à Mestres ou Doutores, a produzirem dissertações ou teses, à luz do pensamento marxista.  Talvez, embotados pelo saudosismo do que já era, nem tenham olhos para enxergar a complexa, problemática, até apavorante pós-modernidade que se desenha à nossa frente, neste país onde,  em muitos aspectos , mal chegamos a uma desenxabida situação de pós-feudalismo.

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EM ITABAIANA, A HORA

E A VEZ DE BELIVALDO

 

 O radialista Edvanildo Santana, na rádio Princesa da Serra FM de Itabaiana, foi o primeiro comunicador a anunciar o pré-lançamento da candidatura de Belivaldo Chagas ao governo do estado. Isso ocorreu durante uma entrevista do governador Jackson Barreto que foi inaugurar a primeira etapa do sistema de esgotamento sanitário da cidade, uma obra da DESO na qual foram investidos 22 milhões de reais. O governador deu inicio também às obras da Central de Abastecimento, uma reivindicação quase antiga dos produtores rurais e comerciantes da região. No CEASA serão investidos 33 milhões de reais, recursos oriundos do PROINVEST.

Durante a inauguração, com a presença de políticos, entre eles o próprio Vice Governador Belivaldo e o presidente da Assembleia Luciano Bispo , o radialista insistiu numa definição de JB sobre o processo sucessório,  e então,  ele antecipou para este começo de outubro o anúncio que havia dito faria até o final do mês, ressalvando, porém, que a escolha definitiva deverá recair sobre os aliados.

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BELIVALDO, DA APOSENTADORIA

ÀCANDIDATURA JÁ  LANÇADA

 

Belivaldo se mantinha fechado em copas quando era perguntado sobre sua possível candidatura. Respondia apenas que o assunto cabia exclusivamente ao governador Jackson Barreto e aos aliados. Agora, com o anuncio já feito ele deverá sair do mutismo e botar a boca no trombone. Terá muito a falar, Nos últimos meses, já avisado por Jackson de que ele seria o candidato - JB já fizera antecipadas sondagens com o grupo - Belivaldo em meio ao azáfama constante de um Vice que ocupa a Secretaria da Casa Civil,  encontrou tempo para debruçar-se sobre projeções  do um Sergipe  futuro que se deseja. Conhecendo os problemas e as agruras do dia a dia dessa crise arrastada, Belivaldo acompanhou as ações de Jackson buscando encontrar não só lenitivos, como também garantias para o transito pelo futuro. Esse trânsito parece agora atenuado com uma solução parcial do problema previdenciário, e os recursos que começarão a entrar provenientes do sistema PETROBRAS, depois do que fizeram o Secretário Josué Passos e o diretor da SERGÁS o ex-prefeito de Aracaju Welington Paixão, seguindo um caminho possível, que o  ex- Secretário da Fazenda não teve  visão para identificar, embora alguns tenham a ele levado as pistas. O fato é que o cinzento que parecia nos comprometer por muitos anos vai sendo dissipado, e Belivaldo terá mais chão firme para planejar um agressivo processo de modernização, que imagina com seus assessores para Sergipe.

No decorrer da semana Belivaldo foi intensamente bombardeado por ter pedido aposentadoria no cargo de Defensor Público. Ele tinha direito a isso, por ser na Defensoria o seu emprego fixo. Durante os mandatos que exerceu, afastou-se como manda a lei, mas o tempo de serviço conta, porque trabalhava da mesma forma no serviço público. Isso é comum e perfeitamente legal. Não haverá acumulo de aposentadoria nem de salários. Ao ser eleito Vice Governador, Belivaldo fez opção pelo salário de Defensor, que é maior, e isso é o que recebe. Poderá ter outra aposentadoria como deputado estadual em 4 mandatos que será proporcional ao tempo. O Fundo de Aposentadoria da Assembleia de Sergipe, tanto como das outras Assembleias, da Câmara Federal e do Senado, baseiam-se na suposição de que os descontos efetuados pelos parlamentares são suficientes para financiar as aposentadorias. Esse é um aspecto contestado, e este, sim, poderia merecer uma discussão mais ampla. Quanto a questão da aposentadoria de Belivaldo como Defensor Público, só houve esse barulho todo porque estamos vivendo há muito tempo um clima de campanha eleitoral

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A VIVO EM PANE PERMANENTE

Na contramão dos apregoados sucessos alcançados a partir da privatização, que efetivamente aconteceram, porque deixamos de ter um sistema obsoleto que tornava objeto raro e caríssimo um simplório telefone fixo, surge o gigantesco rombo da OI, algo evidentemente escuso, e tratado até agora com leniência comparável à demonstrada pelas agencias reguladoras, omissas ou coniventes com o desmando que desviou bilhões para privilegiados bolsos. A conta ficou agora para ser paga pela sociedade.

Falhas no sistema da telefonia podem eventualmente ocorrer, temos hoje mais celulares do que habitantes, coisa inusitada, mas um colapso como este que há meses acontece, afetando os usuários da VIVO, é demonstração de absoluto descaso ou incompetência da tele que lucra bilhões e serve muito mal, ou cada vez pior.

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DE JEAN WYLLIS PASSANDO POR

BOLSONARO E O CORPUS CHRISTI

 

Jean Wyllis é um deputado federal eleito da mesma forma democrática como o deputado Bolsonaro. Ambos, representam parcelas diversas da sociedade que poderão ser até antagônicas. É para isso que existem os Parlamentos, as células vivas e pulsantes da sociedade pluralista e heterogênea, onde mais se caracteriza aquele arco ideológico que percorre a direita, o centro e a esquerda.  Todos os parlamentares, desde que obedeçam à lei, não firam dispositivos éticos inclusos no regimento, têm iguais direitos e idênticos deveres.

Bolsonaro disse no plenário da Câmara que a deputada Maria do Rosário nem merecia ser estuprada, porque é uma mulher muito feia.

Assim dirigiu-se, o mesmo Bolsonaro, ao colega deputado Jean Willis, no dia em que se votava o impeachment da presidente Dilma: ¨Vá viado, vá votar na sapatona ¨.

Até hoje nada aconteceu ao ex-capitão que se tornou político e agora quer ser presidente da República.

Em relação ao deputado Willis, já pedem até a sua cassação porque teria defendido a pedofilia. Mas, pelo que se lê, o deputado teria feito uma constatação com fundamentos antropológicos, de que em algumas sociedades a pedofilia era ou é habitual, e esse hábito, para nós evidentemente criminoso, é tolerado entre comunidades árabes, entre os próprios índios brasileiros ,e em alguns países com cultura diferente da nossa. Se não houve apologia à nefanda pedofilia e aos delinquentes pedófilos , então, não houve crime a ser punido.

E entra agora em cena uma questão ainda mais polêmica, que é o filme Corpus Christi, dirigido por Willys e encenado por gays, um deles fazendo o papel de Jesus.

Se faz um barulho enorme, pessoas se dizem indignadas e querem proibir a exibição do filme, até sob o argumento  de que haveria um desrespeito e uma ofensa a Jesus.

Por acaso a preferência sexual marcaria um ser humano com o sinete inquisitorial da iniquidade, tornando-o indigno de representar o personagem Jesus?

Por acaso o gay não seria para os cristãos uma criatura de Deus, do Pai de Jesus , aquele  suave pregador da paz, da tolerância, do respeito mútuo entre irmãos?

No ¨deepsouth¨ o sul profundo dos Estados Unidos,  onde medra com abundancia a erva daninha do preconceito , da intolerância, já houve o caso do trucidamento de um negro, porque ele ¨ousou¨   numa encenação  dentro de uma igreja fazer o papel de Jesus .

Até onde pode ir essa coisa abominável que é o preconceito?

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LAERCIO PERDEU E NÃO GOSTOU

 

Laércio Oliveira é um parlamentar eficiente. Tem espírito público, visão modernizadora, mas talvez lhe falte alguma experiência na forma de conviver no mundo político, que é bem diversa daquela com a qual acostumou-se no mundo empresarial. Não que uma seja mais virtuosa do que outra, apenas, certas sutilezas que devem ser percebidas.  Após o rompimento com os Valadares, pai senador e filho deputado, com Jackson, Valadares pai permaneceu na coordenação da bancada federal, cargo que ocupava há muito tempo. Afastado depois pela maioria, entendeu que a escolha deveria caber apenas aos três senadores, e foi permanecendo. Apareceu Laércio como solução apresentada pelos deputados, mas a bancada foi ficando mesmo sem coordenador, diante da resistência oposta pelo inconformado Valadares. Na última semana o impasse foi resolvido, e por trás dele esteve a manobra esperta do senador, só para destituir Laércio.  Surgiu o deputado Joni Marcos como novo coordenador. Na primeira reunião para que se discutissem emendas parlamentares com o governador Jackson Barreto, Laércio não compareceu, e o mesmo fizeram os Valadares que ficaram caladinhos, enquanto Laércio vocalizava o descontentamento. O senador Amorim não foi, mas mandou representante que concordou com tudo. A senadora Maria do Carmo compareceu. Presentes ainda o líder do governo no Congresso André Moura., e mais os deputados Fábio Mitidieri, Fábio Reis, João Daniel, Adelson Barreto e Joni Marcos. A reunião segundo JB foi produtiva, e bem sucedido também o esforço que ele fez pelo entendimento. Desse clima surgirá uma emenda impositiva da bancada com recursos destinados à saúde. Todos os deputados e senadores ficaram com um documento entregue pelo Secretário do Planejamento Rosnan Pereira onde estão sugestões para 53 setores que podem ser beneficiados com emendas de cada parlamentar.

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O AEROCLUBE DE SERGIPE

OU ESCOLA DE AVIAÇÃO

 

Há meses, talvez mais de dois anos, o Aeroclube de Sergipe está com suas atividades paralisadas. Com a decisão do governo de vender a área agora urbana ao lado da Avenida Maranhão, houve uma disputa judicial que terminou com sentença favorável ao Governo.

O Aeroclube tem dois aviões Aeroboerode fabricação argentina para o treinamento básico. A licença para funcionamento foi cassada, depois restabelecida, mas não há mais o aeródromo para pousos e decolagens. O governo pretendia vender a área, mas as ofertas nessa época de crise seriam abaixo do valor pretendido. Quando alterou a estrutura previdenciária o governo recebeu recursos de um dos fundos, dando como troca um grande patrimônio imobiliário onde estava incluída a área do Aeroclube.  Pessoas atraídas pela aviação, vários deles pilotos, alguns muito experientes, não se conformam com o encerramento de uma escola de aviação que funciona em Aracaju desde 1938, e cujos pilotos foram os primeiros brasileiros que participaram de ações na Segunda Guerra, quando, em agosto de 1942, voaram sobre o oceano para localizar os restos dos cinco navios torpedeados ao largo das praias entre Sergipe e Bahia, e participaram das ações de resgate e patrulha. Formaram um grupo que quer reativar o Aeroclube, e deseja dialogar com o governo na tentativa de encontrar uma área na Grande Aracaju que seja propícia para a instalação do novo aeródromo, onde o Aeroclube, a escola de aviação, poderia retomar suas atividades.

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O INSTITUTO BANESE E A

FILARMONICA DE ITABAIANA

 

 Itabaiana conseguiu formar uma orquestra, a Filarmônica, que se firmou pela qualidade,  tornou-se nome referenciado pelos cultores da boa música. Conhecendo-se as condições que prevalecem, onde se multiplicam as carências, as necessidades imediatas, uma orquestra Filarmônica poderia parecer um exagerado sonho para uma cidade do interior sergipano. Mas a Filarmônica superou obstáculos, venceu, ganhou admiradores, e uma base de sustentação. Nessa crise as coisas se tornaram mais difíceis, mas, nessa sexta- feira um convênio assinado com o Instituto BANESE, dará mais tranquilidade aos esforçados lutadores pela sobrevivência da orquestra.

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BRASIL, QUASE UMA BANANA`S REPUBLIC

 

Banana’s republic, assim ficaram conhecidos aqueles países pequenos,as ¨republiquetas ¨  produtoras de bananas. Quase todas estavam situadas na América Central, e nelas havia ditadores, cada um mais ladrão do que o outro,sempre apoiados pela United Fruit, uma multinacional  norte americana. Algumas vezes, para defender os interesses da poderosa corporação, os marines americanos colocados  à  serviço dela desembarcaram com seu aparato guerreiro  e instalaram ou  substituíram ditadores. A ¨meritocracia¨ da escolha baseava-se unicamente na presteza servil que  demonstrassem diante da United Fruit  os ¨candidatos ¨ ao posto de tiranetes fascinados pelo dólar.

Esse era o tempo da diplomacia do ¨Big Stick ¨ ou do porrete, inaugurada no começo do século passado pelo presidente Theodore Roosevelt.  Theodore tinha um perfil contraditório. Ordenou o avanço dos ¨marines¨ sobre banana`srepublics¨ para nelas instalar ou destituir ditadores submissos  à United Fruit, enquanto propunha rigorosas leis internas de controle dos trusts, repetindo: ¨A propriedade deve ser serva e não senhora da comunidade . Os cidadãos dos Estados Unidos devem controlar efetivamente as forças comerciais poderosas que eles criaram¨. Era caçador, e também ambientalista, criou dezenas de parques nacionais nos Estados Unidos, totalizando mais de 200 mil acres de terras. Andou fazendo expedições pelo Brasil, percorreu áreas ainda intocadas da Amazônia, cruzou o pantanal mato-grossense fuzilando onças pintadas, e a um rio que descobriu depois, deram-lhe o seu nome.

Mais de 20 anos depois do segundo mandato de Theodore Roosevelt, um outro Roosevelt, Franklin Roosevelt, que não era seu parente, assumiu a presidência no período terrível da Grande Depressão. Enquanto Theodore ficou conhecido muito mais como ¨homem do porrete¨, Franklin levou ao mundo a esperança de uma quase ressurreição das cinzas com o ¨New Deal¨, o pacto inteligente para vencer a crise econômica  mundial com investimentos e confiança. No final da segunda guerra da qual Roosevelt emergiu como decisivo comandante, os Estados Unidos já eram a maior potencia mundial.

Nas ¨banana`s republics¨ já não mais existem ditadores, nelas teriam sido instalados regimes democráticos. Mas a pobreza continua, a submissão ao grande vizinho do norte é a regra com raras exceções, e suas elites permanecem apegadas aos cofres públicos com o mesmo fervor de sempre.

Classificar um país como¨banana’s republic ¨ não deixa de ser um insulto. Um insulto, porque o termo carrega com ele significados diversos,  todos sem duvidas depreciativos, sobre  ma fatalidade histórica, ou até geográfica da qual as republiquetas não puderam escapar.

 O que acontece naqueles países, por vezes repete-se em outros, mais acentuadamente no que se refere  às mazelas políticas e sociais que parecem transformar grandes democracias em republiquetas.

Infelizmente, é isso que está a acontecer agora mais uma vez no Brasil. Temos sofrido ao longo da nossa história aqueles abalos que nos fazem resvalar do modelo esperançoso de grande potencia emergente, para a deplorável situação de republiqueta.

Só mesmo numa republiqueta poderiam acontecer os fatos que agora tanto nos envergonham, e revoltam.

Talvez nem mesmo naqueles países que classificamos como republiquetas, um presidente permanecesse no poder sendo  acusado de liderar uma organização criminosa, de ter ministros que junto com ele estão sendo denunciados por peculato, de ter ex- ministros presos pela mesmo crime; ex-assessores presos por  carregarem malas de dinheiro, outro por esconder num apartamento 51 milhões de reais. Um presidente que tem apoio apenas de 3 % da população, que foi gravado num diálogo mafioso com um empresário corrupto e corruptor. Um presidente que está destruindo a harmonia entre os poderes, que não se defende com argumentos concretos para demonstrar inocência e agride a Procuradoria da República, o Supremo Tribunal e a Policia Federal dizendo, num vídeo postado na rede social: ¨Precisamos lidar com mais uma denuncia inepta e sem sentido proposta por uma associação criminosa que quis parar o país¨. Contra esse presidente que não tem a coragem moral, a dignidade de afastar-se do cargo, para, sem o uso da máquina estatal fazer a sua defesa, contra ele já se manifestam generais, alguns  na ativa e  exercendo comandos, o que projeta para o país um cenário de quebra da hierarquia nos quarteis, porque a farda não contem mais a indignação do cidadão que a enverga.  Além da denúncia que já tramita na Câmara, e que deputados devidamente ¨amansados¨ irão derrubar, o presidente que afronta as instituições terá de depor na Polícia Federal, numa investigação pedida inicialmente pelo ex- Procurador Geral Rodrigo Janot, confirmada pela nova Procuradora Raquel Dodge, a mesma que Temer nomeou desconsiderando a prioridade sempre obedecida na classificação dos nomes apresentados pelo MPF. Ele esperava que a procuradora Raquel Dodge lhe favorecesse. Deve estar agora decepcionado, vendo que a nova Procuradora também integra a ¨organização criminosa que quer parar o país¨.

Só mesmo numa republiqueta tais aberrações acontecem, sem que o povo saia da inação comodista e encha as ruas para exigir, do presidente que demonstre um mínimo de responsabilidade e honra, e renuncie ao cargo que  deslustra   e enlameia.

Alguém já teria imaginado, um dia, o presidente do Brasil, na plenitude do regime democrático, no exercício constitucional do seu cargo, depondo à Policia Federal, acusado de roubo?

Mas acontece agora porque o presidente se revela indigno até para comandar seus subordinados.