Sergipano acusado por pistolagem é preso no Pará

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Publicada em 10/10/2017 às 06:27:00

O sergipano José Edileno Alves dos Santos, acusado de integrar uma quadrilha envolvida em crimes de pistolagem, foi preso na última quinta-feira em Anapu(PA), durante uma ação conjunta que envolveu 15 homens do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope) e da Polícia Civil do Pará. José Edileno estava com preventiva decretada pelo juízo da Comarca de Poço Redondo, onde é suspeito de envolvimento na execução de um ex-vereador. O imóvel onde o acusado estava foi cercado e ele não esboçou reação. As investigações contaram com o apoio do Divisão de Inteligência do Planejamento Policial (Dipol).

O grupo criminoso, que também tem atuação na Bahia e em Pernambuco, vinha sendo investigado há oito meses pelo diretor do Cope, delegado Dernival Elói Tenório. No final do mês passado, em uma operação conjunta das polícias de Sergipe e da Bahia na região de Pedro Alexandre (BA) foram presos Cleciano Vieira Santos, o "Gordo", 34, Adomarcos Silva Souza, o "Donga", 37, e Adagilson Nunes de Jesus, 48. Outro investigado, Uilson Gonçalves de Souza, que estava armado com fuzil e escopeta calibre 12, reagiu a prisão e no confronto acabou baleado e morrendo depois de receber atendimento médico na unidade de saúde de Carira.

A sequência das investigações ficou por conta da equipe do delegado Hugo Leonardo Melo, do Cope. Nos levantamentos realizados nos últimos 15 dias, os policiais descobriram que Edileno estaria residindo na cidade paraense de Anapu, onde pretendia fixar residência e teria adquirido um imóvel no valor de R$ 170 mil. Diante da situação, uma equipe do Cope se deslocou até o Pará.

"O auxílio dos policiais paraenses teve primordial importância para que conseguíssemos localizar a residência em que José Edileno estava escondido e assim conseguir prendê-lo", ressaltou o delegado. Ele acrescenta que há indícios do envolvimento do acusado no assassinato do presidente da Câmara de Carira,Jailton do Preá, mas que essas informações sóserão comprovadas após o seu interrogatório. No Pará, o Cope teve o apoio das equipes da Superintendência Regional do Xingu e das delegacias de Altamira e Anapu. (da SSP)