Trabalhadores da FHS pedem apoio para que não sejam demitidos

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Servidores da FHS acompanham a sessão da Assembleia Legislativa. Foto: Divulgação
Servidores da FHS acompanham a sessão da Assembleia Legislativa. Foto: Divulgação

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Publicada em 11/10/2017 às 05:53:00

Os servidores da saúde da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), ligados ao Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), realizaram uma paralisação de 24 horas nesta terça-feira (10) e uma manifestação na frente do prédio da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Depois, fizeram uma caminhada até a Assembleia Legislativa de Sergipe para entregar uma carta aberta aos deputados e pedir o apoio para a não extinção da fundação ou para que impeçam uma possível demissão dos mais de 8 mil servidores, caso a FHS seja extinta.

O presidente do Sintasa, Augusto Couto, explica que a paralisação desta terça-feira faz parte da lista de estratégias montadas pelo sindicato para impedir que os servidores percam seus empregos. O primeiro meio é o político. O segundo, caso seja necessário, será o jurídico. Daí o motivo pelo qual foi entregue uma carta aberta aos deputados, mostrando o histórico da FHS e toda situação que a fundação se encontra neste momento a fim de que os deputados analisem tudo e possam criar mecanismos na Casa Legislativa para que os trabalhadores tenham a garantia de seus empregos.

“Temos ouvido muitas histórias sobre a possibilidade da fundação ser extinta. Então, conversamos com muitos deputados e todos foram unânimes em apoiar a causa dos trabalhadores. Até mesmo o líder do governo da Alese, Francisco Gualberto, disse não acreditar que a fundação acabe, mas se acabar não tinha chance de os trabalhadores ficarem sem emprego. Então, estamos otimistas com tudo isto”, disse Augusto Couto, presidente do Sintasa.

No encerramento do ato público e ações na Alese, os trabalhadores se reuniram em assembleia e deliberaram a realização de outra paralisação de 24 horas no dia 27 de novembro, dia da audiência na Justiça Federal que poderá definir o futuro da FHS, com o juiz Edmilson Pimenta e o procurador da República, Ramiro Rockenbach. Neste dia, haverá uma ação de solidariedade promovida pelo Sintasa e os trabalhadores com a doação de sangue no Hemose, a partir das 7 horas.

 

Durante a sessão plenária da Assembleia, muitos deputados aproveitaram seus pronunciamentos para garantir seu apoio aos servidores, como o deputado estadual, Gilmar Carvalho. “Esta Casa tem o dever e a obrigação de zelar e proteger o emprego de cada um dos servidores da FHS. A obrigação não é por uma convicção, mas porque a fundação foi criada porque os deputados quiseram que ela fosse criada”, disse o parlamentar.

Outro aspecto importante a ser citado é que na época da aprovação da lei os deputados conseguiram incluir no texto a estabilidade dos servidores celetistas. “Exigimos do então secretário Rogério Carvalho que no projeto deveria constar, no item da estabilidade, o mesmo conteúdo para os celetistas e os estatutários. Está na lei. Mesmo celetista, esse trabalhador só pode ser demitido conforme a legislação federal”, informou. “Não encontro uma razão para a insegurança dos servidores em relação à continuidade deles no Estado, mesmo que as fundações possam vir a ser extintas”.