Polícia abre inquérito sobre suposta tortura a Sukita

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Publicada em 11/10/2017 às 06:05:00

A Polícia Civil confirmou ontem que vai instaurar um inquérito policial para apurar as acusações feitas pelo ex-prefeito de Capela, Manoel Messias Sukita, que alegou ter sido torturado enquanto esteve preso no Complexo Penitenciário Advogado Jacinto Filho (Compajaf), em junho de 2014. Sukita deu uma entrevista nesta segunda-feira à rádio Fan FM e acusou agentes do presídio de o deixarem isolado por 37 dias, sem ver a luz do sol, e de restringirem o acesso do preso ao fornecimento de água.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a determinação para instauração do inquérito policial partiu da delegada-geral da Polícia Civil, Katarina Feitoza, após Sukita afirmar em entrevista que a tortura aconteceu e até o momento nada foi investigado. As investigações serão conduzidas pelo titular da 9ª Delegacia Metropolitana, delegado Gilberto Guimarães, unidade responsável pela região do Santa Maria, onde está instalado o Compajaf. Sukita esteve preso lá por 40 dias, até ser solto por uma liminar da 9ª Vara Federal de Sergipe.

A prisão do ex-prefeito foi um desdobramento da ‘Operação Pop’, deflagrada na época pelas polícias Civil e Federal. Sukita foi investigado por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos estaduais e federais, descobertos durante sua gestão como prefeito de Capela, entre 2004 e 2012. A atual prefeita Silvany Sukita (Podemos), esposa do ex-prefeito, também foi presa na ocasião e investigada pelas mesmas denúncias, que na época apontou um prejuízo de R$ 6 milhões ao município. Sukita e a esposa negam as acusações.