Nem tudo são flores

Compartilhar:
Imprimir Aumentar Texto Diminuir Texto

Clique nas imagens para ampliar

Publicada em 11/10/2017 às 06:11:00

No sábado passado, em reunião na casa do deputado estadual Luiz Mitidieri (PSD), o governador Jackson Barreto (PMDB) conseguiu a unidade dos aliados em torno do nome do vice-governador Belivaldo Chagas (PMDB) para o Governo do Estado em 2018. O que deixou JB feliz foi o fato do nome de Belivaldo não ter sido colocado por ele, mas pelo seu agrupamento político numa demonstração de que nada foi imposto de cima para baixo.

Jackson também ficou satisfeito com as declarações do prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) em apoio a Belivaldo Chagas, no momento em que é grande as especulações políticas em torno da proximidade de Edvaldo com o deputado federal André Moura (PSC), líder do governo no Congresso e com pretensões políticas de disputar o governo em 2018.

Na reunião, quando se esperava cobrança de aliados pelo afastamento no final do ano de secretários com pretensões de disputar cargos eletivos em 2018, tudo ocorreu com a maior tranquilidade e harmonia. Esse assunto acabou não sendo tocado.

JB também ficou satisfeito com a presença do deputado federal Laércio Oliveira (SD) na reunião e a declaração do seu apoio a Edvaldo. Foi uma demonstração de que foi superado o problema da escolha do novo coordenador da bancada federal, com a opção pelo nome do deputado Jony Marcos (PRB).

A alegria do governador deve ter acabado na segunda-feira quando o aliado, o ex-prefeito Manoel Sukita, soltou o verbo mediante a ameaça real de perder o comando do Podemos em Sergipe para o secretário Zezinho Sobral (Inclusão Social), pré-candidato a deputado estadual no ano que vem. Bem ao seu estilo, Sukita soltou cobras e lagartos sobre o auxiliar do governo e o próprio JB.

Responsabilizando o governador de estar por trás da ida de Zezinho para o Podemos, Sukita chegou a declarar que se Jackson fosse candidato ao Senado trabalharia contra ele. Só amenizou o tom da raiva quando JB declarou publicamente, inclusive à coluna, que não tinha nada a ver com a questão do Podemos, mas a ira sobre o secretário e a vontade de ir para a oposição ao governo permanecem no caso de se concretizar a perda do comando da nova legenda.

Como se não bastasse Sukita, o ex-deputado federal Mendonça Prado - insatisfeito com o fato de não ter sido reconduzido a presidência da Emsurb  após decisão judicial e o tratamento dispensado pelo prefeito Edvaldo Nogueira - agora é oposição e pode ser candidato a governador pelo PPS em 2018.

Mendonça, ex-aliado do ex-governador João Alves Filho (DEM), foi muito importante na eleição de 2014 de Jackson Barreto e na de 2016 de Edvaldo Nogueira, pelos seus depoimentos de que rompeu com o ex-sogro João Alves por não aceitar aliança com os irmãos Amorim. Mostrou coerência e sensatez.

Essas duas pedras no sapato de Jackson, provocada por aliados, vão incomodar muito durante o processo eleitoral. Ainda mais porque no caso de Sukita, aliados prestaram solidariedade a ele e o convidaram para filiação, a exemplo do PT e PSD.

.............................................................................................................

 

Mendonça na oposição 1

Ontem, pelas redes sociais, o ex-deputado federal Mendonça Prado disse que aceitou o convite do PPS para concorrer ao governo do Estado por acreditar nos seus conterrâneos e saber que todos desejam novas alternativas para Sergipe. “Agradeço a confiança dos integrantes do PPS, especialmente do presidente Clóvis Silveira. Vamos trabalhar com coragem, força e fé”.

 

Mendonça na oposição 2

O ex-deputado já tem um apoiador: o sargento Edgard. “Meu total apoio a candidatura de Mendonça Prado ao Governo do Estado, político que ao longo de sua carreira se mostrou muito coerente”, afirmou pelas redes sociais.

 

A novela Podemos 1

Em conversa ontem com a coluna, o secretário Zezinho Sobral (Inclusão Social) disse que não faz sentido algum a acusação de que está querendo tomar o comando do Podemos de Sukita. “Quem me ligou foi Álvaro Dias. Não conversa que tive com ele em seu gabinete, em Brasília, falou que o Podemos estava com novas propostas e mudando os diretórios regionais. Falou que tinha boas referências minhas sobre gestão e experiência política, e perguntou se topava ir para o partido. A questão do Podemos vem de lá e não daqui. Não existe essa de querer tirar ninguém do partido”, afirmou.

 

A novela Podemos 2

Segundo Zezinho, o Álvaro Dias falou dos projetos do novo partido e da pretensão de candidatura a presidente da República, com ele indo para a disputa. E que dentro desse contexto a legenda estaria mudando em todos os Estados, que isso era um procedimento normal por ser um novo partido, com nova prática e novo modelo partidário.

 

A novela Podemos 3

Do secretário, sobre as acusações de Sukita: “Ele foi muito ofensivo. Não quero polemizar. Vou deixar por conta de quem tem autoridade para se pronunciar sobre o Podemos. Foi o senador Álvaro Dias quem me convidou. Fico agradecido e honrado. Agora vamos aguardar a posição do partido, se vai colocar em prática as mudanças dos diretórios estaduais”.

 

Só no ano que vem

Em janeiro o agrupamento político do governador Jackson Barreto (PMDB) volta a se reunir para avaliar o desempenho do pré-candidato a governador do bloco, o vice-governador Belivaldo Chagas (PMDB). Os partidos aliados ficaram de convidar Belivaldo para as suas agendas políticas e declarar apoio da legenda a sua pré-candidatura ao governo, de modo a ir propagando seu nome.

 

Deixa a secretaria

Belivaldo já decidiu que no final deste ano deixa a Casa Civil para ter mais tempo para circular o Estado e, consequentemente, trabalhar sua pré-candidatura ao governo. Essa é uma reivindicação antiga do deputado federal Fábio Reis (PMDB). 

 

Confiante

O deputado estadual Robson Viana (PEN) acha janeiro um tempo muito curto para uma avaliação do desempenho de Belivaldo. Acredita que o seu nome vai emplacar e que se o grupo tiver “consciência e responsabilidade” de se manter unido terá grande chance de ganhar o governo em 2018, mesmo com as dificuldades do governo.

 

Na Alese 1

Apreensivos com a possibilidade de extinção da Fundação Hospitalar de Saúde ainda este ano, os servidores da FHS ocuparam na manhã de ontem as galerias da Assembleia Legislativa em busca de apoio dos deputados. Na oportunidade, o Sintasa entregou um documento aos deputados solicitando a criação de um decreto proporcionando garantia em caso de extinção.

 

Na Alese 2

Deputados da situação e oposição declararam apoio aos servidores das fundações, que paralisaram ontem suas atividades por 24 horas. O deputado estadual Francisco Gualberto (PT), líder do governo, tranquilizou os celetistas das fundações de saúde dizendo que mesmo que as fundações sejam extintas o serviço continuará sendo do Estado, com a execução passando para a Secretaria de Saúde. Externaram apoio ainda os deputados Luiz Garibalde (PMDB), Goretti Reis (PMDB), Augusto Bezerra (PHS) e Maria Mendonça (PP).

 

Ponto de vista 1

O ex-presidente nacional da OAB, o sergipano Cezar Britto, disse a coluna Esplanada que o país vive a crise “mais delicada” de sua história ao defender o pedido de impeachment do presidente Michel Temer apresentado pela entidade em agosto. Criticou as reformas e a venda de estatais empreendidas pelo governo do peemedebista. “É preciso dar um basta”, chegou a declarar.

 

Ponto de vista 2

Cezar Britto avaliou que o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, exagerou demais na saída do cargo: “segurou processos e exagerou perdendo a credibilidade que teria se tivesse agido com mais calma, sem muito açodamento”.

 

Ponto de vista 3

O ex-presidente da OAB afirmou esperar que a sucessora de Janot, Raquel Dodge, “reconheça a importância da defesa das pessoas e acabe com essa lógica que todo mundo é culpado até que se prove o contrário”.

 

Expectativa

A grande expectativa hoje é com o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade que pede que o tribunal considere a possibilidade de o Congresso rever, em até 24 horas, qualquer medida cautelar diversa da prisão imposta a deputados e senadores, como suspensão do mandato e recolhimento domiciliar. O julgamento pode resolver o impasse sobre a situação do senador Aécio Neves, afastado do mandato por decisão da Primeira Turma. O relator é o ministro Luiz Edson Fachin.

 

Veja essa...

De acordo com levantamento do site Poder 360 o governo de Michel Temer empenhou R$ 1 bilhão em emendas parlamentares em setembro para deputados que julgarão a admissibilidade da segunda denúncia contra Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral).  Ressalta o site, que o repasse só não é maior do que o que foi feito em junho (R$ 2 bilhões) e julho (R$ 2,2 bilhões), quando a Câmara analisou a primeira denúncia contra Temer.

 

CURTAS

 

O secretário Zezinho Sobral está em Brasília desde ontem. Hoje tem audiência em dois ministérios.

 

O senador Eduardo Amorim (PSDB) apresentou ontem emenda de R$ 150 milhões, ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2018, para a realização de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para agropecuária da Embrapa, na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA).

 

Segundo o senador tucano, a proposta tem por objetivo alavancar o desenvolvimento agrícola do País, melhorando os índices de produtividade no campo.

 

A Feira de Sergipe voltará a ser realizada em 2018, no período de 16 a 28 de janeiro, das 17h às 23h, na Praça de Eventos da Orla de Atalaia.

 

A proposta do Sebrae na feira é  divulgar a cultura sergipana, com destaque para os grupos folclóricos e os artistas da terra, além de criar um ambiente favorável para os empreendedores do segmento de artesanato realizarem negócios e prospectarem mercado.   

 

 

FOTO LEGENDA

 

Ontem, em Brasília, o deputado estadual Robson Viana (PEN) participou de uma reunião com a senadora Maria do Carmo Alves (DEM) visando  confirmar o andamento das emendas parlamentares destinadas a 13 municípios sergipanos. Elas foram propostas no final de agosto, quando Robson levou 11 prefeitos e dois representantes de prefeituras ao gabinete da senadora, onde puderam apresentar as demandas das suas cidades.

“Estive no gabinete da senadora, levando onze prefeitos e mais dois secretários representando seus municípios. Cada um deles apresentou uma demanda, ou seja, foram trezes emendas, e a senadora confirmou que está tudo ok. Foi um compromisso firmado com os prefeitos e está sendo concretizado. Todas as emendas vão ser mantidas pela senadora, a pedido do deputado Robson Viana”, explicou o próprio Robson.