Governo nega demissões de funcionários da FHS

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Publicada em 12/10/2017 às 00:18:00

Em resposta a paralisação de 24 horas promovida por servidores da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), o Governo do Estado de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), informou que nenhum profissional será demitido em virtude de uma breve, e possível, extinção do órgão que auxilia nas funções administrativas do Sistema Único de Saúde (SUS) nos 75 municípios sergipanos. Conforme destacado na edição de ontem do Jornal do Dia, a direção do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) teme que o fim da FHS acarrete em demissão em massa. Atualmente 800 profissionais atuam no Estado através da fundação.

Na perspectiva de minimizar as preocupações por parte de um grupo de funcionários, por meio de nota o poder executivo estadual informou que: "a decisão de não demissão já foi comunicada aos servidores e a seus dirigentes sindicais, por diversas vezes, pela própria secretaria de Estado da Saúde, e também aos senhores deputados estaduais, quando o secretário de Saúde esteve na Assembleia Legislativa. Não há, portanto, havendo, razão para preocupação desses servidores e dos dirigentes sindicais, inclusive por entender a importância de cada um no atendimento ao público no sistema de saúde estadual".

Apesar das garantias publicitadas em caráter imediato, os profissionais da saúde seguem pleiteando o apoio da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). Segundo avaliação dos sindicalistas, é preciso que todos os deputados estaduais e órgãos públicos de proteção ao trabalhador permaneçam fiscalizando os trâmites do governo a fim de evitar que as atuais promessas sejam modificavas em um futuro próximo. Sobre o fim da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) o governo declarou que este assunto tem sido debatido por intermédio de Processo Judicial em tramitação na Justiça Federal, requerido pelo Ministério Público Federal.

Para o presidente do Sintasa, Augusto Couto, o apoio dos parlamentares estaduais é essencial para a manutenção funcional da classe trabalhadora. "Temos ouvido muitas histórias sobre a possibilidade da fundação ser extinta. Então, conversamos com muitos deputados e todos foram unânimes em apoiar a causa dos trabalhadores. Até mesmo o líder do governo da Alese, Francisco Gualberto, disse não acreditar que a fundação acabe, mas se acabar não tinha chance de os trabalhadores ficarem sem emprego. Então, estamos otimistas com tudo isto", declarou. (Milton Alves Júnior)