ENTRE O POLÍTICO LADRÃO E O GENERAL FALASTRÃO

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Publicada em 15/10/2017 às 00:16:00

Há nesses instantes assustadores que vivemos duas coisas perniciosas: uma, é o político ladrão no Poder e utilizando-o para construir a sua própria impunidade; outra, é general falastrão querendo ¨salvar a pátria¨, fazendo-se ditador. O político ladrão a gente sabe quando ele sai. Todos que vierem ungidos pelo nosso voto, igualmente, terão mandato com data certa para assumir, e data certa para encerrar.

Já o ¨salvador da pátria¨ anunciará à Nação que se fez  supremo manda-chuva, mas não dirá o dia exato em que deixará de sê-lo.

Contra o político ladrão com datas para entrar e sair do poder, mesmo numa agônica democracia, é possível organizar protestos, mostrar faixas na rua exigindo que ele saia, ou que ele seja preso, é possível, inclusive ,chamá-lo assim, sem subterfúgios ou medo e claramente: ladrão. Se houve erro na escolha do desonesto, esse equívoco é compartilhado pela maioria que nele votou.

Sobre Michel Temer se poderá afirmar de forma privada ou em público que ele é o líder de uma organização criminosa, já o general que por desventura nossa, e presunção dele, se faça salvador da pátria erguido na ponta de baionetas, logo encontrará uma velha e antiga denominação, para os seus adversários ou simples dissidentes: serão todos subversivos. E contra subversivos já sabemos bem como agem os mecanismos autoritários que chegam a capturar o próprio Estado.

Nesse avacalhado regime no qual impera uma organização criminosa é possível lançar contra eles até ovos podres, sem risco de ser ¨suicidado¨ num cubículo, como aconteceu com Vladimir Herzog, um jornalista honrado e ético, cujo único crime foi o de não bater palmas para a ditadura. Neste regime comandado por uma Confraria do Peculato ,são imprescindíveis os Rocha Loures, os Geddeis, carregando malas ou escondendo milhões de reais; num regime, tenha lá o nome que tiver, comandado por um todo poderoso ¨salvador da pátria¨, logo aparecerá gente do quilate infame de um delegado Sérgio Paranhos Fleury, os assassinos corruptos, que se fazem auxiliares diretos do ¨salvador ¨ e se encarregam da tarefa impura de desimpedir os ¨caminhos da salvação¨, escondendo rastros de sangue, gritos de dor, ou ¨explicando ¨, por exemplo,  porque ficou cego um preso político, o honrado petroleiro Milton Coelho, que está felizmente vivo, aqui perto em Aracaju, para contar a sua história, ou calvário.

Seremos todos covardes se formos tolerantes com a organização criminosa denunciada pela Procuradoria Geral da República, denúncia aceita pelo STF, e que será, com certeza,recusada pela Câmara Federal, frequentada por outra parte de Confraria do Peculato. Seremos covardes se nos acomodarmos, depois, com a decisão antecipadamente sabida que os deputados irão tomar.

Seremos covardes, também, caso percamos a consciência de cidadãos livres, para implorar que venha um  salva-pátria a nos impor a camisa de força de uma ditadura, cuja sobrevivência será diretamente proporcional à violência que cometa, até o ponto em que houver uma inflexão, os termos se invertam, e a ditadura desmorone, devastada pelos próprios excessos. Esse não é o destino de todas elas?

Das ditaduras devemos ter o ódio e nojo como recomendava Ulisses Guimarães, e em nenhuma circunstância sequer cogitá-la como remédio possível.

A política, aquela arte da convivência humana exercitada talvez, ainda nas cavernas, fez com que, definitivamente, o homo-sapiens se tornasse  menos animal e mais ser humano.

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O PRESIDENTE NO HOSPITAL E A

¨NOVEMBRADA¨ DO GENERAL LOTT

 

Rememoremos: Em 1955, no auge da crise gerada pela democrática eleição de Juscelino, o presidente Café Filho, um vice que assumiu  após o suicídio de Getúlio Vargas ( 24/8/54)   tramava para impedir a posse legítima do presidente eleito. No auge da crise Café foi hospitalizado para fazer uma cirurgia coronariana. Assumiu o presidente da Câmara,  Carlos Luz, ostensivamente adepto do golpe, entusiasmado discípulo do radicalismo político do deputado Carlos Lacerda, que disse na tribuna da Câmara e escreveu no seu jornal panfletista Tribuna da Imprensa, meses antes: ¨Juscelino não pode ser candidato, se candidato não pode ser eleito, se eleito, não pode ser empossado, se empossado terá de ser deposto¨. O argumento golpista: a vitória de JK não deveria ser reconhecida, porque ele não obteve maioria absoluta dos votos. Mas não havia segundo turno, e a Constituição considerava eleito o candidato com maior numero de votos. JK teve 36% dos votos, Juarez Távora, 30 %,  Adhemar de Barros 26%  e Plínio Salgado 8%.

Carlos Luz logo exonerou o Ministro da Guerra, o  general legalista Teixeira Lott, e marcou a posse do substituto para o dia seguinte, 11 de novembro. Exonerado, Lott seguiu o conselho do general Odílio Denys, e ¨fez descer a Vila¨, os tanques da Vila Militar.  Carlos Luz  correu até  o Arsenal de Marinha e refugiou-se  a bordo do cruzador Tamandaré. O imponente vaso de guerra levantou âncoras ,levando a bordo  almirantes  de extrema-direita,como Sílvio Heck, Pena Botto, Hademacker, e a elite golpista da UDN (União Democrática Nacional). Entre eles, o deputado federal Luiz Garcia, que, três anos depois seria eleito governador de Sergipe. Garcia, um jurista, não defendia o golpe, mas embarcou na incerta aventura por solidariedade ao partido.  Ao cruzar a barra, o navio foi alvo dos tiros erráticos disparados da fortaleza de Santa Cruz e do forte de Copacabana.  A belonave ilesa seguiu ao porto de Santos, onde esperava-se a solidariedade armada do governador Jânio Quadros e do 2º Exército. Nenhum dos dois se moveu. O cruzador retornou ao Rio, Lacerda e outros foram para o exílio. O Congresso declarou extinto o mandato de Café Filho, e Carlos Luz era um foragido. Assumiu o presidente do Senado, o catarinense Nereu Ramos . Com Teixeira Lott no Ministério da Guerra, Nereu garantiu a posse constitucional de Juscelino, e o Brasil começou a viver então os 5 anos mais profícuos, inspirados e realizadores  da sua História.  A ¨novembrada¨ de  Lott ficou marcado como um daqueles ¨jeitinhos extremos¨,  todavia providenciais,  que os brasileiros sabem encontrar. Todavia, gerou incuráveis sequelas nas Forças Armadas, onde houve vencedores e derrotados que não sepultaram os antagonismos, embora todos os vencidos sendo anistiados.

¨Jeitinhos¨ com tanques nas ruas, não poderão mais existir. A sociedade brasileira é bem diversa, muito mais complexa e estruturada do que aquela de 54 ou 58.

Entre Temer e Café Filho existem curiosas coincidências, fazendo-se a ressalva de que Café foi acusado apenas de peculatos de pequena monta.  A indigência no que se refere ao caráter dos dois políticos, é outro traço de identidade comum. 

 Na casa de uma amante de Adhemar, a madame Benchimol, guerrilheiros urbanos contrários à ditadura,  ¨expropriaram ¨um cofre com 11 milhões de dólares.

Num apartamento de Gedel, amigo íntimo de Temer, seu poderoso ex-ministro, a policia Federal encontra um monte de dinheiro, 51 milhões de reais. Ao câmbio de hoje o dinheiro de Adhemar,não chegaria a 35 milhões de reais.

Café Filho foi indicado a Getúlio para ser seu vice por Adhemar de Barros, nome que naquela época era sinônimo de roubalheira. Isso, em 195O.

Temer foi indicado para ser vice de Lula e de Dilma, e por eles logo aceito, com apoio, entre outros, dos integrantes de uma organização criminosa: Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, Gedel Vieira Lima,( presos ) Romero Jucá, Eliseu Padilha, Moreira Franco,( ainda soltos. )

Temer vai se licenciar para fazer uma cirurgia coronariana , será substituído pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Café era detestado pelo povo brasileiro, mas nem de longe sua rejeição chegava a noventa e cinco por cento, como é o caso de Temer.

E para que se complete a linha de similitudes, novembro se aproxima.

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 A SAÍDA ONDE ESTÁ A SAÍDA?

 

Setores da sociedade não contaminados pela peste do peculato, precisam e devem dialogar buscando saídas possíveis, não traumáticas, sem cassações, prisões, fechamento de Casas legislativas, muito menos censura  à liberdade de expressão, ou repressão aos movimentos sociais. A democracia há que ser mantida, e na sua plenitude, o que agora não acontece, porque o chefe da ¨Organização Criminosa ¨ permanece no Planalto afrontando a Nação que o rejeita, e subjugando as instituições, devastando os cofres públicos para ganhar apoio político.  Do Executivo se espalham as ações visando anular a capacidade decisória do Supremo Tribunal, a força investigativa do Ministério Público e da Polícia Federal, enquanto o povo fica anestesiado pela perda da esperança .

A solução terá de sair de um entendimento amplo, do qual os chefes militares deverão participar, sem o argumento da força armada, apenas, da força moral. E isso sabe exercitar muito bem o general comandante do Exército Eduardo Vilas Boas.

Seria uma mobilização ampla das elites, da sociedade em geral, para reverter enquanto é tempo, o caos que se aproxima. Algo assim, oitenta e sete anos depois, muito parecido com a Revolução de 1930, segundo um prognóstico feito por alguém do quilate do embaixador Rubens Ricúpero.

Poderão ser sonhos ou devaneios: a renuncia de Temer, a posse do presidente da Câmara,  a decisão via judicial da inelegibilidade  já em 2018, de todos os que respondam a processos de natureza criminal, em seguida,a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte a ser eleita  para legislar com a  força da representatividade plena  alcançada nas urnas.

Uma coisa é certa: com essa escória do peculato estendendo o poder sobre a Nação esmagada, não haverá como escapar do esgoto onde nos jogaram.

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MENDONÇA PRADO BUSCA

UMA TERCEIRA VIA PARA 18

 

O ex-deputado federal, e ex-secretário da segurança Mendonça Prado, transita por duas vertentes que se comunicam e se relacionam, a depender de circunstâncias. Na sua caminhada política faz as escolhas para cada momento. Por vezes foi conciliador, transigiu, falou manso, aquietou-se até, sendo comedido na fala, evitando ataques pessoais, ofensas maiores aos adversários.

Já percorrendo a outra vertente de confronto e agressividade, Mendonça mostra um lado da sua face política que pode tornar-se muito dura, e até desafiadora. Agiu assim em relação ao prefeito Edvaldo Nogueira, considerando-se por ele destratado, e com o delegado de policia Alessandro que iniciou o inquérito na EMSURB, e motivou o afastamento de Mendonça da presidência da empresa municipal. Veio depois a sua absolvição pela Justiça e a declaração publica de que ele poderia, sem obstáculos, reassumir suas funções. O prefeito Edvaldo não o reconvido ue isso gerou a crise. Depois das declarações de rompimento que fez, Mendonça conversou com Jackson, disse que dele não tinha mágoas, mas iria procurar outro espaço para armar o seu temporário ou permanente bivaque político. Para a oposição não poderia ir. É visceral inimigo dos irmãos Amorim, também não se afina com o deputado André Moura, mas, com o senador Valadares ,e o  deputado Valadares Filho  estaria conversando.

Filiou-se um tanto festivamente ao minguado PPS, quase uma sombra do que já foi, e mantido pela insistência de Clóvis Silveira,  um pequeno empresário que até já foi candidato a vice-governador na chapa derrotada de João Alves em 2006. Mendonça foi recebido com festa e declarações entusiasmadas do presidente nacional do partido, o deputado Freire.  Assim, ganhou ânimo, teve disposição para anunciar uma possível candidatura ao governo do estado. O futuro, porém, dependerá do êxito que tiver no trabalho de compor uma frente política de envergadura, capaz de ser efetivamente uma terceira via. Não será nada fácil.

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VALADARES E A TERCEIRA VIA

 

Quem também está capinando o terreno para encontrar uma vereda mais fácil de andar é o senador Valadares, também, como não poderia deixar de ser, o deputado federal Valadares Filho. Valadares pai não se sente muito confortável no grupo onde agora se encontra. Enxerga-se preterido, porque, entre todos, mostram as  pesquisas, é o que está melhor posicionado. Esperava então ser o candidato natural do grupo ao governo, ou ter, desde logo, confirmado o apoio à sua tentativa de reeleição. O senador Amorim, com quem Valadares melhor se afina teria aberto para ele as duas alternativas, mas o irmão Edivan Amorim, que ainda não perdeu a pose de chefe da turma, de maneira um tanto ríspida, foi claro, dizendo que não haveria espaço para ser ocupado por Valadares nas vagas majoritárias, lançando seu irmão ao governo e o deputado André Moura ao Senado.  Com o prestígio que tem hoje em Brasília, deveria caber a André um reconhecido papel preponderante no grupo. André não se definiu ainda, tudo indicando que não largaria o certo pelo duvidoso, e concorreria à reeleição, com a certeza de que seria um dos mais votados. Valadares começa a sentir que numa disputa majoritária, mesmo para o Senado, não contaria com o apoio fechado do grupo, e apesar de estar liderando nas pesquisas, correria o risco de ser ¨cristianizado ¨. Essa expressão decorre do nome adjetivado de um candidato a vice-presidente da República Cristiano Machado, que perdeu a eleição porque os integrantes do seu próprio partido não votaram nele. Naquela época o vice também era votado.

Com as barbas de molho o senador Valadares estaria buscando caminhos mais seguros. Há quem veja possibilidades de uma aliança dele com o PT, mais especificamente com Rogério Carvalho e também com Mendonça Prado.

Como em política nada é impossível...

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O SUPREMO ENCOLHEU POR

OMISSÃO OU CONIVÊNCIA

 

Segundo Ulisses Guimarães, quem tem poder não abre mão dele e muito menos o transfere.

Mas os ministros da mais alta Corte, desfizeram a assertiva, quase um aforismo do Dr. Ulisses, quando, por omissão, conivência ou simples tibieza, abriram mão dos poderes   com os quais a Constituição emoldurou o Supremo, para que ele se faça, em todas as circunstancias, especialmente nas mais graves, o portador da capacidade única e irrecorrível de decidir.

O Supremo amesquinhou-se, tornando-se um Poder vulnerável às pressões e ameaças. Desse constrangimento poderia ter sido salvo se a presidente Carmen Lúcia não houvesse gaguejado tanto para prolatar o seu voto, descolado dos seus princípios e da sua própria trajetória, desempatando a votação a favor  da velha oligarquia brasileira do peculato impune,agora comandada por Temer e Aécio, da qual se tornaram mais advogados do que ministros os togados  Alexandre, Lewandovski, Gilmar, Marco Aurélio e Dias Tofoli.

Que a História registre os votos livres, honrados e altivos dos ministros Celso de Melo, Fachim, Rosa Weber, Luiz Roberto Barroso e Luiz Fux .

Alguns ministros disseram que somente nas circunstancias mais extremas o STF poderia agir penalizando portadores dos diplomas de parlamentares federais no exercício dos mandatos. Ora, recentemente o STF determinou o afastamento e a prisão de um senador Delcídio Amaral, depois, o mesmo com o deputado Eduardo Cunha. Mas aqueles dois eram apenas elos da gigantesca engrenagem da ¨organização criminosa ¨ identificada e denunciada pela Procuradoria Geral da República. Um Supremo Tribunal se desqualifica, se torna ainda mais desacreditado do que já é, quando se expõe assim, tão volúvel, tão futilmente leviano,até a renegar suas próprias convicções expressas em seguidos julgados que criaram jurisprudência, depois, pelos seus próprios autores desconsiderada.

Aécio relegou à condição de desprezível pó, e disso ele bem entende, a decisão anterior de três ministros agora desautorizados, ofendidos pelos colegas, exatamente aqueles cujos interesses dos seus escritórios de advocacia, dos seus negócios particulares, ou das suas tão sacralizadas amizades e fidelidades, os fazem lenientes diante do extremo, gravíssimo momento de um país governado e dominado por uma quadrilha audaciosa, que pouco a pouco vai fazendo capitular uma a uma as instituições, ou as pessoas que representem obstáculos às suas largas, ilimitadas e desavergonhadas ambições. Agora mesmo o presidente Temer, o chefe de todos, move céus e terras para que o Senado absolva o gangster das Minas Gerais,e a ele ofereça o tapete vermelho do seu retorno, que marcará também, o momento mais triste do Senado Federal, uma Casa que já mereceu respeito dos brasileiros e por onde passaram honrados e exemplares estadistas, desde o Império até os dias de hoje, quando abriga nada mais nada menos do que uns trinta mafiosos e picaretas.

Quais as próximas instituições que serão igualmente desmoralizadas ? A Policia Federal, o Ministério Público, as Forças Armadas?

Anotemos, e anotemos em tinta perene e bem legível, o que farão nessa terça –feira, 17, os três senadores sergipanos: Maria dos Carmo Alves, Antônio Carlos Valadares e Eduardo Amorim.

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BRAYNER E A TAMPA ABERTA DE

 UM ESCANDALO ITABAIANENSE

 

O jornalista Diógenes Brayner é sobretudo um repórter, o farejador da notícia, e credenciou-se ao longo de tantos anos de batente jornalístico pelo cuidado como informa, pelo equilíbrio como comenta. Deve-se elogiar um jornalista de todas as formas, pelo texto, pela concisão, pela cultura, pela competência de trabalhar a noticia ou o comentário, pela coragem moral de denunciar, quando se faz imprescindível que assim o faça, se julgar que está em jogo o interesse publico. Não se elogie todavia um jornalista, chamando-o de imparcial. Imparcialidade é como a virtude, são duas coisas que devem ser procuradas, sem a ilusão de que venham a ser encontradas.

Jornalistas, temos preferências, amizades, inclinações políticas, e o melhor que pode mosfazer é não nos tornamos marqueteiros de inverdades, ou fraudes. Basta isso, nada mais. Isso tem feito Diógenes Brayner, dai o conceito que desfruta.

Mas, nos alongamos tanto, e quase  esquecemos do titulo que demos a esta matéria sobre um escândalo em Itabaiana, do qual Brayner  descobriu a tampa. Desde então, na cidade serrana o curto texto tem sido lido e interpretado de diversas formas. Deixemos aos itabaianenses a tarefa de desvendá-lo.

 O titulo e o texto:¨ PROBLEMAS MAIS PERIGOSOS¨

¨A briga política em Itabaiana pode descambar para o mundo das ¨fantasias perigosas ¨, que envolvem amantes, joias de alto custo e até doenças graves. São intimidades extremamente perigosas. ¨

Foram poucas as linhas escritas por Brayner na sua coluna e no seu blog, mas a curiosidade dos itabaianenses muito maior, já identificou uma competição consumista de duas senhoras identificadas como   Primeira e Segunda.  Quando uma gasta vinte mil reais em roupas ou joias, chega a outra e compra quarenta mil. As competidoras parecem ter muito gás, ou dele não sabem o custo . E o comércio local nesses tempos bicudos de recessão e falta de dinheiro, festeja a mão aberta das concorrentes gastadoras.

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O MILHO, O BOI, A CANA, A LARANJA

Fora dos perímetros irrigados em Canindé, Poço Redondo, Itabaiana, Tobias Barreto e Neópolis, onde se produz de fruta a legume e cereal, e isso chegando a alguns milhões de toneladas, precisamente quantificadas pela COHIDRO, que a todos administra, a atividade econômica no campo sergipano concentra-se principalmente na agroindústria canavieira, no milho, depois vêm o boi, e a definhante citricultura. O Perímetro de Neópolis produz agora mais côco do que a vastidão dos coqueirais de sequeiro no litoral. Com baixíssima produtividade, por falta de renovação e tecnologia, grande parte desses coqueirais está numa situação de quase abandono.

A atividade hoje com maior vigor é a plantação de milho, que se equipara à pecuária leiteira e de corte. Nos cinco últimos anos, no semiárido a produção de milho reduziu-se muito. Ano passado a queda foi de quase 70 %, mas este ano de inverno com chuvas regulares, a produção deu um salto. Além das chuvas o fator determinante para o sucesso no milho é a introdução de novas tecnologias, a busca constante da produtividade, e a preocupação com o uso permanente da terra e o que se deve fazer para evitar a degradação do solo.

As usinas que sofreram também muito com a estiagem, este ano começam a trabalhar com vontade de ampliar a produção, e isso favorece o plantador de cana, amplia o emprego. Nos laranjais agora reduzidos a um terço do que já foram, o bom inverno interrompe anos de sucessiva descapitalização. O boi engorda nos pastos verdes e também aumenta a produção leiteira. Em resumo, 2017 está sendo em Sergipe um ano de renovação das esperanças daqueles que plantam e criam. O dinheiro em maior quantidade começa a pingar no comércio. E o melhor de tudo é que a meteorologia quase transmite a certeza de que teremos boas chuvas nos dois próximos anos.