Campeãs Pan-Americanas já em casa

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As meninas da Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica Conjunto, campeãs Pan-americanas foram recebidas com flores no Aeroporto de Aracaju. Foto: Divulgação
As meninas da Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica Conjunto, campeãs Pan-americanas foram recebidas com flores no Aeroporto de Aracaju. Foto: Divulgação

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Publicada em 20/10/2017 às 07:03:00

Voltar para casa é sempre bom. E se essa volta é coroada com medalhas de ouro e prata, melhor ainda. Foi assim, com três medalhas, duas de ouro e uma de prata, que as meninas da Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica desembarcaram no Aeroporto de Aracaju, no final da tarde desta quarta-feira 18.

A espera foi grande. Mas compensou. Desde as primeiras horas da tarde que amigos, dirigentes e colaboradores da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), familiares e admiradores das meninas da seleção, lotaram o saguão do aeroporto à espera das campeãs Pan-Americanas.

Lideradas pela capitã Jessica Mayer, elas foram chegando uma a uma. Depois de Jessica, passou Francielly Pereira, depois Alanis Ávila, Gabrielle Silva, Heloísa Bornal até chegar Marine Vieira. A recepção foi com flores, beijos, abraços e felicitações pela conquista.

- Essas meninas se transformaram em verdadeiras heroínas. Ganhar das americanas, percussoras da Ginástica Rítmica, nos Estados Unidos, na casa delas não é fácil. E, elas foram lá, fizeram o seu papel e conquistaram o título de campeãs Pan-Americanas, em Daytona Beach, comentou Carmem Rosa, passageira do mesmo voo das campeãs.

Na sessão de entrevistas, a capitã Jessica Mayer não escondeu a satisfação pela conquista em solo americano e o prazer de liderar um grupo vitorioso.

- A conquista é fruto de muito trabalho e dedicação de nós atletas e empenho de nossas treinadoras, Camila e Bruna, a quem muito devemos essa conquista. A gente se fechou em torno de um objetivo, que era a conquista de medalhas, para mostrar que o trabalho de menos de um ano estava dando certo. Nada mais importante do que começar um ciclo olímpico com tantas conquistas como tivermos agora. É sinal de que estamos no caminho certo, em busca da classificação para os Jogos do Japão, comentou a capitã Jessica Mayer.

Essa foi a última competição da temporada. Agora as meninas dão uma parada de uma semana, mas depois recomeçam os treinos até o final de ano. Algumas vão às suas cidades de origem rever familaires. Mas já pensam em 2018, para prosseguimento desse trabalho.

Ausências sentidas no desembarque das meninas foi das técnicas Camila e Bruna, que ficaram em Chicago, nos Estados Unidos participando de um curso de aperfeiçoamento nas mudanças de pontuação para o novo ciclo olímpico.

- Elas precisam se atualizar, estar por dentro das modificações nas regras e na pontuação. Por isso, ficaram para esse curso. Mas nós queremos parabenizar as meninas campeãs, pela grande conquista. É como se o futebol do Brasil chegasse em uma Copa do Mundo na Alemanha e conquistasse o título em cima doa alemães, comparou a presidente Luciene Resende.

As meninas da Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica conquistaram a medalha de ouro por equipes no Campeonato Pan-Americano da modalidade, disputado em Daytona Beach, nos Estados Unidos. O time estava na segunda posição após a primeira apresentação, mas, a segunda nota foi muito boa, e levou o time ao título.

A seleção foi formada pelas ginastas Alanis Ávila, Francielly Pereira, Gabrielle Silva, Heloísa Bornal, Jéssica Maier e Marine Vieira. No geral, o Brasil foi medalha de ouro deixando os EUA com a prata e o Canadá com o bronze.

- Fazendo uma retrospectiva, finalizamos o primeiro ano do ciclo olímpico com um saldo muito positivo. Apesar do conjunto ter se concentrado somente em maio, conseguimos cumprir as metas estabelecidas no nosso planejamento. Melhoramos nossa classificação no Mundial de 2015, em Stuttgart (16º lugar), para este ano em Pesaro (13º lugar). Agora, conquistamos novamente o título de campeãs pan-americanas. Estamos felizes porque nosso trabalho continua evoluindo e assim vamos seguir motivadas e trabalhando forte para o próximo ano", avaliou a treinadora Camila Ferezin, que também é coordenadora de Seleções de Ginastica Rítmica da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).