Motu tenta impedir que 40 famílias sejam retiradas de um conjunto em Malhador

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Dirigentes do Motu pedem ajuda a Defensoria Pública. Foto: Divulgação
Dirigentes do Motu pedem ajuda a Defensoria Pública. Foto: Divulgação

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Publicada em 26/10/2017 às 05:25:00

As dirigentes estaduais do Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU), Djanilde Santos da Silva e Jack Lopes Correia, recorreram ao Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado de Sergipe para garantir que 40 famílias que ocupam o Conjunto João Alves de Araújo, no município de Malhador, sejam retiradas do local sem nenhum amparo do poder público.

Segundo Djanilde Santos, as famílias passaram a ocupar os imóveis porque não tinham para onde ir. “40 famílias, sendo 60 crianças e um portador de deficiência, passaram a ocupar as casas do conjunto habitacional em 13 de Maio deste ano em virtude do completo abandono dos imóveis. As casas estavam abandonadas com obras inacabadas e servindo de ponto de drogas, prostituição e abrigo de delinqüentes”, relatou 

De acordo com o defensor público e coordenador do Núcleo de Direitos Humanos, Sérgio Barreto Morais, as famílias já foram intimidas a desocupar. “A Prefeitura de Malhador já acionou a justiça e foi deferida a liminar de desocupação. A Defensoria Pública impetrou um pedido de habilitação no processo haja vista o grau de vulnerabilidade das famílias, como também, pedimos uma audiência de conciliação, porém, o judiciário negou o pedido. Agora vamos recorrer da decisão”, afirmou.

 “Estamos estudando a possibilidade também de pedir auxilio moradia e a inclusão nos projetos habitacionais para tutelar os interesses das famílias que já se encontram lá. A ordem de reintegração já saiu e infelizmente a qualquer momento pode ser cumprida, deixando mais de 40 famílias, com várias crianças e idosos completamente desamparados”, disse o defensor público e integrante do Núcleo de Direitos Humanos, Eric Martins.

 “A Defensoria Pública é muito atuante e sempre está de portas abertas em defesa dos direitos do cidadão. Os defensores públicos estão comprometidos com a causa e nos dão esperança de continuar lutando por aqueles que não têm a quem mais recorrer”, destacou Djanilde Santos.