Arquivamento da segunda denúncia contra Temer dá sequência ao golpe, avalia João Daniel

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O deputado João Daniel (C) protesta no plenário da Câmara. Foto: Divulgação
O deputado João Daniel (C) protesta no plenário da Câmara. Foto: Divulgação

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Publicada em 27/10/2017 às 06:25:00

Pela segunda vez, o deputado federal João Daniel (PT/SE), mantendo sua coerência política, votou pela continuidade das investigações pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Michel Temer, a partir da denúncia da Procuradoria Geral da República de organização criminosa contra ele e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco. Na sessão dessa quarta-feira (24), João Daniel votou “não” ao relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) que pedia o arquivamento da denúncia.

Ao proferir seu voto, o deputado João Daniel manifestou sua posição em favor da classe trabalhadora. “Votando pela coerência, como sempre em defesa da classe trabalhadora, do povo sergipano e do Brasil. Não ao golpe continuado, em defesa da soberania nacional, fora Temer”, disse o petista sergipano em seu voto.

 João Daniel justificou sua posição ressaltando que votava não pelo arquivamento como forma de honrar o voto do eleitorado sergipano para estar em defesa da democracia e da Constituição. “E ela [a Constituição], entre os seus avanços, diz que nenhum cidadão de nenhum dos Poderes está acima da lei”, ressaltou. Ele acrescentou ainda não ter dúvidas de que o presidente e o grupo que no dia 17 de abril de 2016 afastou a presidenta Dilma Rousseff desde então já tramavam o golpe contra o povo. “E nós denunciamos isso desde o início, não era um golpe contra a presidenta Dilma. Era contra nossa Constituição e contra a classe trabalhadora. Era preciso iniciar o momento de retirada de direitos”, afirmou.

 Segundo o parlamentar, prova disso é que, depois do impeachment, veio a aprovação na Câmara da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 e depois no Senado a PEC 55, que congelam por 20 anos os investimentos em serviços públicos básicos, depois veio a aprovação do desengavetado projeto da terceirização, seguido da reforma trabalhista. “E agora vem a segunda denúncia contra Temer e aprovam para não investigar o presidente, para poder colocar em votação a reforma da Previdência, sem falar no ataque à soberania nacional, com a entrega do pré-sal, do setor elétrico e das nossas estatais”, analisou João Daniel.

 O arquivamento da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer foi aprovado por 251 votos contra 233, tendo a maioria do Plenário acompanhado o relatório aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.