Bancada coerente

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Publicada em 27/10/2017 às 06:28:00

Um dia após o plenário da Câmara ter rejeitado a segunda denúncia apresentada contra o presidente Michel Temer pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o presidente da República publicou nas redes sociais um vídeo afirmando que o Brasil teve suas “instituições testadas de forma dramática nos últimos meses” e que “no fim, a verdade venceu”.

Realmente venceu a “verdade”, mas a “verdade” de que na Câmara dos Deputados tem um grande número de parlamentares que não representa a vontade do povo que o elegeu, mas o seu interesse político, e que cada um tem o seu preço. Venceu a “verdade” de que o uso do dinheiro público ainda prevalece nessas decisões.

Temer, para se salvar da segunda denúncia da PGR de formação de quadrilha e obstrução da Justiça, baixou portaria facilitando o trabalho escravo para atender a bancada ruralista; sancionou o projeto do Refis, que parcela dívidas tributárias em prazos e condições camaradas, para contemplar a bancada sonegadora; mandou tirar Congonhas da lista de aeroportos que serão privatizados, atendendo a imposição do ex-deputado mensaleiro e comandante do PR, Valdemar Costa Neto; ofereceu cargos do 2º e 3º escalão do governo a afilhados políticos dos deputados; e, por fim, liberou recursos de emendas parlamentar. 

O presidente permanecerá no Palácio do Planalto e sem ser investigado pelo Supremo nas denúncias que pesam contra ele na Operação Lava Jato, graças ao poder de quem tem o Diário Oficial nas mãos. A estimativa é de que suas ações para permanecer no cargo custaram aos cofres públicos a bagatela de R$ 37 bilhões.

Temer é acusado de ter recebido milhões em propina e vem fazendo um governo que vem ferrando com o povo menos favorecido pela sorte, com os constantes aumentos de combustível, botijão de gás e energia elétrica, com a redução de recursos para educação e saúde. E, mesmo assim, os nossos representantes no Congresso Nacional dão aval para permanecer no comando do país, mesmo com uma aceitação de apenas 4% da população.

Pelo menos, a grande maioria da bancada federal por Sergipe disse não ao relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) pedindo a rejeição da denúncia contra o presidente Temer. 

Só o deputado federal André Moura (PSC), por ser líder do governo no Congresso Nacional, disse sim ao relatório de Bonifácio, sendo um dos 251 votos que Temer teve na Câmara para se livrar, mais uma vez, de se tornar réu em ação no STF.

Os deputados Valadares Filho (PSB), Fábio Mitidieri (PSD), Jony Marcos (PRB), Adelson Barreto (PR) e João Daniel (PT) não se submeteram as pressões do Planalto, não foram picados pela mosca azul e mantiveram a coerência com relação à primeira denúncia contra Temer por corrupção passiva, quando votaram contra o presidente.

O deputado federal Laércio Oliveira (SD) amarelou por pressão dos empresários, uma vez que não compareceu a votação na quarta-feira. E Fábio Reis (PMDB) foi ausente por se encontrar de atestado médico por conta de uma cirurgia cardíaca de emergência a que foi submetido na última sexta-feira pela manhã.

Trocando em miúdos, a maioria da bancada federal de Sergipe não envergonhou os sergipanos.

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Em sintonia com o povo 1

O deputado federal Valadares Filho (PSB) justificou o seu voto contrário ao arquivamento do processo contra o presidente Temer pelos crimes de formação de quadrilha e obstrução da Justiça afirmando que foi para manter a sua coerência, que considera uma das marcas da sua atuação parlamentar.

 

Em sintonia com o povo 2

O deputado federal Fábio Mitidieri (PSD) justificou o seu voto contra Michel Temer declarando: “Entre a estabilidade e a moralidade, fico com a moralidade!”.

 

Em sintonia com o povo 3

“Votando pela coerência, como sempre em defesa da classe trabalhadora, do povo sergipano e do Brasil. Não ao golpe continuado, em defesa da soberania nacional, fora Temer”, disse o deputado João Daniel (PT) em seu voto no plenário da Câmara anteontem à noite.

 

Política partidária

 O ex-deputado federal João Fontes vai mesmo disputar o Senado em 2018 pelo PPS, na chapa encabeçada pelo ex-deputado federal Mendonça Prado (PPS). Disse que não fazia parte dos seus planos voltar à política partidária, mas mediante “apelos” e a situação política do país e de Sergipe decidiu retornar.

 

Ponto de vista 1

“Tenho a intuição que em 2018 o povo vai se rebelar contra os velhos políticos que estão no poder há 50 anos e deveriam se aposentar com as suas belas aposentadorias.Vou contribuir para mudar isso ai, já que  ninguém quer sair e só vai sair pelo voto”, disse  João Fontes, enfatizando que não vai ficar vendo a banda passar, que tem história para com o estado, com as emendas que liberou para Sergipe quando deputado federal.

 

Ponto de vista 2

“Vendo isso que está ai e o povo batendo panelas para as mesmas pessoas vou contribuir para romper esse ciclo. Tem espaço em Sergipe para isso. Em 1974 foi encerrado o ciclo de Leandro Maciel, maior cacique político de Sergipe, com a vitória de Gilvan Rocha para o Senado. Em 1984, foi encerrado o ciclo de Lourival Batista, que perdeu o senado para José Eduardo Dutra. Em 2018, sinto o desejo do povo de que não quer esses políticos pelo que representam para Sergipe, não pela idade. O povo vai mandar Jackson Barreto e Valadares para casa. Chegou o momento de se quebrar esse ciclo de João Alves, Valadares, Jackson e Albano no próximo ano”, aposta Fontes. 

 

Ponto de vista 3

Acredita o ex-deputado que em 2018 vai ter muita coisa nova. “Temos hoje a inelegibilidade dos dois pré-candidatos ao Senado Heleno Silva (PRB) e Rogério Carvalho (PT). Tem muita coisa para acontecer. Vou buscar esse espaço”, afirmou.

 

Outro foco

O ex-governador Albano Franco (PSDB) revelou à coluna que não disputará mais nenhum mandato eletivo e que não tem a pretensão de se envolver politicamente nas eleições de 2018. “Iniciei um novo ciclo na vida. Vou continuar conselheiro emérito na CNI e membro nato da diretoria do Conselho Superior de Economia da Fiesp”, declarou.

 

Incentivo

Segundo Albano, no sul do país várias pessoas lhe parabenizam por ter deixado a política partidária. “Dizem que fiz bem em sair dessa sacanagem da política”, afirmou.

 

Otimista

Como empresário, o ex-governador afirmou que tem esperança que o país vai sair dessa crise e se recuperar economicamente. “A recessão é a mãe de toda a crise”, avalia, enfatizando que a equipe econômica do governo federal tem muita credibilidade.

 

Reviravolta em Itabaiana 1

O presidente da Assembleia Legislativa, Luciano Bispo (PMDB), conseguiu derrotar o seu adversário político, o prefeito Valmir de Francisquinho (PR/Itabaiana), na eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara Municipal para o biênio 2019/2020.  Para isso, contou com o apoio de dois vereadores liderados pela deputada estadual Maria Mendonça (PP): Zé Roberto e João Cândido.

 

Reviravolta em Itabaiana 2

Na votação, a sua candidata, a vereadora Ivoni (PMDB), conseguiu vencer o candidato de Valmir, Zé de Toinho (PP), por ser mais velha. Isso porque a eleição deu empate 7 x 7, e, pelo regimento interno, quando há empate ganha a eleição o candidato mais velho.

 

Reviravolta em Itabaiana 3

Esse episódio deve levar ao rompimento político da deputada Maria Mendonça e do prefeito Valmir, que já vem abalado há algum tempo. 

 

 Veja essa...

 

Do governador Jackson Barreto (PMDB) durante discurso em solenidade de comemoração aos 15 anos da Carreira de Gestores Governamentais do Executivo do Estado de Sergipe, quando foi anunciado a presença do Defensor Público Geral, Jesus Lacerda: “Fique sempre perto de mim Jesus.  Preciso sempre da presença de Jesus do meu lado com os problemas do estado. Uma parte os gestores públicos resolve e a outra parte Jesus resolve”.

 

 

 

CURTAS

 

O prefeito João Dória (PSDB-SP) recebeu ontem à noite, na Assembleia Legislativa, o título de cidadão sergipano. Hoje profere duas palestras em Aracaju.

 

Desde o dia 18 de outubro que não consta mais no site do Podemos a formação do Diretório do partido em Sergipe, com o ex-prefeito Manoel Sukita (Capela) como presidente.

 

O Diário Oficial da União (DOU) do dia 23 deste mês publicou a portaria 3492/17, da Agência Nacional de Aviação (Anac), designando como internacional o Aeroporto Santa Maria.

 

O superintendente do terminal, José Osman Oliveira Silva, disse que as tratativas aconteceram com celeridade graças ao apoio do líder no Congresso Nacional André Moura (PSC-SE).

 

André anunciou ontem a liberação de R$ 1,3 milhão para a conclusão das obras da Catedral de Aracaju, fruto de emendas dos senadores Valadares, Eduardo Amorim e Maria do Carmo, e do deputado federal Valadares Filho.

 

Revela o líder que em 29 de setembro, o arcebispo da capital, Dom João José, esteve com ele solicitando apoio para agilizar a liberação dos recursos já empenhados no Ministério da Cultura. 

 

Foto legenda – GESTORES 

 

Os Gestores Governamentais comemoraram 15 anos de atuação em Sergipe em clima de festa, prestigiada por várias lideranças políticas de Sergipe. Prestigiaram a solenidade, realizada anteontem à noite na Aesae, o governador Jackson Barreto, o vice Belivaldo Chagas, o ex-governador Albano Franco, o presidente da Assembleia, Luciano Bispo, os secretários Rosman Pereira (Planejamento, Orçamento e Gestão), Zezinho Sobral (Inclusão Social) e Benedito Figueiredo (Governo), o ex-secretário João Augusto Gama (Seplag) e a Procuradora-Geral do Estado, Aparecida Gama.

Na oportunidade, o presidente do Sindicato dos Integrantes da Carreira de Gestão Pública do Estado de Sergipe (Singeps), Ciro Brasil, destacou a atuação da categoria ao longo dos quinze anos no serviço público estadual. E homenageou com placas os gestores que a categoria considera importante na construção da carreira no Estado.