Pacientes com câncer têm tratamento suspenso

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Pacientes em tratamento de câncer penam com as deficiências do Hospital de Cirurgia. Foto: Divulgação
Pacientes em tratamento de câncer penam com as deficiências do Hospital de Cirurgia. Foto: Divulgação

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Publicada em 27/10/2017 às 06:31:00

Milton Alves Júnior

 

Mais de dois mil sergipanos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) estão, mais uma vez, com o tratamento contra o câncer suspenso por tempo indeterminado. Depois de o tomógrafo da Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia ter apresentado pane operacional no último dia 11, desde a manhã da última quarta-feira (25), o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), que suspendeu o convênio firmado com uma clínica particular, também segue com o serviço indisponível. Sem assistência, organizações não governamentais e de apoio aos usuários do SUS cobram intervenção jurídica por parte dos órgãos de fiscalização.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, todos os trâmites administrativos já foram cumpridos e um novo contrato foi assinado a fim de restabelecer de imediato o tratamento. Além de minimizar os efeitos negativos cassados pela doença, a direção da SES informou que o Governo do Estado trabalha para atender a todos os pacientes que compõem a extensa lista de espera. Apesar de ressaltar a concretização de novos convênios, a administração não comunicou quando os procedimentos serão reiniciados, nem quando os pacientes serão convocados a remarcar as sessões. A falta de informações precisas intriga membros do grupo ‘Mulheres do Peito’.

Conforme denúncias apresentadas por Sheila Galba, membro do grupo, a recorrência dessas interrupções contribui diretamente para o desequilíbrio clínico dos pacientes. Para evitar a permanência dessa instabilidade assistencial ela pede o apoio do Ministério Público Estadual (MPE), e do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ/SE). "Infelizmente se órgãos superiores não se posicionarem à favor dos pacientes, certamente a continuidade dos tratamentos continuará sob risco. A saúde de milhares de pessoas continua em pleno retrocesso devido a problemas como esse do tomógrafo. Uma luta que estamos enfrentando há vários meses", lamentou.

Ainda segundo Sheila Galba: "esse problema acaba se alternando entre o Huse e o Hospital de Cirurgia. Raro são as vezes em que os dois maiores hospitais que atendem ao SUS estão recebendo os pacientes com o fluxo que deveriam". A direção do Hospital de Cirurgia não se pronunciou oficialmente quanto às críticas. Na semana passada, sendo este o último contato com o Jornal do Dia, a unidade hospitalar informou que ainda não havia previsão de restabelecimento do tomógrafo.