Presidente do CREA critica flexibilização de registros

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Arício Resende, presidente do CREA-SE. Foto: Divulgação
Arício Resende, presidente do CREA-SE. Foto: Divulgação

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Publicada em 27/10/2017 às 06:37:00

O projeto de lei do governo federal que pretende flexibilizar o registro de engenheiros estrangeiros no Brasil aumentará ainda mais o desemprego na área, que já alcançou 50 mil profissionais. É o que afirma o engenheiro agrônomo, Arício Resende, candidato à reeleição à presidência do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (Crea-SE).

Na prática, o projeto, que será enviado ao Congresso Nacional, pretende agilizar a emissão de registros para profissionais estrangeiros por órgãos profissionais em até três meses. Caso o novo prazo não seja cumprido, a nova legislação determinaria uma emissão automática do registro. Hoje, o Conselho Regional de Engenharia (CREA) costuma emitir o registro em um ano.

Para o presidente licenciado do Crea-SE, Arício Resende abrir o mercado brasileiro indiscriminadamente à mão de obra estrangeira é um erro.“A alegação do governo de que é preciso contratar estrangeiros para destravar o mercado, em especial diante do impedimento de grandes construtoras por conta da Operação Lava Jato, não convence. Na minha avaliação, o argumento de combater a corrupção, não pode servir de pano de fundo para desmontar o nosso parque industrial nem nosso acervo tecnológico”, disse o candidato.

De acordo com Arício Resende, esse projeto de lei só vai contribuir para aumentar a escalada do desemprego na área. Levantamento feito pelo Dieese sobre o mercado de trabalho da Engenharia mostra que de 2014 a junho de 2017 houve demissão líquida (admitidos menos demitidos) de 50.433 engenheiros em todo o Brasil. "Diante dessa realidade, qual o sentido em penalizar os nossos profissionais, se os postos de trabalhos desse setor foram eliminados nos últimos anos, elevando o desemprego?", questiona.

Na avaliação do engenheiro agrônomo, Arício Resende, a saída para a crise econômica passa pela preservação das empresas nacionais; pelo investimento público em infraestrutura e pela valorização dos engenheiros brasileiros, uma vez que o mercado de trabalho da engenharia tem relação direta com o crescimento do País.