Motoristas do Uber fazem novo protesto

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Publicada em 31/10/2017 às 06:16:00

Entra hoje em votação no pleno do Senado Federal o projeto de lei complementar que regulamenta os serviços de transporte particular (PLC 28/2017), como Uber e Cabify. De autoria do deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), a peça prevê uma série de novas adaptações a qual, conforme o olhar crítico dos consumidores e operadores do sistema, tende a transforma-lo no sistema convencional de taxis; populares contrário à PLC acreditam que isso resultará na suspensão da modalidade no Brasil em curto prazo. Dados do Uber indicam que 17 milhões de pessoas utilizam o serviço e mais de 500 mil brasileiros trabalham exclusivamente como motoristas.

Somente em Aracaju a estimativa do grupo é que pouco mais de três mil pessoas atuem como condutores cadastrados pelo Uber. Na tentativa de conquistar o voto dos senadores sergipanos - para que votem contrário à proposta, usuários e motoristas realizaram na manhã de ontem uma manifestação unificada na capital sergipana. A mobilização segue a uma orientação nacional para que seja implantado uma pressão popular qualitativa junto aos respectivos representantes no Congresso Nacional, em Brasília. Utilizando a hashtag #juntospelamobilidade e #leidoretrocesso, os manifestantes desejam sensibilizar os senadores, e, assim, conquistar o arquivamento do texto.

Entre as mudanças, o Projeto de Lei passará a exigir uma idade mínima para condutores e ‘ficha limpa’ dos motoristas, tornará a regulamentação dos serviços obrigatórios em municípios que ainda não a fizeram, autorizando a proibição do uso dos aplicativos; será exigido que o motorista seja proprietário do veículo e não tenha a possibilidade de dirigir em cidades vizinhas, como ocorre na Região Metropolitana, por exemplo, entre a capital e municípios da Grande Aracaju. Além disso, os carros deverão ter placas vermelhas com licença específica e passar por vistas periódicas.

"É inadmissível que a voz de milhões de brasileiros não seja ouvida e apenas o de um deputado que não representa o interesse da grande maioria da população seja ouvida. O que incomoda a todos é que sequer realizaram uma pesquisa para saber se somos a favor dessas mudanças. Infelizmente o Brasil pode ser o único país no mundo a dizer 'não' ao Uber. Esperamos que os nossos três senadores votem contrários ao relatório", declarou o motorista Rogério Viana, antes do Uber, desempregado por dois anos. A perspectiva do grupo é que outras manifestações sejam realizadas caso o texto seja aprovado. (MAJ)