Mulher é presa transportando 106 kg de maconha em ônibus interestadual

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Publicada em 03/11/2017 às 08:11:00

Policiais civis do Departamento de Narcóticos (Denarc) e da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol) apreenderam nesta quarta-feira, durante uma ação de fiscalização realizada na BR-101, em Cristinápolis (Sul), uma carga de 106 quilos de maconha prensada. A droga estava em três malas guardadas no bagageiro de um ônibus interestadual que vinha de São Paulo (SP) para Aracaju. A passageira Tarsila Rodrigues Bezerra, 29 anos, identificada como a responsável pelas bagagens com a droga, foi presa em flagrante.

De acordo com o diretor do Denarc, delegado Osvaldo Rezende Neto, as equipes montaram um bloqueio na rodovia, próximo à divisa de Sergipe com a Bahia, e passaram a fazer abordagens em ônibus e caminhões, com o objetivo de impedir a entrada de armas e drogas no estado. Rezende informou que, quando o ônibus de São Paulo foi parado, uma das passageiras se identificou com um nome falso e os policiais acharam a maconha nas bagagens que estavam em nome da suspeita, reconhecida posteriormente como Tarsila.

O delegado explica que essa é a terceira passagem de Tarsila pelo mesmo tipo de delito no território sergipano. Em uma das anteriores, no dia 28 de novembro de 2014, ela foi flagrada em São Domingos (Agreste) com 125 quilos de maconha que eram trazidos do interior de Pernambuco. A polícia descobriu na ocasião que a acusada agia a mando do marido, que estava preso no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão (Grande Aracaju). “Uma passageira que já foi presa por nossa equipe em duas outras oportunidades, que estava viajando sem documentos e que estava transportando 106 quilos de maconha”, detalhou.

Ainda de acordo com Osvaldo, Tarsila apenas confirmou o verdadeiro nomeem seu depoimento, disse que estava em liberdade há quatro meses e que aceitou transportar os entorpecentes pois estava precisando de dinheiro. Ao ser perguntada sobre quem era o dono das drogas, falou apenas que não poderia revelar, pois temia ser assassinada caso denunciasse a pessoa a quem seria entregue o material.

Resende destaca também que o trabalho em conjunto entre o Denarc e a Dipol possibilitou a rápida identificação da suspeita e a apreensão dos entorpecentes. “Foi possível graças a essa parceria com a Divisão de Inteligência, no sentido de ver uma pessoa que está nervosa. Pedir o documento e a pessoa dizer que não o tem. Fazer a checagem da ficha onomástica e já descobrir por foto quem é essa pessoa e checar os bancos de dados e ver que essa pessoa já foi presa com drogas em outras duas oportunidades”, esclareceu.