Presidente do IRB: “Fico horrorizado com este campeonato de gastar dinheiro público”

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Publicada em 08/11/2017 às 06:46:00

O presidente do Instituto Rui Barbosa (IRB) e conselheiro do TCE/MG, Sebastião Helvécio, afirma que o bom gestor não é o que gasta o percentual correto ou superior específico nas áreas que determina a Constituição Federal, mas o que realiza com qualidade o gasto público. A informação foi dada, na manhã desta terça-feira,

, durante o segundo dia do II Congresso Internacional de Contas Públicas, realizado e organização pelo Tribunal de Contas do Estado de Sergipe.

 “Eu fico horrorizado com este campeonato de gastar dinheiro público. Quando um prefeito fala que foi o que mais gastou na saúde ou gastou na educação. O que vai realmente, de fato, mostrar se um político é um bom gestor ou não, não é o percentual, é sim a transformação dos indicadores”, disse Sebastião Helvécio, na palestra que abordou sobre o Índice de Efetividade da Gestão Estadual (IEGE), juntamente com o servidor do TCE/SP, Rodney José Idankas. A mesa foi presidida pelo superintendente da Controladoria Regional da União no Estado de Sergipe, Frederico Resende de Oliveira.

 O IEGE serve para avaliar a qualidade dos meios empregados para se alcançar de forma abrangente a efetividade da gestão estadual. “Todos nós sabemos que temos os quatro ‘E’ famosos: economia, eficiência, eficácia e da efetividade. Qual foi o norte que escolhemos? Foi o cidadão. Nós queremos ver lá no serviço que chega à ponta dele se aquilo está sendo efetivo, se existe ou não”, explica o conselheiro do TCE/SP.

 

Visão transversal - Outro ponto significativo deste novo índice é a visão transversal da administração pública. A dimensão analisada não pode ser única, que alcance o cidadão como ser integral. Hoje, o indicador de referência mundial é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que atinge três dimensões: saúde, educação e renda. Contudo, o Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM) alcança sete dimensões: Saúde, Educação, Segurança, Planejamento, Gestão fiscal, Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico.

 “Em todo lugar do mundo que vou, o que percebo é esta mudança de víeis nos tribunais de contas. Não somos cães de guarda, não somos cães caçadores, nós somos como muito orgulho cães-guias. É ter coragem de chegar perto da administração pública e mostrar que existe um cardápio para escolher melhor a atitude a tomar. Quem tem que tomar a atitude é o governante. Nós mostramos os cenários e opções, mas quem decide é aquele que tem o voto”, explica Sebastião Helvécio.