OAB vê descaso do Governo na tragédia em Nossa Senhora das Dores

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Publicada em 08/11/2017 às 06:53:00

Um dia após a tragédia que aconteceu na Escola Municipal Professor Osman dos Santos Oliveira, no povoado Campo Grande, em Nossa Senhora das Dores, nenhuma informação concreta sobre o que realmente ocasionou o desabamento da caixa d’água foi divulgada. O acidente tirou a vida de Gilvan Manoel Porto Santos e Cícera Nicoli Pereira Santos, ambas com seis anos de idade e feriu 18 pessoas, sendo 11 crianças e sete adultos.

Para a Ordem dos Advogados do Brasil, em Sergipe, a queda da caixa d’água não foi um simples acidente, mas uma tragédia avisada, inclusive, pela própria comunidade. “Essa tragédia, que matou duas crianças, não foi um simples acidente, e sim um gravíssimo descaso culposo do Governo. Há muito tempo que os trabalhadores da DESO estão submetidos a condições precárias de trabalho em vários municípios do Estado, correndo, inclusive, sérios riscos de morte. Revoltante!”, protestou o presidente da OAB-SE, Henri Clay Andrade.

O presidente chama atenção para o fato de que o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgotos de Sergipe (SINDISAN) informou que já tinha feito diversos alertas à DESO, após as visitas rotineiras que realizada nas regionais. “A Companhia simplesmente ignorou esses alertas, o que é lamentável”, disse.

“A OAB acompanhará de perto as investigações por parte da Polícia Civil. Ao final, não podemos admitir que não se apontem os responsáveis, porque eles existem, e negligenciaram há anos o risco que submeteram crianças, professores, funcionários e a comunidade em geral. A perda trágica de duas vidas não pode ficar impune”, afirmou o presidente da Ordem.