Defesa Civil Estadual, CREA e Deso alinham informações após visita à escola de Dores

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Técnicos da Defesa Civil durante inspeção na caixa d’água que desabou em Dores. Foto: Divulgação
Técnicos da Defesa Civil durante inspeção na caixa d’água que desabou em Dores. Foto: Divulgação

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Publicada em 09/11/2017 às 06:38:00

Na manhã desta quarta-feira, 08 de novembro, a Defesa Civil Estadual (DEPEC) promoveu reunião de alinhamento com representantes da Deso e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), após visita técnica de inspeção, realizada na manhã de ontem, 7, no município de Nossa Senhora das Dores, onde a estrutura metálica de um reservatório de água desabou sobre a Escola Municipal Professor Osman dos Santos Oliveira.

De acordo com o Diretor da DEPEC, Cel. Alexandre José, na reunião foram abordadas as informações necessárias para a confecção do relatório técnico. “Alinhamos os entendimentos a respeito das possíveis causas do acidente que aconteceu em escola do Povoado Campo Grande e, no prazo de 30 dias, entregaremos o relatório final com a conclusão das investigações, com objetivo de dar uma resposta à população e às autoridades policiais”, pontuou.

Para José Roberto Oliveira, engenheiro da Defesa Civil Estadual, o processo corrosivo e a questão dos ventos são prováveis fatores que influenciaram no acidente. “Também foi possível verificar que havia problemas entre a estrutura da coluna do reservatório e a base”, afirmou. A estrutura datava de 13 anos, considerada como relativamente recente, do ponto de vista da engenharia. Segundo Gabriel Campos, Diretor de Meio Ambiente e Engenharia da Deso, ela havia passado por inspeção há quatro anos - dentro, portanto, do prazo estabelecido tecnicamente. “Depois disso, se instalou um processo acelerado de corrosão, que está sendo investigado para que se descubra o que levou a isso”.

Ainda segundo Gabriel, está sendo prestado todo o apoio às famílias, juntamente com a Prefeitura e da Assistência Social do município de Nossa Senhora das Dores. “Também já iniciamos o levantamento quantitativo para realizar a reconstrução da escola o mais breve possível. Além disso, estamos fazendo uma análise diagnóstica para, com o resultado da perícia, elaborar uma conclusão desse acidente".

Tadeu Maciel, presidente em exercício do CREA, considera que o caminho correto é o que foi seguido pela Deso, envolvendo a contratação de um perito para aprofundar tecnicamente a investigação. “Enquanto entidade que fiscaliza a atividade da engenharia, o CREA está se colocando à disposição para contribuir com as investigações de todas as formas possíveis”.